CLICHÊ

Clichê: quando foi a última vez que você falou alguma coisa que você não ouviu?

Todo mundo já ouviu a palavra clichê.

Ela faz parte do universo da cultura moderna, justamente pelo fato de ser absolutamente insuspeita na cabeça da maioria das pessoas que a ouvem.

O universo do cinema ajudou e muito a sacramentar o uso desse recurso.

Um recurso conveniente quando há a necessidade de se preencher lacunas de diálogo em que a lógica não facilita a exposição de idéias, conceitos ou princípios.

Só que a cultura do cinema extrapolou suas próprias fronteiras , criando uma nova realidade em que as pessoas falam independentemente de terem algo a dizer.

Pois simplesmente falar não significa ter algo a dizer.

E não existe coisa mais chata no dia a dia de nossa vida do que ter de ouvir alguém que fala a esmo, sem nada dizer.

Cliché?

Um autêntico recurso de quem não possui nenhuma originalidade.

Ele representa uma idéia – que necessariamente pode não significar nada.

E é justamente por isso que quando alguém recorre a um cliché, ela está simplesmente recorrendo a um artifício preguiçoso.

Preguiçoso no sentido que não há qualquer esforço de pensamento:

– Raciocínio;

– Avaliação;

– Reflexão;

– Interpretação;

– Conclusão….

Quem recorre a um clichê não está interessado em interpretar de modo objetivo como efetivamente o mundo funciona.

Cliché antes de tudo tem a ver com tudo – e justamente por isso com nada.

Por embaralhar tudo com todos, independentemente de qualquer análise específica.

Clichê não tem nada a ver com isso.

Nem com aquilo.

Aliás, cliché não tem nada a ver com nada, especificamente.

O que significa cliché?

Um recurso para quem gostaria de dizer algo, sem ter de pensar no que está dizendo…

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“Uma idéia medíocre que desperta entusiasmo irá mais longe do que uma grande idéia que não inspira entusiasmo algum.” (Mary Kay Ash)

 

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