PORQUE A DÚVIDA É NOSSA MAIOR INIMIGA

Quando uma dúvida faz sentido?

– Quando não sabemos se vamos para a esquerda?

– Quando não sabemos se vamos para a direita?

– Ou quando não sabemos se ficamos onde estamos?

Em qualquer jornada rumo à conquista de um objetivo, de nada adiantarão os primeiros passos se não se percorrer seu trajeto até o fim.

Abandonar uma caminhada, qualquer que seja seu estágio, significa simplesmente reconhecer se tomou a pior das decisões.

Aquelas em que se chega a lugar nenhum.

Porém, seguir adiante ou não, em qualquer circunstância da vida, implica em ter de se “tomar uma decisão”.

Muitas vezes, para muitas pessoas, essa situação apresenta uma condição absolutamente incômoda, angustiante, paralisante…

E sabe por que isso acontece?

Porque essas pessoas têm dificuldade em lidar com a “dúvida”.

Ou, em outras palavras, com as “conseqüências” de suas decisões.

Pois, de um jeito ou de outro, toda “decisão” traz conseqüências.

Conseqüências que podem ser negativas…

Prejudiciais…

Catastróficas…

E por isso vivem em dúvida.

Normalmente, são pessoas com dificuldade para lidar com o próprio “erro”.

O que é muito bom – a nenhuma pessoa seria admissível ser complacente com seus próprios erros.

Não há problema em se ter dúvida na vida.

A dúvida faz parte da existência do ser humano.

Pois a própria continuidade de nossa existência é uma dúvida…

Então, qual seria o problema?

O problema não está na dúvida.

Está em não entender que, quando uma pessoa precisa tomar uma decisão e não toma, indiretamente, ela está decidindo não fazer nada.

E, não fazer nada, numa situação que exija que algo seja feito, implica na conclusão de que essa pessoa, simplesmente, não sabe o que fazer…

E então, o que ela faz?

Ela espera…

Espera…

Espera…

Afinal, espera o quê?

De quem…?

Sabe por que ela espera?

Porque ela não sabe que, por detrás de qualquer decisão, deve haver “informação”.

Informação essa suficientemente capaz de balizar suas decisões.

Quais sejam:

Quem?

Quando?

Onde?

Como?

Quando?

Quanto?

Por quê?

E, na maioria das vezes, ela não faz essas perguntas…

Por quê?

São perguntas difíceis? Penso que não…

Porém, fazê-las exige um certo esforço acima do usual da rotina do cotidiano.

Pois para se “tomar uma decisão”, e assumi-la, deve-se exigir muito mais se si, intelectualmente, do que dos outros.

Afinal, de nada vale simplesmente sair fazendo perguntas a esmo, se não se estiver suficientemente preparado para avaliar as respostas!

E é por isso que tantas pessoas relutam em tomar decisões!

Pois é muito fácil cobrar a conta dos outros – duro mesmo, é cobrar de si mesmo!

E, quando não se cobra de si mesmo, o que uma pessoa está fazendo é nada mais do que travar seu enriquecimento intelectual, mental e espiritual!

Ou seja, quando uma dúvida não tem sentido, o que ela faz é perpetuar a incapacidade de decidir…

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“Quem decide pode errar; quem não decide, já errou” (Herbert Karajan)