REFORMA ORTOGRÁFICA

Reforma ortográfica: quando uma palhaçada não tem limites.

Afinal… Alguém ainda se lembra dela?

Sim, dela… A tão propalada reforma ortográfica da língua portuguesa – aquela que foi para… O beleléu!

Ahn… Desculpe… Beleléu ainda tem acento?

Independentemente disso, ela foi… Cancelada!

Desculpe mais uma vez… Adiada!

Até 2016!

Pelo menos no Brasil.

Em ato formal da Presidência da República (já nos estertores de 2012), não importa o quanto você tenha estudado o teor da lei originalmente proposta; isso só significou mais um dentre os diversos sacrifícios sem sentido em sua vida.

Pois a decisão da presidente foi tomada:

– NÃO ÀS DROGAS!

Por pressão de quem entende do assunto:

– Lingüistas, escritores, professores, historiadores…

Segundo esses especialistas na matéria, quem sabe, os legisladores se tocam…

A reforma ortográfica foi uma “m…”

(Não encontrei nenhuma referência à expressão acima nos compêndios da dita “reforma ortográfica”!)

Originalmente, a justificativa para a elaboração e adoção do acordo de reforma ortográfica entre os oito (8) países que têm o português como seu idioma oficial não só facilitaria o intercâmbio de obras literárias entre eles sem a necessidade de reedição para adaptação à escrita local, como fortaleceria o pleito de uma eventual formalização do português como um dos idiomas oficiais da ONU – justamente pela unificação da escrita de palavras até então diferentes entre esses países.

E quais são os países que tem o português como seu idioma oficial?

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP.

Quais sejam:

– Angola;

– Brasil;

– Cabo Verde;

– Guiné-Bissau;

– Guiné Equatorial;

– Moçambique;

– Portugal;

– São Tomé e Príncipe;

– Timor-Leste.

Como a adoção das normas do acordo ortográfico no Brasil só se tornaria obrigatória a partir de 2013, houve por bem por parte do governo deixar que essas normas fossem adotadas por livre arbítrio dos meios de comunicação antes de sua obrigatoriedade legal.

E o que aconteceu?

Grandes jornais e revistas (de circulação nacional) adotaram as novas regras em seus textos bem antes dessa obrigatoriedade legal (2013) – e não só isso: editoras passaram a editar suas publicações considerando essas regras…

Diversos sites passaram a exibir seus textos também sob as novas regras ortográficas…

Quer mais?

Diversos cursos preparatórios para vestibulares e (pasme!) concursos públicos também passaram a adotá-las…

E agora?

Agora, quem tem de se comunicar com precisão na língua escrita, por força de sua atividade profissional ou pessoal, está sob pressão…

Afinal, o que vale?

(1) PÁRA ou PARA?

(2) LINGÜIÇA OU LINGUIÇA?

(3) IDÉIA OU IDEIA?

(4) ANTI-SOCIAL OU ANTISSOCIAL?

(5) MICROONDAS OU MICRO-ONDAS?

(6) ULTRA-SOM OU ULTRASSOM?

(7) MANDA-CHUVA OU MANDACHUVA?

(8) CO-AUTOR OU COAUTOR?

(9) TÃO-SOMENTE OU TÃO SOMENTE?

(10) NHÉNHÉNHÉM OU NHE-NHE-NHEM?

Por enquanto, no Brasil, a regra vigente legalmente é aquela existente antes do acordo.

Mas, se você quiser adotar já as regras do acordo de reforma ortográfica, também vale.

A idéia era formalizar uma única escrita para oito países; e agora, o que temos?

Um país com duas escritas…

Meu DEUS!

A que ponto chegamos? Bem…

Pelo menos não mexeram na principal palavra que define toda a maneira como foi conduzido o processo, desde o início, dessa suposta proposta de acordo de reforma ortográfica, que nada mais representa do que uma balbúrdia pseudo-intelectual, e acima de tudo, político-partidária…

PALHAÇADA

***

“Quanto maior a mentira, maior a chance de todos acreditarem nela.” (Adolf Hitler)