RENDA FIXA OU RENDA VARIÁVEL?

Qual a melhor tipo de aplicação financeira: renda fixa ou renda variável?

A busca pela melhor aplicação financeira representa um dos maiores interesses dos brasileiros em seu dia a dia.

Não que tecnicamente falando esse interesse se justifique considerando-se a disponibilidade de recursos para aplicações financeiras do brasileiro médio.

A grande maioria da população não dispõe de um montante significativo que justifique sua vontade de aplicar no mercado financeiro.

Mas então por que de maneira geral as pessoas estão sempre procurando por indicações de aplicações financeiras?

O principal motivo poderia ser considerado como “mais ou menos” óbvio, já que também está por de trás da motivação de qualquer aplicador ao redor do mundo – seja ele brasileiro, americano, argentino ou italiano: maximizar seus rendimentos.

Em outras palavras, ganhar mais dinheiro!

E qual a modalidade de aplicação financeira que possui o maior retorno em termos de rendimentos:

– Caderneta de poupança?

– Fundos de aplicação financeira?

– Títulos da dívida pública federal?

– Fundos imobiliários?

– Ações?

Depende…

Depende?

Depende do quê?

Se os gestores de fundos de investimentos soubessem, todos eles estariam milionários…

Por exemplo, a caderneta de poupança, que representa uma aplicação em renda fixa por excelência: quem aplica sabe o valor que vai receber a título de rendimento, ou pelo menos possui uma taxa de juros prefixada que definirá quanto será esse rendimento – e ele nunca será negativo, ou seja, não existe a possibilidade de alguém aplicar R$ 1.000,00 em 02/01/2014 e, depois de 30 dias, ao consultar seu extrato bancário referente a essa aplicação, deparar-se com um saldo de R$ 999,99.

Caderneta de poupança nunca dará prejuízo em termos nominais (sem considerar os efeitos da inflação); mas também nunca terá como remuneração um rendimento acima de taxas de juros prefixadas – simplificadamente em linhas gerais, 0,5% ao mês: e é justamente nesse conceito de “prefixação” que está o diferencial entre renda fixa e renda variável: em aplicações de “renda variável” não há a taxas de juros “prefixadas” – aliás, não há nem sequer taxas de juros na aplicação.

Acesse o site do tesouro direto para mais informações sobre aplicações de renda fixa.

Outro exemplo seria a compra de uma ação, que representa uma aplicação de renda variável por excelência:

– Alguém compra em 02/01/2014 uma ação da empresa “X” por R$ 100,00 e, depois de 30 dias, essa pessoa decide vender essa ação por conta da necessidade de caixa para pagamento de uma conta no valor de R$ 100,00; só que no dia 01/02/2014 o valor da ação pode estar sendo negociado nos pregões das bolsas de valores tanto por R$ 110,00 (o que geraria um lucro de R$ 10,00) quanto por R$ 90,00 (o que geraria um prejuízo de R$ 10,00). 

Por que a cotação de uma ação pode variar? Porque a cotação de uma ação depende de uma das leis mais básicas da economia:

– Lei da oferta e da procura.

E como é que alguém define como vai se comportar a “lei da oferta e procura” no caso de uma ação? Literalmente: não existe maneira inequívoca de se assegurar quanto ao comportamento do mercado!

Resumindo:

– Para quem possui recursos limitados e que não possam comprometer o pagamento das despesas de meses seguintes, a renda fixa representa a opção mais segura para garantir algum rendimento a esses recursos;

– Quem dispuser de recursos que necessariamente não tenha de usar no curto prazo, a renda variável pode representar a opção mais interessante para maximizar seu rendimento.

Afinal, assim como uma ação que tenha sido comprada num dia por R$ 100,00 pode ser vir a ser cotada a R$ 1.000,00 no dia seguinte, também pode vir a ser cotada a R$ 10,00 – e acredite: isso não é tão hipoteticamente falando…

Qual a melhor modalidade de aplicação:

– Títulos de renda fixa; ou,

– Títulos de renda variável?

Depende: quantas “emoções” seu coração é capaz de suportar?

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“Um investidor que tem todas as respostas nem sequer entende todas as perguntas.” (John Templeton)