HARMONIA NAS EMPRESAS

Harmonia nas empresas possui um significado parecido  com o que ocorre quando se compõe uma música.

Pouco importando se se trata de uma música que vai ser interpretada por uma orquestra, uma banda ou um coral; afinal:

– Qual a harmonia de uma música de uma nota só?

Nas empresas você também não obtém harmonia quando todos tocam a mesma nota…

E na sala do diretor, a discussão rolava solta:

Alcides – E então, Marcos: qual sua opinião?

Marcos – Penso que o projeto é absolutamente viável, sr. Alcides.

Alcides – E você, Lucas?

Lucas – Sr. Alcides, não penso que seja conveniente implantá-lo; na minha maneira de ver, pode até criar um clima negativo na empresa, comprometendo nossa harmonia.

Alcides – João?

João – Bem, sr. Alcides… O projeto me parece ser realmente muito bom na teoria, mas tenho dúvidas quanto aos resultados práticos em sua execução. Penso que seria interessante mais informações quanto ao assunto pois, dada sua complexidade, pode ser que algum detalhe importante não seja convenientemente focalizado durante seu planejamento.

Alcides – Hummm… Interessante este meu grupo de gerentes… Mais uma vez ele me coloca na situação de ter de decidir entre opiniões tão conflitantes… E cada um falando o que pensa – mas sempre num clima de harmonia.

Alcides – Ok. Vamos fazer assim: o projeto será levado adiante, pois o Marcos o considerou viável; efetuaremos uma pesquisa interna para identificar os possíveis impactos dele quanto ao “clima” no ambiente de nossa empresa, como considerou o Lucas – e, antes de sua implementação efetiva, efetuaremos uma reavaliação conjunta de todas as informações coletadas, para nos certificarmos de que nenhum detalhe relevante escapou-nos durante o planejamento de sua implementação, para garantir o ambiente de harmonia que tem conduzido nossa convivência na empresa, como bem enfatizou o João. A reunião está encerrada.

Fora da sala do “seo” Alcides:

Marcos – E então… O que vocês acham?

Lucas – Sei não… Acho que, desta vez, ele quase se deu conta.

João – Que nada! Tá tudo indo muito bem, de vento em popa – é só a gente continuar com essa “harmonia”.

Marcos – É, também acho. Ele sabe que ele nunca decide nada por sua cabeça, mas o ego dele é muito grande para admitir isso, e sai maior ainda depois de nossas reuniões semanais – afinal, todo o crédito da decisão acaba ficando com ele.

Lucas – Isso é verdade. Bem, já que é assim, pela escala estabelecida em nosso rodízio, como ficamos para a próxima reunião?

João – Na próxima reunião, Marcos é quem fica em cima do muro; Lucas será a favor; e eu vou ser o (Ah…!) “do contra”…

Lucas – Por que o sorriso de “canto de boca”, João?

João – Por quê? Para mim, a harmonia de meu grupo só existe quando eu faço o que eu gosto – e o que eu gosto mesmo é ser “do contra”.

***

“Você não obtém harmonia quando todos tocam a mesma nota.” (Doug Floyd)