POR QUE EMPRESAS QUEBRAM?

Porque a partir de algum momento de suas operações seus gestores não se dão conta de que elas estão se tornando inviáveis econômica e financeiramente – e quando isso ocorre, não tem jeito.

Mas essa questão não representa qualquer dilema sob qualquer ponto de vista eminentemente técnico para profissionais , quer sejam da área contábil, financeira, ou econômica.

A verdadeira questão que poderia suscitar um compêndio digno de citação enciclopédica é:

– Por que, a partir de algum momento de suas operações, as empresas deixam de auferir lucro?

Esta é efetivamente a verdadeira questão que deve ser respondida, pois representa o cerne de todo o problema, uma vez que são inúmeros os fatos (e atos) que podem gerar, ou desencadear, a ausência de lucro numa empresa:

– Visão estratégica;

– Obsolescência de ativos;

– Enfoque mercadológico;

– Sistemas de informação;

– Atualização tecnológica;

– Políticas de crédito;

– Pesquisa e desenvolvimento;

– Acompanhamento de contingências…

Cabe aqui relembrar uma das fórmulas básicas da contabilidade:

– L (lucro) [=] R (receita) [-] D (despesa)

Ou seja, para que uma empresa tenha lucro, é imprescindível que suas RECEITAS SEJAM MAIORES QUE SUAS DESPESAS.

E quando assim não o forem? Das duas, uma:

– Ou a empresa aumenta suas receitas, para que sejam superiores às suas despesas; ou,

– A empresa diminui suas despesas, para que sejam inferiores às suas receitas.

Aumentar as receitas de uma empresa, assim… De bate-pronto! Quem não gostaria? O sonho dourado de qualquer gestor.

Só que isso nem sempre depende exclusivamente dele, ou da empresa: isso depende da lei da oferta e da procura!

Essa entidade silenciosa e onipotente, que governa o destino de todos os seres da Terra, mais popularmente conhecida no mundo dos negócios como mercado: um ambiente constituído por vendedores e, o mais importante, de compradores! E sobre estes útimos, além de campanhas de marketing, pouco pode ser feito.

Sobra o quê então? Tentar diminuir as despesas.

Pois são exatamente sobre elas que as empresas possuem algum, por assim dizer, controle efetivo.

Já que, na prática do dia a dia dos negócios em qualquer empresa, nem sobre elas é possível garantir uma segurança absoluta sobre os resultados de quaisquer medidas. Por exemplo:

– Existe despesa mais improdutiva sob um ponto de vista eminentemente econômico do que aquele gasto com apólices de seguros?

Afinal, empresas passam anos e anos pagando por algo que, na maioria das vezes, nunca terá qualquer retorno prático e efetivo.

E então, por que não eliminar essas despesas com apólices de seguros?

Para quê fazer seguro de um edifício comercial, todo ano, pagando-se os tubos, por algo cuja probabilidade de ser necessário é mínima?

Parece lógico? Bem, para quem achar lógico esse raciocínio sugiro tentar entrar em contato com os proprietários das Torres Gêmeas (aqueles edifícios localizados em Nova York, cenários de um tal de “11 de setembro”) para saber o que eles pensam a respeito.

Por que empresas quebram?

Porque se esquecem de que não basta querer ser empresa se não demonstrarem que de fato o são – e para isso, elas têm de demonstrar que possuem o primeiro e real atributo que lhes confere essa designação:

– Uma empresa é um grupo de pessoas (funcionários e colaboradores) trabalhando em prol de um objetivo comum (missão) que é o de em conjunto com seus parceiros (fornecedores de bens e serviços) satisfazer as necessidades de quaisquer clientes, seja ele um cliente efetivo ou em potencial (mercado).

Essa é a efetiva definição do que seja uma empresa – e diante dessa constatação, quantas pessoas podem dizer que realmente trabalham numa… Empresa?

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“A alta gestão executiva exige quatro tipos diferentes de pessoas: pessoas de idéias, pessoas de ação, pessoas de gente e pessoas de frente.” (Peter Drucker)

 

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