PETROBRÁS? 60 ANOS!

Petrobrás, 60 anos!

E quando completar 70…

“Cê” tenta de novo… 

Tenta de novo…

Tenta de novo…

E de tanto que “cê” tenta…

Um dia “cê” acerta… 

Como pode uma empresa monopolista num dos maiores países do mundo, atuante no setor de atividade econômica mais rentável do planeta Terra (afinal, vá lá que em Plutão possa haver algo mais rentável…), exibir números tão…

Tão…

Tão… 

Pífios!

Por quê?

Considere refletir sobre os dados abaixo:

Petrobrás:

– Receita: US$ 110 bilhões 

– Lucro líquido: US$ 8 bilhões 

– Margem líquida: 7%

Royal Dutch Shell:

– Receita: US$ 482 bilhões

– Lucro Líquido: US$ 27 bilhões

– Margem líquida: 6%

Exxon Mobil:

– Receita: US$ 450 bilhões

– Lucro líquido: US$ 45 bilhões

– Margem líquida: 10%

Como pode a Petrobrás, uma empresa monopolista, “orgulho da nação (…?)”, ter uma margem líquida tão similar à da Royal Dutch Shell, empresa privada que não usufrui de privilégios como os que a estatal brasileira tem?

E se levarmos em conta a Exxon Mobil, aí então a comparação descamba para o “embaraço nacional”…

O fato é que embaraçados estão todos os consumidores e, principalmente, acionistas da empresa tão propalada pela mídia convencional como sendo “orgulho nacional”.

Enquanto o Brasil permaneceu mergulhado no próprio “umbigo”, onde o monopólio da Petrobrás foi, e continua sendo, ditatorialmente imposto, era fácil desviar os olhos sobre sua eficiência – na realidade, a falta dela…

Mas agora que os dados contábeis das empresas ao redor do planeta (e do Brasil, em particular…) se tornaram públicos e mundiais, fica mais fácil ainda estabelecer análises objetivas quanto ao efetivo desempenho delas.

Democracia é importante?

Não só importante quanto imprescindível…

Por que se manter uma empresa monopolista num país que se predispõe, filosoficamente, a combater todas as formas de preconceito?

Econômicos…

Raciais…

Sexuais…

Enfim, qual seria o real significado do já histórico e propalado slogan ufanista que representou uma das fontes de inspiralção para a criação da Petrobrás:

– O petróleo é nosso!

O petróleo é nosso? Nosso “quem”:

– Eu?

– Tu?

– Ele…?

Quem seria parte integrante desse “nosso”?

E quem, em sã consciência, poderia ter orgulho numa condição como essa?

Orgulho em ser ineficiente?

A Petrobrás simplesmente representa o maior exemplo daquilo que não deveria ser levado como parâmetro de gestão empresarial.

Petrobrás, 60 anos! 

E quando completar 70…

Cê tenta de novo…

Cê tenta de novo…

Cê tenta de novo…

E um dia afinal, de tanto que cê tenta…

Cê acerta…

***

“Nunca confunda movimento com ação.” (Ernest Hemingway)