PERDÃO

Perdão:

– Um desapego aos próprios sentimentos.

Quem é que nunca se sentiu ofendido por conta de comentários, idéias ou até mesmo a omissão de outras pessoas em situações notadamente constrangedoras para quem as enfrentou?

Perdão não tem a ver com religião – longe disso!

Perdão tem sim a ver com a capacidade que alguém tem de entender e aceitar que a vida segue.

E ela segue, independentemente de nossa capacidade de ser ou estar, de haver ou ter, de ver ou olhar, de escutar ou ouvir, de dizer ou falar.

De esquecer ou de lembrar.

Perdão tem a ver com nossa capacidade pessoal de…

Renovação!

De não ficar remoendo situações que já não fazem mais parte do cotidiano de nossas vidas:

– O (a) chefe gritou?

– A (o) namorada (o) surtou?

– O (a) vizinho (a) reclamou?

– O carro do lado no trânsito o (a) fechou?

– O (a) amigo (a) se esqueceu de seu aniversário?

Definitivamente, nenhuma dessas ou outras condições são relevantes em termos de contexto de vida.

Pois vida é muito mais do que isso – vida representa a capacidade de levar em frente tudo o que mais importa: ou seja, a própria vida.

Vida significa viver a plenitude da essência, independentemente do que quer que os outros tenham como significado um jantar de celebração.

Perdão não tem nada a ver com celebração – tem a ver com renovação.

E antes de pensarmos em avaliar as outras pessoas por conta de sua displicência em seu relacionamento conosco, devemos considerar a importância dessas pessoas.

Afinal, de um jeito ou de outro, tudo na vida vira lixo!

E sempre será lixo, a menos que saibamos separar o reciclável do absolutamente inútil.

E onde é que nós entramos nisso?

Entramos com nossa capacidade de realizar não o que gostaríamos, mas com nossa capacidade de reconhecer o que deveríamos fazer.

Quem merece perdão?

Todo aquele que reconhece que não o merece.

Pois quem faz o que tem de ser feito não merece perdão: merece justiça.

***

“Quando alguém é ameaçado por uma grande injustiça, aceita-se uma menor como favor.” (Jane Carlyle)

 

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