WINDOWS 10: ERA UMA VEZ UMA CAROCHINHA

Baixe o Windows 10, totalmente gratuito!

Não se trata de versão demo!

Independentemente de qual Windows esteja sendo executado em qualquer um de seus dispositivos (Windows XP, Windows 7, Windows 8…) está sendo oferecida a oportunidade de baixar a nova versão! Para começar imediatamente a usufruir de todas as vantagens incluídas na nova plataforma!

E isso, sem qualquer custo adicional!

Ou seja, não importa quanto (e muito menos quando) alguém tenha pago pelas versões do Windows que utilize eventualmente em seus dispositivos, sejam eles desktops ou notebooks!

A Microsoft, do alto de sua predisposição natural de sempre contribuir para o engrandecimento e fortalecimento da estrutura digital do planeta, está disponibilizando o resultado de todo seu esforço sem esperar por qualquer contrapartida de seus usuários.

Certo? Bem, mais ou menos…

Deixando a ironia de lado, o fato é que todos aqueles que possuem um desktop ou notebook vêm enfrentado um certo inconveniente em suas vidas digitais:

– Ter de conviver com uma janela se abrindo insistentemente na tela de seu computador, oferecendo a atualização da plataforma Windows para sua versão 10, gratuitamente – e enfatizando se tratar de uma oferta absolutamente vantajosa para quem quer que seja que se disponha a clicar na opção “atualizar”.

Tipo aquela do famoso comercial:

– Quer pagar quanto?

Se deixar por conta do cliente, é óbvio:

– Não quero pagar nada!

Só que a Microsoft não é brasileira.

Não foi fundada por um foragido da perseguição nazista.

E muito menos possui o espírito fraternal comum à boa terra – aquela, da baía de todos os santos.

A natureza da Microsoft é conhecida, identificada e assumidamente operacionalizada como um ícone do mundo capitalista.

E nada contra isso, pelo contrário!

Não tivesse se apresentado assim desde sua fundação, ela jamais teria atingido o status que atingiu.

Pessoalmente, sempre admirei com profundo louvor a capacidade intrínseca ao povo estadunidense  de criar novos negócios.

E é pela mesma capacidade de manipulação interpretativa que fez com que o resto do planeta Terra considerasse como americano apenas aquelas pessoas nascidas nos Estados Unidos da América que se continua tentando convencer as demais pessoas que nem sempre as coisas são o que parecem…

(Note: quem nasce nos Estados Unidos da América é “estadunidense”; “americanos” eles também são, assim como os brasileiros, os argentinos, os mexicanos, e até os surinamenses – os que nascem no Suriname…)

Uma grande lição da terra de Don Draper.

Que fique bem claro:

– O mundo não seria o que é hoje sem uma empresa como a Microsoft fazer o que fez há vinte anos!

E o que ela fez foi revolucionar o mundo, com o Windows – que se diga de passagem, era uma plataforma de qualidade inferior à da Apple, o Macintosh – você já ouviu ou se lembre dele?

Só que ela chegou onde chegou cobrando caro das pessoas que quisessem usufruir do resultado de sua capacidade criativa.

A Microsoft nunca foi uma “instituição de caridade”.

E o fato é que ela vem da terra onde a maioria das pessoas aprendeu mais cedo do que a do resto do mundo que um almoço grátis somente é encontrado em ratoeiras.

Não interprete este raciocínio como sendo uma crítica à Microsoft.

Muito menos ideológica: tenho profunda admiração pela Microsoft e por Bill Gates, seu fundador, pela capacidade de inovação, de criatividade e de revolução na maneira como a vida vinha sendo conduzida.

Só que algo não faz sentido.

Ou talvez tenha todo o sentido do mundo – um princípio comercial de faturamento, implícito ou explícito, que só será inteligível para a maioria das pessoas com o tempo.

Por via das dúvidas, fique atento – afinal, foi ele próprio quem disse:

– Windows…

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“Trabalhamos com o propósito de tornar nossos produtos obsoletos – antes que nossos concorrentes o façam.” (Bill Gates)