FRENESI

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Noite calma, tão serena

Só estrelas, só luar

Muita vida adormecida

Quase nada a ressoar

 

Tudo é lento, muito quieto

Tudo é muito devagar

Tudo é quase tão sem vida

Que nem chega a perturbar

 

Num silêncio que transtorna

E só lembra solidão

Refazendo um nó no peito

Frenesi sem coração

 

Frenesi que o devora

E o faz entristecer

Sem saber que quem não ousa

Morre a cada amanhecer

***

“Ousar é perder o equilíbrio momentaneamente. Não ousar é perder-se.” (Sören Kierkegaard)

 

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