ESTRUTURA BÁSICA DE UMA EMPRESA

Qual seria a estrutura organizacional básica de uma empresa?

Primeiramente, devemos sempre ter em mente que o desenho da estrutura organizacional básica de qualquer empresa deve ter sempre como premissa suas características específicas:

– Área de atuação e estado da concorrência;

– Porte e capacidade de logística;

– Disponibilidade de capital próprio e de financiamento por terceiros;

– Cultura e objetivos empresariais;

– Tecnologias dominadas e em processo de evolução no mercado…

E um sem número de outros fatores determinantes dessas características específicas mas que, para nossos fins, não serão consideradas; até porque se fossem, não haveria condições de detalhá-las num artigo – seria simplesmente necessária a elaboração de um compêndio em forma de enciclopédia.

Isto posto, consideraremos a estrutura básica geral (ou seja, aplicável a qualquer empresa), que deve ser desenhada em função do cotidiano de suas operações, quais sejam:

– Industrial;

– Comercial;

– Administrativo; e,

– Financeiro.

Onde:

– Industrial: significa numa empresa o esforço a ser dedicado na obtenção dos produtos que serão oferecidos aos potenciais clientes; quando se diz industrial isso não quer dizer que a aplicação da estrutura organizacional básica de uma empresa está limitada a uma indústria; o sentido de industrial refere-se à produção do bem ou serviço a ser vendido, pois um comércio não produz, mas alguém tem de pensar em como obter (produzir) as mercadorias (os produtos) que serão oferecidos aos clientes em potencial; o mesmo se aplica a uma prestadora de serviços, onde também os serviços a serem oferecidos, qualquer que sejam, deverão ser produzidos – e um serviço também é um produto a ser oferecido aos clientes;

– Comercial: significa numa empresa o esforço a ser dedicado na realização das vendas dos produtos, mercadorias ou serviços oferecidos; seu enfoque é claro – VENDER! O que inclui atividades que vão desde iniciativas de repercussão interna (políticas de bônus por metas de vendedores) até iniciativas de abrangência externa (marketing);

– Administrativo: significa numa empresa o esforço a ser dedicado no estabelecimento do suporte às atividades do negócio, tais como manuais de instruções, controles de portaria, de fluxo de documentos, segurança, e tudo aquilo que implica na maneira como a empresa funciona;

– Financeiro: a jóia da pérola: o setor que numa empresa deve garantir a harmonia necessária para o funcionamento dos demais setores…

Já que:

– O setor de produção quer simplesmente produzir!

– O setor de vendas quer simplesmente vender!

Como princípio de gestão, deve-se assumir a premissa de que o setor financeiro deve incluir todas as atividades imprescindíveis para que qualquer empresa possa ser, do ponto de vista de sua sustentabilidade, minimamente viável:

– Contabilidade;

– Custos;

– Orçamento;

– Controladoria;

– Tributos;

– Jurídico…

Não é nada comum a área jurídica de uma empresa estar subordinada à área financeira, o que infelizmente acaba por expor as empresas a um sem-número de demandas que na maioria das vezes poderiam ser resolvidas de maneira mais prática, considerando-se simplesmente o conceito da relação custo-benefício.

Uma pena essa falta de consideração prática que acaba por fazer com que a maioria das empresas e instituições de maneira geral se percam em demandas que nem sempre possuem relevância dentro de seu contexto financeiro e operacional, pelo simples fato de sua área jurídica considerar conveniente contestar um processo, sem levar em conta a relação custo-benefício dessa contestação – fazer o quê?

Há também engenheiros que acham que sem eles a empresa não sobreviveria – assim como também há médicos da área de segurança do trabalho.

Sem falar dos porteiros…

É muito comum nas empresas o desmembramento da estrutura organizacional básica, fazendo com que subsetores alcem o nível de setor.

Por exemplo, há muitas empresas em que sua estrutura organizacional básica estabelece um setor de marketing.

Marketing nada mais é em essência do que uma atividade do setor comercial, mas que por inúmeros fatores internos e externos à empresa pode se tornar um setor de atividade – assim como com compras, segurança, custos…

Qualquer atividade numa empresa pode virar um setor dentro de sua estrutura organizacional.

E isso sempre vai depender das características específicas de sua área de atuação (em outras palavras, seu mercado) – bem como de suas características específicas de atuação dentro dessa área.

A diretriz a ser seguida na definição da estrutura organizacional básica a ser implantada em qualquer empresa será sempre o quão eficiente ela queira ser no dia a dia de suas operações – para procurar ser, em termos práticos, tão competitiva quanto seus concorrentes…

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“Pense globalmente; aja localmente.” (René Dubos)