QUANDO EMPRESAS ERRAM NUMA PROMOÇÃO

Muitas empresas têm por prática recorrer a seu quadro de funcionários para fazer uma promoção, enquanto muitas outras mais não o fazem:

– Por quê?

É uma prática usual das empresas fazer a promoção dos funcionários que já fazem parte de seu quadro, mas o que ela praticar em seu dia a dia é o que vai efetivamente transmitir suas reais intenções para seus funcionários.

Todo mundo quer promoção, em qualquer empresa – e ai daquele que não almeje promoção em sua vida corporativa.

Estará assumindo tacitamente o reconhecimento de sua incapacidade em assumir mais responsabilidades!

A mais importante ferramenta de administração de recursos humanos numa empresa é seu processo de avaliação de seus funcionários.

Nem tanto sobre a maneira como as decisões são tomadas  – aliás, na maioria das vezes, isso pouco importa.

Importa sim é o resultado das decisões tomadas!

Quem teve promoção diz muito mais ao restante dos colaboradores sobre os reais objetivos da empresa do que qualquer memorando do presidente, tentando explicar os objetivos sociais da empresa.

Por exemplo, uma empresa que diz a um supervisor de relações humanas (o popular RH) que seu trabalho é o de atuar na área de… Relações humanas!

Mas em seguida faz a promoção a gerente desse supervisor que trabalha muito bem com a papelada (mas só trabalha bem com a papelada), está deixando claro, mesmo para o mais desatento dos funcionários dessa empresa que, o que ela quer realmente, é quem trabalhe bem com a papelada.

E não quem trabalhe em relações humanas.

Não há como se desvincular o que é transmitido pela diretoria de uma empresa do que é feito por seus funcionários.

Há muitos colaboradores numa empresa que, realmente, nem sempre se dão conta sobre o que acontece a seu redor.

Mas a maioria se dá conta sim – e muita.

Tanto que, quando não é assim, o destino inevitável de qualquer empresa é a falência.

Pois o que garante a continuidade das operações de qualquer empresa é a capacidade de discernimento de seus funcionários, no dia a dia, quando em contato com o principal responsável pela existência da própria empresa:

– O cliente.

Imaginar que um funcionário que não seja minimamente sensível para entender o que ocorre a seu redor seja capaz de interpretar de maneira satisfatória e produtiva o que lhe é transmitido por um cliente é, no mínimo… Acreditar em papai noel – e muito!

Ou pelo menos na providência divina.

A situação mais incoerente em qualquer ambiente corporativo:

– Quando as empresas esperam que seus funcionários sejam suficientemente visionários para resolverem todos os problemas inerentes a suas funções e tarefas;

– E, ao mesmo tempo, suficientemente cegos para ignorarem o que se passa a seu redor…

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“Todo funcionário tende a ser promovido até o nível de sua incompetência.” (Laurence J. Peter)

 

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