ATIVO MAIS VALIOSO?

Qual o ativo mais valioso de uma empresa?

O ativo mais valioso de uma empresa é aquele que trouxer maior retorno em termos de lucratividade.

Afinal, negócios são negócios – e empresas existem antes de tudo para fazer negócios! Portanto, o ativo mais valioso nas empresas são… As pessoas!

As pessoas são o ativo mais valioso de qualquer empresa, pois não há negócios sem pessoas; afinal, são as pessoas que fazem algo acontecer nas empresas – ou deixar de acontecer.

Numa organização, qualquer que seja, são as pessoas que a integram que a fazem funcionar, não importa seu ramo de atuação, seu porte, sua origem, sua nacionalidade.

O ativo mais valioso das empresas sempre serão as pessoas – pois qualquer empresa só funciona porque há pessoas trabalhando; nem todas com o afinco e a produtividade desejados por seus superiores, mas… Trabalhando! E procurando garantir a continuidade da empresa; ou pelo menos, de seus empregos.

Uma empresa pode possuir diversos ativos: caixa, aplicações financeiras, contas a receber, estoques, investimentos, móveis e utensílios, máquinas e equipamentos, instalações, veículos, edifícios, terrenos.

Só que uma empresa não existe para acumular “ativos”; ela existe para “funcionar”, ao propor fornecer bens ou serviços, ela assume a capacidade de atender alguma demanda, alguma procura, por bens ou serviços. E esses bens ou serviços não são fornecidos por máquinas, equipamentos, móveis ou utensílios… São fornecidos por pessoas: seus funcionários e colaboradores. Aqueles que tocam a empresa em seu dia a dia. Do gerente de contabilidade à copeira: passando pelo presidente, estagiários, engenheiros, faxineiros, vendedores, porteiros…

E não haverá cliente mais importante para qualquer empresa do que seu mais fiel colaborador – e clientes se vão sem o menor constrangimento; às vezes, por uma mera questão de custos.

Só que, o que custa mais para uma empresa? Perder um cliente por uma questão de preço – e que poderá voltar um dia, quando se der conta de que o que pagava era justo… Ou perder as pessoas que fizeram esse cliente retornar de onde ele concluiu que nunca deveria ter saído?

Ser contador não é fácil! Principalmente na hora de apresentar à diretoria o resultado das operações da empresa.

Meu DEUS, que culpa tem ele quando os negócios não acompanham o orçamento?

Contador não atua nas atividades operacionais da empresa, muito menos faz reciclagem delas… Só registra!

Aliás, não é essa a alegação que se faz no mundo corporativo para se justificar o porque de em muitas situações, apesar de graduado, pós-graduado e doutorado, ele ganhar menos que o gerente regional de vendas, que estudou somente até o 4º ano?

E justamente, naquela sexta-feira, o presidente o chamou à sua sala, para revisar o resultado – queria vê-lo antes da reunião de diretoria.

— Boa tarde, senhor Antonio.

— Oh, olá, José. Boa tarde.

— …

— Vamos lá, sente-se.

— Obrigado senhor Antonio.

— O que foi, José? Depois de 7 anos na empresa, continuo a vê-lo em permanente estado de tensão e ansiedade? Relaxe… Aceita um café?

— Obrigado senhor Antonio. Realmente estou um pouco tenso, mesmo depois de 7 anos na empresa, mas é porque justamente durante todo esse período, é a primeira vez que o senhor pede para revisar o resultado antes da reunião de diretoria.

— Sim, sim… E eu tenho certeza de que você sabe o por quê.

— Eu sei o por quê?

— José…

— …

— Qual foi o resultado?

— Prejuízo…

— Isso eu já imaginava.

— Bem… O prejuízo bruto foi de 7…

— 7…?

— 7 mil…

— Oh… Até que foi um bom resultado. Esperava um número pior. E o resultado líquido?

— 777…

— 777…?

— 777… Milhões…

— Hummm… Infelizmente, neste caso, confesso que esperava um resultado melhor… Quais os motivos?

— Bem… Além de nossa folha de pagamentos administrativa, que representa praticamente 30% de nossas despesas operacionais…

— Oh, José, o que é isso? Folha de pagamento não é despesa, é investimento!

— …

— Lembre-se: O ATIVO MAIS VALIOSO DE NOSSA EMPRESA SÃO AS PESSOAS!

— Puxa, seu Antônio… Que bom ouvir isso do senhor…

— Ora, ora, ora… José, vou lhe dar um desconto; sei que temos tido pouco contato pessoal durante o período em que você trabalha na empresa – eu tenho uma concepção de negócios muito mais humana do que você imagina. Agora, vamos lá: ainda assim, isso não explica o resultado líquido; qual será a explicação a ser apresentada na reunião de diretoria?

— Bem, seu Antonio… O fato é que tivemos de contabilizar uma baixa em investimentos, por conta da venda daquela subsidiária que foi comprada no ano anterior…

— É… É verdade… Negócio mal projetado… Decisão de diretoria…

— Do presidente…

— …

— Ahnnn… Desculpe…

— Qual foi o resultado negativo apurado nesse negócio?

— Ahnnn… 700… Milhões…

— Hummm… E é isso o que vai ser apresentado na reunião de diretoria?

— …?

— Olhe, veja bem José: você é um profissional, e como profissional, tem de atuar de acordo com sua consciência profissional.

— …

— Afinal, você tem uma história na empresa… Um bom trabalho… Um bom salário… E UMA FAMÍLIA PARA CUIDAR…

— …?

— Faça o que você acha que tem de ser feito – seja profissional! Pois, como você sabe, O ATIVO MAIS VALIOSO DE NOSSA EMPRESA SÃO AS PESSOAS!

— …!

— E então?

— …

— Obrigado, José. Nos vemos na reunião de diretoria.

José sai da sala – e, imediatamente, Antonio liga para a gerente de Recursos Humanos…

— Maria, mantenha em sigilo absoluto até segunda ordem: segundo nosso contador, precisamos cortar 30% de nossa folha de pagamentos para recuperar nossa margem de lucratividade.

— Seu Antonio… A partir de quando?

— O mais rápido possível! De preferência, logo após a reunião de diretoria.

— …

— Alguma pergunta?

— Ahnnn… Sim… Senhor Antonio, e quanto aos candidatos para o cargo de contador que o senhor pediu que nossos headhunters selecionassem… O senhor gostaria de entrevistá-los quando?

— Mande ele começar na próxima segunda-feira!

— …?!?

Uma empresa não é diferente de um barco – e, num barco, o importante será sempre procurar contar desde a origem com as pessoas que pretendem chegar vivas ao destino; pois essas, provavelmente, não o farão…

Afundar.

***

“O cliente vem em segundo lugar. Se você quiser realmente colocar os clientes em primeiro lugar, coloque os funcionários mais acima.” (Tom Peters)