SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL

Segurança pública no Brasil virou piada: uma piada de absoluto mau gosto!

Influenciada pelas “forças nada ocultas” (já que midiáticas!) do “politicamente correto”, a população brasileira de maneira geral (e a supostamente esclarecida “intelectualmente”, em particular) vai deixando de assumir, como de fato já o tem sido ao longo da história do país, seu papel de agente ativo no contexto da transformação da sociedade.

Aspectos mais agudos de discussões fundamentais que seriam necessárias para aprimoramento das relações sociais têm sido deixados de lado, sob pretexto de se evitar exacerbar as “graves injustiças históricas” criadas por nossos antepassados na condução da nação.

Assim é que, por exemplo, a questão da segurança pública, tão cara aos cidadãos de bem, fiéis cumpridores de suas obrigações (quer sejam sociais, legais, mas principalmente, fiscais!) tem permanecido única e exclusivamente à mercê de iniciativas oficiais – entenda-se: LEGISLADORES DO CONGRESSO NACIONAL.

A mídia de maneira geral impõe ao cidadão comum que “lei é lei, e deve ser cumprida” – omitindo-se quanto a alertá-lo que “sim, lei é lei, deve ser cumprida, mas até o momento em que uma nova lei estabeleça novos parâmetros para o mesmo assunto, pois como decorrência da própria evolução da sociedade, uma lei eficiente no passado pode tornar-se absolutamente ineficiente no presente e, principalmente, comprometer o futuro”.

Há também diversas nuances políticas envolvidas nessa questão de segurança pública no Brasil; dentre elas, a mais emblemática está no fato de a atual estrutura do Estado Brasileiro estar sob a condução de agentes, ou simpatizantes, de movimentos de esquerda oriundos de movimentos insurgentes contra a ditadura militar (1964-1985) e que, pela própria formação ideológica, consideravam qualquer manifestação de desobediência civil durante aquele período como uma manifestação contra o regime de opressão e descaso aos menos favorecidos pela “sorte” – independentemente se fosse um roubo a banco, um seqüestro ou uma “batida de carteira” contra um pedestre na rua.

Esses agentes cultuaram essa idéia; e ela “floresceu”… Qual a  idéia?

– “Um marginal é, antes de tudo, não um TRANSGRESSOR – mas uma VÍTIMA da SOCIEDADE”.

E já que a sociedade é a responsável, porque ela não deveria pagar o preço dessa “dívida”?

Contrariar essa idéia tornou-se contrariar um dogma do “politicamente correto” – e é a essa “estrutura” que a “mídia” faz eco…

Segurança pública? No Brasil…?

Afinal, quem está no poder: os cidadãos honestos ou os bandidos?

O poder público não garante a segurança do cidadão de bem – aliás, não garante nem ao menos suas necessidades básicas do dia a dia.

Segurança pública no Brasil virou uma piada, que até poderia ser cômica – se não fosse tão trágica!

Quer saber o que a segurança pública no Brasil diz sobre como viver no dia a dia?

– Cuidado ao tentar sacar dinheiro num caixa eletrônico…

– Cuidado ao sacar dinheiro numa agência bancária…

– Cuidado ao parar no sinal vermelho num cruzamento…

– Cuidado ao estacionar seu carro numa rua sem movimento…

– Cuidado ao pegar seu carro no estacionamento do shopping…

– Cuidado ao atender alguém que toca a campainha de sua casa…

– Cuidado ao se identificar quando ligam no telefone de sua casa…

– Cuidado ao atender o celular – pode ser o golpe do falso seqüestro…

– Cuidado ao escolher o restaurante para jantar – pode ter arrastão…

– Cuidado ao atender alguém que toque a campainha de seu apartamento no décimo andar de seu prédio – pode ser arrastão…

Houve em 2012 uma semana em São Paulo em que dois prédios de apartamentos foram invadidos por ladrões que promoveram o terror aos moradores desses edifícios. E dois restaurantes também foram vítimas de arrastões.

Sabe por quê? Porque a lei considera sem qualquer análise específica, todos aqueles que a infringem, vítimas da sociedade…

E é por isso que não só esses mas inúmeros outros casos vão não só continuar como vão aumentar.

Como remontar então esse quebra-cabeças social em que se tornou a vida no Brasil – e, em particular, nas grandes cidades?

Nas eleições:

– Troque os políticos!

Nas mídias:

– Troque os canais (de TV, de rádio, de jornais, de sites, de redes sociais…)

Quando o filme “Tropa de Elite” ganhou o prêmio “Urso de Ouro” em Berlim, na Alemanha (que, para quem não sabe ou não se lembra, representa o país “berço” do nazismo…) a “esquerda midiática” gritou: “Mas esse filme é fascista!”

E o presidente do júri, do alto de sua sabedoria, decretou:

– Sabemos bem o que é fascismo – e esse filme não é fascista…

Como funciona a segurança pública no Brasil:

– Um pai de família que tomou duas taças de vinho durante um almoço de domingo com a família está inevitavelmente sujeito à força implacável da “justiça”, por conta de sua conduta ‘criminosa’…

– Já, quem invadiu a casa desse pai de família durante o jantar e o matou para roubar qualquer coisa que pudesse sustentar seu vício nas drogas, terá tratamento VIP…

E um sem número de profissionais de “defesa dos direitos humanos” dispostos a defender a conduta criminosa de qualquer “meliante”, na esperança de sua projeção midiática…

Que nada mais significa do que uma oportunidade para esses “profissionais” de aparecer nos jornais, nas rádios, nas TVs, na internet…

Sem dar a mínima bola para a realidade.

Que em última análise representa a verdadeira voz do povo!

E tudo isso porque…

***

“É fácil falar em nome do povo: ele não tem voz.” (Carlos Drummond de Andrade)

 

Comentários: