MA BAKER

Ma Baker:

– Uma mamãe que não usava o forno e o fogão para inspirar seus filhos.

Ma Baker é só uma indicação – uma singela e prática indicação.

De um vídeo representativo: um retrato de duas épocas.

Primeiro, Ma Baker representa um ícone dos tempos da situação retratada:

–  Uma época em que quadrilhas de gangsters não tinham o menor pudor em praticar a violência, a corrupção, a luxúria, e tudo o que, dentro dos princípios do crime organizado fosse admitido.

Segundo, Ma Baker representa uma avaliação não intencional dos tempos em que foi realizado o clip:

– Um verdadeiro trabalho de esmero visual, uma “história” efetivamente sendo contada, artistas desempenhando papéis (e não apenas cantores cantando… Atente para o tapa na bunda da garota, dado por um gay assumido, numa época em que ser gay era, imagine só: SER GAY!

E quanto à produção – figurinos, argumento, roteiro?

Independentemente de todas os preconceitos que são aberta e grosseiramente levantados contra o american way of life, não tenha dúvidas:

– Qualquer sociólogo de bar, minimente honesto, saberá reconhecer essa contribuição…

Ma Baker demonstra sociológica e visualmente a capacidade da sociedade americana de reconhecer o mérito das pessoas.

Independentemente de sua condição – quer sejam:

– Mulheres;

– Gays;

– Negros

E se isso tudo ainda não foi o suficiente para convencê-lo a reconhecer a importância histórica desse clip, me poupe.

Minha avaliação pessoal sobre Ma Baker:

– A história é convincente;

– A letra é interessante;

– A melodia é energizante;

– O vídeo é envolvente;

– E ouvi-la pode reavivar em você uma magia típica dos anos 70!

Que foram muito importantes na história da humanidade – pois representaram o período de formação de toda uma estrutura psicológica, que sustenta até hoje a sociedade que construímos e na qual vivemos.

Isso, se você tiver mais de 40!

Você tem mais de 40?

Se não tem não sabe o que perdeu.

Mas se perdeu, eis a chance de redenção!

E então, o que está esperando?

Afinal, a vida é muito curta para ser levada assim tão a sério…

 

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“Acreditar que basta ter filhos para ser um pai é tão absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser um músico.” (Mansour Chalita)