O QUE SIGNIFICA DESPESA

À primeira vista, o entendimento do que seja despesa pode parecer se tratar de uma das questões mais simples da vida da maioria das pessoas.

Afinal, de um jeito ou de outro, todo mundo tem em seu dia a dia uma relação muito próxima (e às vezes problemática) com esse tema.

Todos temos, ao longo do mês, diversas despesas – popularmente conhecidas como “contas”, que têm de ser pagas.

É um tal de:

— Conta de água;

— Conta de luz;

— Conta de telefone;

— Conta de gás;

— Conta da televisão a cabo;

— E tantas outras mais…

Todas essas contas são… Despesas!

Gastos que só reduzem seu patrimônio…

Mas há também aqueles pagamentos que temos de efetuar mas que não são usualmente tratados como “contas”, mas sim como “boletos”.

Que é o caso dos “boletos” do plano de saúde: esse “boleto” também é uma despesa…

Sem falar naquelas situações em que o pagamento não se dá nem por uma “conta”, nem por um “boleto”, mas sim por uma “fatura”.

Que é o caso da “fatura” do cartão de crédito.

No final, pouco importa para quem está pagando o nome que usualmente se adota:

— Conta;

— Boleto;

— Fatura…

E qualquer outro que seja, pois quem está pagando sabe que, de maneira efetiva, esses pagamentos representam “um desembolso sem perspectiva objetiva de recuperação no futuro”.

“Objetiva” no sentido de que, em não havendo como assegurar de maneira razoável que esses pagamentos possam ter qualquer relação com a obtenção de um benefício futuro, significa que qualquer benefício já terá sido auferido.

Ou, em outras palavras, consumido.

São, ao fim e ao cabo, despesas!

E é exatamente esse o conceito de “despesa”.

Consagrado até na percepção popular: pois ninguém considera como despesa o dinheiro desembolsado no pagamento da parcela de financiamento do carro ou da casa própria como uma “despesa”, mas sim como um “investimento”- o popular “ativo”; e por que isso? Porque, de alguma maneira, todos possuem a idéia de que, ao se efetuar o pagamento das prestações desses financiamentos, não há “despesa”.

Pois não há idéia de “consumo” sem recuperação futura: as pessoas sabem, ou pelo menos têm a percepção, que poderão “recuperar” os pagamentos efetuados para adquirir seu carro…

Sua casa própria… Ou qualquer outro item que seja passível de negociação futura.

Enfim, um ativo!

Recuperação essa que necessariamente pode até ser apenas parcial – mas cuja expectativa ocorrerá com uma grande probabilidade de segurança.

E justamente por isso, não consideram esses pagamentos como despesa.

Afinal, o que significa despesa?

– Um gasto que só DEUS sabe se um dia poderá ser recuperado…

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“A luz no fim do túnel foi desligada devido a cortes no orçamento.” (Steven Wright)