O QUE SIGNIFICA DECISÃO

Afinal, decisão tem a ver com acerto?

Não, decisão não tem, nunca teve e nunca terá  nada a ver necessariamente com acerto: decisão tem a ver com ação!

E ação implica necessariamente em decidir ou não decidir: eis aí a questão.

Nem todas as decisões que uma pessoa toma na vida são vistas como justas pelas outras pessoas: principalmente aquelas decisões que são tomadas no âmbito das relações empresariais – pelo menos para aqueles que têm, direta ou indiretamente, interesses na questão.

Por isso, é absolutamente imprescindível que, pelo menos, a maneira como se tomam tais decisões seja considerada como justa – e justa será aquela decisão que possa ser considerada com tendo sido tomada segundo o conceito do que significa justiça.

E o conceito básico de justiça é tentar avaliar em que condições uma decisão foi tomada – considerando as alternativas de quem tinha de necessariamente tomar uma decisão.

E qual a melhor maneira de se assegurar que uma decisão seja considerada como justa?

Isso é simples – o que não significa dizer que seja fácil:

1 – Raciocine com o cérebro, não com o coração: quando uma situação requer raciocínio, considere fatores objetivos – por exemplo, números, valores, estatísticas.

2 – Sinta com o coração, não com o cérebro: quando uma situação requer sentimento, considere fatores subjetivos – por exemplo, palavras, gestos, interação.

3 – Antes de começar a falar, procure olhar com os olhos, ouvir com os ouvidos, sentir com o tato, o olfato e o paladar: todos nós, seres humanos, temos cinco sentidos (e é exatamente isso o que todo mundo percebe), mas poucos de nós fazemos uso efetivo deles; nada de ficar imaginando – pratique-os.

4 – Deixe claro que, na vida, enquanto alguns choram, outros fabricam lenços.

5 – Por fim, o mais importante: estabeleça antecipadamente suas expectativas em relação aos que o cercam. Não importa que, à primeira vista, possam parecer inatingíveis; o importante é que, ao final de um processo, ficará claro que, se ninguém as atingiu, ninguém poderá considerar-se preterido (e, conseqüentemente, a decisão terá de ser, necessariamente, baseada na avaliação subjetiva de quem tem de decidir).

É o sentimento de justiça daqueles que estejam envolvidos na questão que confere o reconhecimento da autoridade e, principalmente, da credibilidade de quem as determinou – e, conseqüentemente, à instituição que ele representa.

Sem credibilidade nenhuma decisão terá solidariedade, de quem quer que seja; não importa se na família, na sociedade, nas empresas, nos governos, ou qualquer que seja o sistema…

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“Nós podemos tentar deixar de fazer escolhas ao não fazer nada – mas mesmo assim isso será uma decisão.” (Gary Collins)

 

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