INÚTIL

Afinal, a gente somos ou não inútil?

Qualquer reflexão minimamente séria sobre os fatos ao nosso redor deveria despertar inevitavelmente em nós diversas perguntas.

Tomemos como exemplo um vídeo cuja didática, ainda que involuntária ou não, tem sido menosprezada ao longo dos anos, mas que representa uma fonte valiosa para uma reflexão profunda – e conseqüentemente, para a formulação de perguntas sobre onde estamos e para onde vamos.

Perguntas como:

– Você acredita que um vídeo como esse chegou a ser produzido (e, o que é mais importante) exibido no Brasil em plena época da ditadura militar? 

– Que esse vídeo chegou a ser veiculado em emissoras de televisão do país?

– Que esse vídeo foi um estrondoso sucesso, equivalente ao que hoje é classificado como “viral”?

– Para vender uma música cuja letra apresentava um contexto psicológico de fracassos “sem sentido”? Afinal, definia a nós, povo brasileiro, como “a gente somos inútil”

– E que houve, dentre os mais “engajados” politicamente quem defendesse essa música como o “Hino Nacional Alternativo” do Brasil, nos anos 80? Já que ele apresentava uma proposição filosófica absolutamente anárquica?

Afinal, você poderia ainda perguntar, “o que esses caras tinham na cabeça”?

A priori, eles não tinham nada na cabeça – nem nos pés…

Mas ainda assim isso tudo, ao mesmo tempo.

Se você não identificou nenhuma semelhança da realidade atual vivida pelos brasileiros com qualquer uma das perguntas acima, das duas uma:

– Ou você tem menos de 40 e era muito criança nessa época;

– Ou mesmo já sendo adulto agora não entende nada a seu redor…

Ao fim e ao cabo, afinal, o que mudou no Brasil?

Com a palavra, a política…

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