SEU IPHONE É DA APPLE OU DA GRADIENTE?

IPhone? Apple versus Gradiente…

Uma situação tão hilária que merece um reforço de conceito – principalmente, do ponto de vista empresarial.

A Gradiente teve de provar que já vendeu o seu “iPhone”, mesmo depois de o INPI haver dado ganho de causa à empresa brasileira numa disputa por direitos de marca. 

O INPI tinha dado um prazo de 60 dias para que a empresa brasileira comprovasse que tinha utilizado a marca de celular da Apple. 

Isso porque, quando a Apple tentou registrar o nome “iPhone” no Brasil, se deu conta que a marca já tinha sido registrada pela Gradiente em 2008. 

Como a legislação brasileira impõe que uma empresa utilize uma marca registrada até cinco anos após a concessão de seu registro no INPI, a Gradiente lançou no Brasil, em 18/12/2012, uma linha de celulares com a marca:

IPHONE.

E qual o resultado disso?

O de sempre…

Pelo menos no que se refere ao mundo da tecnologia:

– Negócios são negócios.

Pois toda tecnologia é criada simplesmente para…

Fazer negócios.

Só que há certas situações no mundo dos negócios que beiram o surrealismo.

Surrealismo sim – aquele mesmo consagrado por Salvador Dali.

Onde o que aparece pela frente nem sempre é o que parece…

Por exemplo, numa relação entre criadores, quem deve ser considerado como pai:

– O ente biológico que gerou a criança;

– Ou o ente que assumiu a posição de pai adotivo?

Afinal, quem dentre eles tem mais importância na vida da criança?

No fundo, quem deveria decidir situações como esta deveria ser a própria a criança.

Mas, como de praxe, temos mais uma situação em que uma criança, e qualquer criança, apesar de “falar” até pelos cotovelos, não tem condições de argumentar de maneira legítima em seu próprio nome.

Daí que, trocando em miúdos:

– Trata-se de mais uma daquelas situações criadas pelo “diabo”, em que o pai “biológico” vai ter de convencer um juiz que sempre deu mais atenção ao filho do que o pai “adotivo”…

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“A tecnologia possibilita que as pessoas tenham controle sobre tudo – exceto sobre a tecnologia.” (John Tudor)