AUDITORIA

Auditoria: técnica de revisão de processos, procedimentos e seus resultados, executada necessariamente por quem não tenha participado diretamente da execução desses mesmos processos ou procedimentos – chamada de fonte independente.

Fonte independente? Sim porque, em tese, não possuiria qualquer interesse objetivo em confirmar, ou não, o resultado alcançado pela aplicação de um processo ou procedimento – ou seja, alguém, ainda que supostamente, com total independência para emitir uma opinião.

A origem da atividade de auditoria está intimamente ligada à constatação de pessoas que não participavam do dia a dia da administração de um negócio em que tinham interesse direto em seu resultado (no caso, investidores de empresas ferroviárias que se constituíram no início do século XIX nos EUA) de que seria necessária uma confirmação, efetuada por uma fonte independente sem quaisquer vínculos com os responsáveis primários, dos relatórios de desempenho fornecidos pela empresa investida.

Afinal, pensavam, como aceitar sem quaisquer constatações um relatório que afirmasse uma quantidade de pessoas, ou cargas, transportadas numa linha férrea cortando o país de leste a oeste?

E muito antes de o Brasil ter uma rede ferroviária relevante (aliás, não possui até hoje), os investidores dos EUA já se preocupavam em como viabilizar uma credibilidade minimamente considerável aos controles do sistema.

E daí, fez-se a luz:

– Que tal uma fonte independente revisar?

A própria origem da palavra auditoria já representa uma fonte importante para entendimento da atividade:

– Auditoria: do latim “audire” (ouvir).

A atividade de auditor consiste em ouvir o auditado, com atenção, a fim de avaliar seus procedimentos e, como consequência, suas conclusões.

Mas não se limitando apenas a ouvir – podendo recorrer a fontes de confirmação do que foi ouvido, já que no transcurso de qualquer “audição” tudo o que é ouvido deve ser avaliado à luz da lógica operacional.

A atividade de auditoria tem sua origem essencialmente no exercício da Contabilidade (a responsável por prover os relatórios tão caros aos investidores na construção e operação de ferrovias) mas, nos dias de hoje, não se limita a ela, tendo seus princípios se expandido a tal ponto de termos auditoria em áreas tais como:

– Ambiental;

– Fiscal;

– Social;

– Riscos;

– Sistemas;

– Governamental;

– Trabalhista;

– Operacional;

– Transporte;

– Médica…

E em qualquer um dos exemplos citados acima uma auditoria sempre poderá ser interna ou externa.

A interna representa uma área de atuação dentro da própria empresa, instituição ou entidade (por exemplo, departamento).

A externa, uma empresa contratada para efetuar essa revisão.

A lista acima não esgota o potencial de todas as possíveis atividades sujeitas ao exercíco da auditoria – aliás, pelo contrário.

O exercício de qualquer atividade desempenhada por seres humanos, qualquer que seja ela, sempre haverá um fator intrínseco à sua realização:

– Livre arbítrio.

E foi justamente por conta desse fator que se concluiu que seria conveniente a execução de algum tipo de auditoria: pois sempre poderá haver alguém que deixe de executar ou execute inadequadamente um procedimento, ainda que inadvertidamente:

– Seja por burrice, preguiça ou desonestidade… Ou simplesmente pela soberba de se achar mais inteligente do que quem os determinou…

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“O mundo não está interessado nas tempestades que você encontrou: ele só quer saber se você trouxe o navio.” (William McFee)