LER POESIA É MAIS ÚTIL QUE LIVROS DE AUTOAJUDA

Ler estimula a mente – e ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que a leitura de livros de autoajuda!

Em pesquisas realizadas por especialistas da Universidade de Liverpool, os resultados demonstraram que o cérebro humano reage de maneira produtiva quando se depara com textos cuja estrutura se mostra mais sofisticada que a usual – diferentemente de quando o cérebro se depara com textos cuja estrutura seja mais cotidiana, sem aquilo que popularmente costumamos definir como sendo firulas do vernáculo (que nada mais são do que palavras cujo entendimento popular é invariavelmente desconhecido).

Esses especialistas, segundo seus estudos, afirmam que ler poesia é mais útil que ler livros de autoajuda.

Na realidade, não se trata de só ler poesia, mas qualquer texto que requeira um esforço maior de raciocínio, crítica e capacidade de discernimento.

Aliás, nessa conclusão há aspectos que parecem estar em linha com os mesmos argumentos apresentados, “ad nauseam”, no processo de convencimento das pessoas para que pratiquem exercícios físicos de maneira sistemática (para mim, a principal razão da grande “chaga” da era moderna, a geração “saúde” – com perdão do trocadilho infame):

– Vença seus limites! 

– Supere suas barreiras!

– Ultrapasse suas expectativas!

Quando as pessoas não se prestam a corresponder a tais convocações de exercício físico, como elas são usualmente carimbadas?

– Sedentárias…

Sim! Sedentários físicos… Mas e quanto aos sedentários mentais?

Ler textos de articulação vernácula complexa cansa? Claro que cansa…

Tanto quanto fazer caminhadas de trinta minutos – três vezes por semana pelo menos, segundo as recomendações dos… Especialistas!

Quando alguém se manifesta por meio de palavras não usuais no dia a dia que ele sabe que a maioria das pessoas que o ouvem não vão entender, qual a primeira definição que se faz dessa pessoa?

– Ah, ele está enrolando…

E por que quando um suposto especialista em cultura física apregoa atividades físicas para o dia a dia que ele também sabe que invariavelmente a maioria das pessoas não vão praticar, ele não é chamado de enrolador?

Divino sedentarismo!

Diabólica ignorância!

Entre DEUS e o diabo, qual seria sua opção de caminho?

Minha sugestão:

AUTOAJUDA

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“Não há poesia em si – mas em mim ou em ti.” (Octavio Paz)

 

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