VALOR DE MERCADO

Valor de mercado?

A mais pura manifestação prática da lei básica da economia:

– A lei da oferta e da procura.

Valor de mercado é o resultado prático da importância de um ativo (um bem) traduzido por:

– Qual o preço mínimo que quem o oferece está disposto a vendê-lo; e,

– Qual o preço máximo que quem o procura está disposto a pagar por ele

Pois em economia  basicamente só existem dois “atores:”

– Vendedores; e,

– Compradores…

Alguém que se disponha a vender um bem, estabelece o preço pelo qual o venderia:

– No mínimo, $100!

Enquanto outro alguém que se disponha a comprar esse mesmo bem, também estabelece o preço pelo qual o compraria:

– No máximo, $50!

Por qual preço será eventualmente efetivado esse negócio entre esses dois “atores”?

– Pela expectativa do vendedor – $100?

– Ou pela expectativa do comprador – $50?

A resposta é óbvia: depende…

Se esse vendedor for o único a se dispor a fornecer esse bem, ele estará numa situação bastante cômoda, no sentido de atingir seu objetivo de vendê-lo por $100 – principalmente se houver muitas outras pessoas procurando por esse bem.

E  mais ainda se dentre essas pessoas procurando por esse bem houver quem esteja disposto a pagar o que for preciso para obtê-lo.

Mas…

E se esse vendedor fosse simplesmente mais um dentre diversos muitos outros dispostos a vender esse bem?

Numa situação em que não houvesse mais do que um comprador disposto a comprar esse bem?

Muito provavelmente ele teria de se contentar com a única oferta de compra existente – $50!

E não fosse ágil o suficiente para aceitar o preço oferecido num tempo adequado, talvez tivesse que vendê-lo por um preço menor ainda…

Em resumo, o valor de mercado de um bem representa o preço pelo qual esse bem pode ser negociado de maneira usual, em condições de livre concorrência entre compradores e vendedores.

Independentemente de suas características intrínsecas.

Intrínsecas?

Sim, intrínsecas.

Pois para o mercado pouco importa o valor sentimental que uma “Brasília amarela, ano 1975” possa ter para seu proprietário no presente – independentemente suas lembranças passadas!

Para o mercado o que define o valor de um ativo no presente é se o valor investido no passado tem alguma expectativa concreta de recuperação futura…

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“Freud explica pelo menos uma coisa: o número absurdo de divãs que se vendem no mundo.” (Max Nunes)

 

MERCADO

Mercado?

O resultado da interação entre compradores e vendedores.

Mercado, em economia, significa o resultado das decisões do conjunto de componentes de uma sociedade (pessoas e empresas), procurando por produtos ou serviços.

Enquanto outros oferecem esses mesmos produtos ou serviços procurados.

O Mercado funciona basicamente em função das atividades diárias básicas de qualquer pessoa em seu dia a dia:

– Comprar; e

– Vender…

Todo mundo compra, ou vende, alguma coisa ao longo de seu dia a dia, o que quer que seja:

– Um café;

– Uma casa;

– Uma passagem de ônibus;

– Um carro;

– Uma pãozinho;

– Um terreno;

– Um quilo de carne;

– Um iate;

– Um ingresso para o cinema;

– Um emprego…

E qualquer outro bem, direito, serviço ou que quer que seja que alguém esteja se dispondo a comprar…

E que outro alguém esteja se dispondo a vender!

E por conta disso, a principal constatação é que o funcionamento do Mercado não possui regras preestabelecidas por qualquer tipo de legislação.

Pois qualquer um pode se dispor a vender o que quiser, bem como comprar…

Desde que:

– Quem esteja querendo comprar, encontre quem esteja querendo vender; e,

– Quem esteja querendo vender, encontre quem esteja querendo comprar…

O resultado de tudo isso?

Justamente o que se convencionou chamar de Mercado, uma situação em que há uma única realidade – a dos fatos.

Afinal, o  Mercado:

– Não é idealista;

– Não é político;

– Não é moralista;

– Não é racista;

– Não é sexista…

O Mercado, simplesmente, é.

Pois ninguém em particular o tem sob seu domínio.

Mercado é simplesmente o resultado de tudo aquilo que afeta a vida das pessoas de maneira geral.

Sua rotina no dia a dia.

Afinal, de uma maneira ou de outra, todos:

– Têm de se alimentar;

– Têm de se vestir;

– Têm de se locomover;

– Enfim, têm de viver…

E procuram dentre as opções disponíveis, aquela que melhor satisfaça suas necessidades imediatas!

E é justamente conta disso que somos todos nós, sem exceção…

Compradores e vendedores!

Somos nós, compradores e vendedores que criamos o Mercado.

E por conta de nossas atitudes no dia a dia qualquer atividade pode se tornar…

Um segmento de Mercado:

– Casamento;

– Divórcio;

– Maternidade;

– Aborto;

– Doença;

– Medicina;

– Lazer;

– Loucura;

– Drogas;

– Armas;

– Amor;

– Prostituição…

Qualquer um dos itens citados acima pode fazer parte do Mercado, pelo simples fato de existirem pessoas dispostas a comprar ou vender – como numa feira livre.

Isso mesmo, uma feira livre!

Aquela tão comum nas grandes cidades, onde sempre tem alguém com uma barraca montada, oferecendo “produtos” que alguém se perguntaria:

– Quem é que vai querer comprar isso?

Até esbarrar em alguém procurando por “produtos” mais estranhos ainda…

E é justamente por isso que se torna tão difícil entender, interpretar e avaliar o funcionamento do Mercado.

Pois nem sempre é possível identificar todos os fatores que influenciam o Mercado: quem, quando, onde, como, quando, por que e, principalmente, quanto estão dispostos a pagar por esses produtos…

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“Os maiores pensadores do mundo não têm a menor idéia de como o Mercado funciona… E é precisamente por isso que ele funciona.” (Tom Peters)