DEPRECIAÇÃO

Depreciação: o reconhecimento contábil da perda econômica no valor de um bem.

Perda econômica decorrente do desgaste pelo uso ou pela desvalorização a que esse ativo tangível está exposto.

Por exemplo, quando uma empresa compra um carro para ser utilizado em suas operações está incorporando ao seu ativo um bem.

Digamos que esse carro tenha sido comprado por $50.000,00.

E é por esse valor que ela registra essa compra em seu balanço.

À medida que o tempo corre, é inevitável a desvalorização desse bem.

Seja pelo uso, seja pela evolução tecnológica.

Depois de dois anos da compra desse ativo seria no mínimo estranha a manutenção na contabilidade dessa empresa demonstrar esse ativo como tendo o mesmo valor de $50.000,00.

Para não dizer risível.

Pois todo mundo que possui um mínimo de senso de mercado sabe que um carro adquirido quando novo por $50.000,00 não valerá isso depois de dois anos.

Então, reconhecendo essa condição de desgaste, o que a contabilidade faz?

Registra essa perda, de maneira a fornecer ao leitor das demonstrações contábeis dessa empresa uma visão mais adequada e fiel do valor de seus ativos.

De maneira periódica e sistemática, qual seja: a depreciação desse carro é contabilizada mensalmente, de maneira a reconhecer ao final de um período (exercício social) uma despesa que corresponda a uma taxa anual de depreciação, em função de sua vida útil.

Imagine que a vida útil estabelecida pela empresa para esse veículo tenha sido de cinco anos.

Isso significa que, anualmente, a empresa vai reconhecer uma despesa que corresponda a 20% do valor do veículo.

E que ao final de dois anos da compra desse veículo, a depreciação terá sido de $20.000,00: custo de aquisição (-) taxa anual acumulada de depreciação [$50.000,00 (-) 40%].

E assim se faz na contabilidade das empresas com seus ativos permanentes – aqueles utilizados na condução usual de seus negócios.

Mas não todos!

Depreciação se refere especificamente a um bem tangível – e tangível significa algo corpóreo, palpável mas que, necessariamente, pode ser substituído pela ação direta do ser humano, como por exemplo, produzindo-o.

Quando se trata de outros tipos de ativos permanentes, o conceito é similar, porém levam outros nomes:

– Amortização – aplicável a ativos permanentes cuja característica específica é serem intangíveis

– Exaustão – aplicável a ativos permanentes cuja característica específica é não poderem, a priori, ser produzidos pela ação do ser humano

E é justamente por isso que acabam por levar muitas vezes outro nome: por conta de suas características específicas…

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“Cada saída é entrada para algum outro lugar.” (Tom Stoppard)