ATENTADO

Atentado?

***

Havia muita gente,

A maioria indigente,

Defronte ao memorial,

Vasculhando o material…

 

Pedras, paus, muito concreto…

Entulhados – nada discreto…

Uma imagem degradante…

Quem seria o mandante?

 

Não fazia diferença…

Mais que tudo, havia a crença,

Em todo aquele povo:

– Procurar pêlo em ovo?

 

Se para tudo há um nome,

Que tal apenas fome?

Se em tudo há que se ter sorte,

Quiçá que seja antes da morte…

***

“Somos obrigados a acreditar na sorte; afinal, sem ela, como explicar o sucesso das pessoas que detestamos?” (Jean Cocteau)