VIDA PROFISSIONAL: CARREIRA?

Vida profissional não é sinônimo de carreira.

Basicamente a vida profissional da maioria das pessoas é composta por 3 etapas:

1. Trabalho;

2. Emprego;

3. Carreira.

Cada uma dessas etapas não tem qualquer correlação com o tipo de vínculo que o profissional possui com sua fonte pagadora, mas sim com os compromissos assumidos entre as partes durante sua relação.

Trabalho

Trata-se da primeira etapa na vida de qualquer profissional.

E, por ser a primeira, é aquela em que ele estabelece o menor nível de exigências.

– 13º?

– FGTS?

– Férias remuneradas de 30 dias?

Nada disso é importante.

Pois o objetivo para quem se encontra nessa etapa da vida profissional é:

– Encontrar um trabalho.

Qualquer um que seja…

Benefícios adicionais não são nem discutidos – aliás, no BRASIL REAL, não há nem necessidade nem de que se seja registrado…

Ou não é isso o que significa a posição de “estagiário”?

Ou, mais modernamente, “trainee”.

E não precisa nem ser na área de interesse da pessoa.

Basta ser considerado como uma “experiência profissional” – e que, no futuro, possa fazer parte de seu currículo!

E que, no presente, ajude a pagar as contas.

Tudo o que importa é obter de alguém a possibilidade de se expor.

De se apresentar ao mundo corporativo.

Pois, para alcançar o topo de uma escada, imprescindível é começar pelo primeiro degrau.

E, de tanto procurar, um dia ela os alcança.

E fica feliz…

Emprego

Conquistada a primeira etapa, vem o gozo.

O regozijo.

A satisfação pela realização.

Mas, como tudo o que envolve o estado de espírito do ser humano, esses efeitos são passageiros.

E novas expectativas são traçadas.

– Não quero só um trabalho! Quero um emprego!!

– Com férias!

– 13º!

– Fundo de garantia – ou estabilidade no emprego!

E muitos outros benefícios que a pessoa passa a julgar como inerentes à sua condição profissional. 

E, de tanto procurar, um dia ela os alcança. 

E fica feliz…

Carreira

A segunda etapa da vida profissional costuma ser mais longa que a primeira.

E também muito mais diversificada.

Tão diversificada que muitos se confundem ao longo de sua vida profissional.

Dependendo do desempenho em um emprego, inúmeros fatores são colocados à sua frente.

Quanto mais competente, maiores poderão ser os benefícios acessórios oferecidos.

O que pode acabar por ofuscar sua visão quanto suas expectativas de vida profissional.

Pois benefícios podem levar ao comodismo.

Pela zona de conforto criada a seu redor.

Só que, um dia, a luz amarela acende – e ele se pergunta:

– E minha carreira?

Ele se dá conta que durante toda sua vida profissional teve trabalho!

Teve emprego! Só não teve carreira.

Pois o significado de carreira é muito mais profundo.

Carreira não nada a ver com emprego!

E muito menos com trabalho!

Carreira tem a ver com concepção de vida.

A forma com a pessoa enxerga sua missão.

Alguém que era carpinteiro por necessidade de trabalho e, por conta de uma oportunidade, torna-se ator de cinema.

Mudou de carreira?

Em nossa opinião, tanto quanto alguém que era jogador de futebol e, pela falta de oportunidade, torna-se então camelô.

Alguém que era cobrador de ônibus e, após a demissão, torna-se porteiro de edifícios: Mudou de carreira?

Claro que não!

Apenas mudou de trabalho – ou, no máximo, de emprego.

Portanto, antes de se considerar “enferrujado” em sua “carreira”, uma pessoa deve avaliar efetivamente em qual etapa se encontra.

Pois só pode mudar de carreira quem já tem uma carreira!

Se realmente a pessoa chegar à conclusão de que ela se encontra no desempenho diário de uma carreira, aí então ela pode considerar a possibilidade de mudança.

E começar a procurar por novos rumos.

E, de tanto procurar, um dia ela os alcança.

Coroando com chave de ouro sua… MISSÃO!

***

“Quantas vezes eu descobri onde eu deveria ir, apenas por partir para algum outro lugar.” (Richard Fuller)

 

Comentários: