MOTIVAÇÃO

Quando se trata de motivação, cada pessoa tem seus próprios motivos.

Quais seriam os fatores básicos na motivação das pessoas?

Motivação representa uma das áreas mais importantes para avaliação do desempenho das atividades de um gestor…

Principalmente pelo fato do desempenho de um gestor não ser medido por sua própria motivação – mas sim pelo desempenho de seus subordinados.

E é a motivação de seus subordinados que determinará a avaliação de desempenho de um gestor.

Em última análise, a avaliação do desempenho de um gestor não está relacionada à sua capacidade pessoal de execução.

Isso já teria sido avaliado nos estágios anteriores de sua carreira; e, por certo, foram avaliados sim, direta ou indiretamente, de forma satisfatória por quem o avaliou – não fosse assim, não teria sido elevado à função de “gestor”.

Só que ele, o gestor, muitas vezes se esquece dos fatores que o levaram a ter a motivação necessária ao desempenho que teve – e que o levou à condição de se tornar um… Gestor.

Afinal, quais seriam os fatores básicos na motivação das pessoas?

Apenas dois:

– Prazer;

– Sofrimento…

Onde:

– O prazer é buscado!

– O sofrimento é evitado!

Não necessariamente nessa ordem…

Motivação representa um processo de formulação mental do ser humano que gera a energia interna necessária para fazer ou deixar de fazer e que leva em consideração suas expectativas pessoais em atingir (o prazer) ou evitar (o sofrimento) alguma coisa.

E esses fatores, mesmo sendo apenas dois, variam muito de uma pessoa para outra – principalmente quanto a sua preponderância.

Uma pessoa é focada na busca pelo prazer; sim e daí?

Isso não quer dizer que ela seja 100% focada em buscar o prazer – e 0% em evitar o sofrimento:

– Pode ser que seja 90% a 10%…

– Ou 75% a 25%…

– E se for 51% a 49%?

Quem estaria certo?

Na realidade, certo mesmo ninguém sabe quem estaria…

Mas, com certeza, errado estaria o gestor que não considerar os fatores básicos na motivação das pessoas.

Por exemplo, não adianta tentar incentivar a motivação no desempenho de alguém com a possibilidade de desafios constantes a essa pessoa, à medida que sua carreira for evoluindo, ao ser promovida, se essa pessoa tiver como foco “evitar o sofrimento”.

Talvez, um profissional com essa perspectiva de vida esteja mais interessado em saber como garantir seu emprego a ponto de nunca se preocupar com o sofrimento, do que galgar cargos e funções que, teoricamente, poderia lhe assegurar mais conforto, lazer, enfim…

Para que prazer?

Não quero é sofrimento…

No caso, o desemprego.

E esse profissional tentará garantir a condição de estabilidade onde quer que esteja – desde que continue onde está.

De preferência, até se aposentar.

Pois essa é sua motivação…

Sinceramente, com quantas pessoas já não nos deparamos, ao longo de nossa vida profissional, com esse perfil?

E muitos, por desconhecimento, acabavam por zombar de sua postura.

Conservadora…

Passiva…

Medrosa?

Mas também há o outro lado da moeda:

– Se você não der tudo o que pode de si, e eu sei que você pode muito mais, você será demitido!

Sério?

Um gestor poderia dizer isso?

Ameaçar com sofrimento alguém que possua como fator emocional de motivação pessoal preponderantemente a busca pelo prazer implicará na seguinte resposta por parte dele:

– Aham…

Todo o processo de gestão de pessoas deve levar em conta o perfil motivacional inerente a cada uma dessas pessoas.

Sem o qual, jamais será atingida a eficiência máxima possível de desempenho da pessoa em questão e, por conseguinte, de seu gestor…

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“Dificuldades reais podem ser resolvidas; apenas as imaginárias são insuperáveis.” (Theodore N. Vail)

 

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