O QUE É INEVITÁVEL NA VIDA

Na convivência do dia a dia com a maioria das pessoas parece que tudo na vida está se tornando inevitável – pelo menos se prestarmos atenção e buscarmos refletir sobre a quantidade de reclamações delas.

Pessoas se queixando de tudo, o que quer que seja:

– Da família;

– Dos amigos;

– Da rotina;

– Do trânsito;

– Do calor;

– Do frio;

– Da chuva;

– Do chefe;

– Do subordinado;

– Da diarista…

E de tudo mais que aparecer pela frente em sua vida – sem se darem conta de que nada disso possa ser necessariamente inevitável.

Afinal… O que é inevitável na vida?

– Ser pobre;

– Ser rico;

– Ser branco;

– Ser negro;

– Ser mulher;

– Ser homem;

– Ser católico;

– Ser muçulmano;

– Ser sincero;

– Ser hipócrita…

Qual efetivamente dentre essas situações representam fatores que possam ser considerados como determinantes na existência de uma pessoa, a ponto de muitos ousarem se considerar como tendo sido malfadadas pela providência divina?

A ponto de gerar uma condição em que todo mundo se queixa de tudo?

Afinal, por que é que a maioria das pessoas chora, chora, chora…

E só uma “meia dúzia de três ou quatro” se predispõe a vender lenços?

Porque a maioria das pessoas ainda não entendeu que a vida é um jogo.

Fundamentalmente, um jogo de futebol.

Onde cada um tem sua posição definida segundo suas habilidades inatas, tais quais aquelas que trazemos em nossos genes – mas que são também influenciadas por outros fatores, inclusive o ambiente ao redor.

E qual o problema nesse raciocínio?

É considerar que um obstáculo na vida possa ser um fator limitante absoluto para sua existência: uma aceitação da inevitabilidade do futuro, que certamente o levará ao fracasso em qualquer empreitada pessoal.

É achar que o que quer que se faça tudo já está escrito desconsiderando a importância do livre arbítrio: do ânimo… Dos ideais… Da vontade…

Terminando por, inconscientemente, fazer com que abandonar o jogo…

E a vida não é “um” jogo: a vida é “o” jogo.

E como em todo jogo sempre haverá vencedores e perdedores, pois a vida nunca será suficientemente aprazível para quem não demonstra:

– Garra!

– Ânimo!

– Disposição!

– Dedicação!

– Vontade…

O fim de qualquer jogo é inevitável – e seguirá sempre o critério de seu árbitro; de seu juiz…

E o que é inevitável na vida?

– A morte.

Só a morte trata a todos do mesmo jeito, independentemente de seu desempenho durante sua vida, pouco se importando se alguém:

– Se esforçou;

– Se dedicou;

– Se resguardou;

– Se evoluiu;

– Ou se esbaldou…

A morte é o único evento que finaliza o jogo da vida; mas enquanto não houver o apito final do “juiz universal” isso significará que o jogo continua – e enquanto houver jogo, nada será necessariamente inevitável.

E o que isso significa?

Que inevitável na vida é só aquilo que não depende de nossa atitude…

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“A morte não é nossa perda maior. Nossa perda maior é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.” (Norman Cousins)