THINK

Pense: o que significa “Think”?

Interessante essa música; e muito mais interessante ainda é o embaralhamento contextual sugerido por sua letra, onde é pedido a uma pessoa que pense:

– Think!

O que no mundo atual não deixa de ser uma iniciativa extremamente ousada, diria até absolutamente pretensiosa, ou até mais do que isso – considerando-se que se trata de um videoclipe realizado há mais de 20 anos; afinal… Seria natural tamanha pretensão?

Já que se trata de uma época em que as pessoas só podiam dizer alguma coisa abrindo a boca – uma época em que não estavem disponíveis os recursos tecnológicos de comunicação que hoje em dia qualquer desqualificado intelectualmente, sob um ponto de vista estritamente baseado na honestidade, tem acesso:

– Internet;

– Desktops;

– Tablets;

– Smartphones;

– E-mails;

– Youtube;

– Facebook;

– Twitter;

– Instagram;

– Whatsapp…

Seria esse videoclipe uma antevisão de nossa época – onde borbulham aos borbotões pessoas isoladas em caixas, cultuando seus sentimentos de maneira solitária, sem relação presencial direta com outras pessoas?

Ou seriam as caixa apenas metáforas para suas relações problemáticas? Enigmáticas? Enfáticas? Dogmáticas? Erráticas?

Afinal, seriam caixas de pandora? Ou panelas de pressão? No fundo, esse vídeo é um todo: um todo sem começo nem fim, tal qual o que se tornou a vida atual!

E ele tem até um certo toque “noir”, como aquele de filmes franceses, em que todo mundo que assiste faz questão de fazer um comentário sobre o que está vendo – mesmo quando não está entendendo nada sobre o que está rolando!

Ainda que a proposta do filme seja uma discussão simplória a respeito do fim de uma relação amorosa mal resolvida, esse videoclipe representa uma idéia um tanto quanto que inovadora, revolucionária até – pelo menos, considerando-se o padrão dos dias atuais.

Pois ele sugere, o tempo todo:

– Think!

Uma sugestão um tanto quanto que profana – afinal, não há nada mais profano na sociedade atual do que sugerir a uma pessoa que ela… PENSE!

Assista o vídeo considerando o contexto em que as atitudes são realizadas: talvez elas até possuam alguma conexão com algum contexto que lhe seja ou pareça familiar – não só na família, no trabalho, na sociedade… Mas também na rua… Na chuva… Na fazenda… Ou numa casinha de sapê…

Assista, pense e depois disso, sugiro uma reflexão:

– Realmente está tudo bem?

Think: all right…?

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