INTELECTUAL

Intelectual: uma das palavras mais menosprezadas no dia a dia das pessoas.

Afinal, ser intelectual deixou de ser uma condição básica do exercício do… Intelecto!

Que seria aquela capacidade que outrora foi determinante na diferenciação dos seres humanos dos macacos.

Pois, teoricamente, só os seres humanos possuem a capacidade de racionar, um atributo inerente ao intelecto – e que representa, de per si, a fronteira entre os humanos e os demais integrantes do reino animal…

Só que hoje em dia todo mundo parece, ou procura parecer, ser intelectual, independentemente de sua atividade, quer seja como:

– Cantor;

– Pintor;

– Jornalista;

– Marceneiro;

– Pizzaiolo;

– Funileiro;

– Administrador;

– Sapateiro;

– Ator;

– Mecânico;

– Escritor…

A intelectualidade deixou de representar a capacidade de sonhar das pessoas e o exercício pleno de sua capacidade de realização, tornando-se simplesmente um exercício de propaganda e markenting, onde cada um procura apregoar de maneira ostensiva uma auto-suposta condição de estabelecer paralelos entre o que ocorre e o que deveria ocorrer.

Um cantor seria sempre um intelectual?

Um jornalista seria sempre um intelectual?

Um cronista seria sempre um intelectual?

E um administrador?

Um ator?

Um escritor?

Qualquer um que se predisponha a falar a esmo, sem qualquer lmapejo de introvisão crítica merece essa alcunha?

Sinceramente, não há fator mais desestimulante na vida (e por vezes desconcertante) para alguém (um jovem principalmente!) do que se deparar com situações em que o potencial de sua capacidade de raciocínio e realização possam vir a ser avalidados segundo uma simples comparação em que suas ações tenham como parâmetros uma discussão ocorrrida em um episódio do… BBB!

Diante dessa realidade, até certo ponto constrangedora, como fica:

– A medicina?

– A economia?

– A psicologia?

– O direito?

– A arquitetura?

– A sociologia?

– A matemática?

– A contabilidade?

– A física?

– A psicanálise?

– A vida…

Quer saber?

Intelectual deveria ser considerado somente aquele que possui pleno domínio de sua própria inteligência, a ponto de ser capaz de contribuir para o enriquecimento do pensamento de seus pares!

Não aqueles que simplesmente zombam da inteligência dos outros…

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“O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma.” (Albert Einstein)

 

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