ERRO: COMO CONVIVER COM ELE

Liderança: erros?

Tente <Ctrl + Alt + Del>…

E aí, resolveu?

Claro que não…

Uma das situações que mais afligem a mente das pessoas (principalmente na área profissional) em seu dia a dia:

– Aquelas em que existe alguma remota possibilidade de, eventualmente, ao exercer o direito sagrado do livre arbítrio em suas decisões, a pessoa ter de conviver com o… ERRO!

E essas situações de possibilidade de se cometer um erro podem ser tão traumatizantes para uma pessoa que chegam a ponto de contribuir significativamente para o surgimento de diversas doenças crônicas.

Sim, doenças crônicas – muitas delas às vezes apenas psicossomáticas:

– Hipertensão;

– Diabetes;

– Colesterol;

– Asma;

– Lombalgia;

– Câncer:

– Depressão…

E por que isso?

Veja bem: não se trata de uma situação relacionada ao fato de se estar errado em uma decisão.

De uma maneira ou de outra, as pessoas sabem que só há erros quando alguém se predispõe a produzir.

E que só produz quem não tem medo de erros.

O problema está sim em ter de se conviver com as conseqüências de erros!

Com todo o ambiente psicológico criado em torno de quem, sem medo de errar…

Acabou errando!

E por ter errado é obrigado a conviver, tácita ou veladamente, com rótulos do tipo:

– Alienado;

– Fraco;

– Incompetente;

– Burro…

Quem é que foi preparado para sobreviver psicologicamente a esse tipo de situação?

Que ninguém em sociedade seja preparado para errar, é algo absolutamente natural.

Aliás, não só natural como desejável.

Erros não devem fazer parte do planejamento de qualquer estrutura de educação social.

Mas saber como conviver com os erros, isso sim deveria fazer parte de qualquer processo social de educação.

Pelo menos para que fosse considerado minimamente civilizado.

Pois senão, não teremos civilização.

Teremos simplesmente a mais pura manifestação da… Lei da selva – onde a única lei que impera é a lei do mais forte!

A lei da força do braço!

Coisas do tipo:

– Ben-Hur;

– Spartacus;

– Quo Vadis;

– Cleópatra;

– Gladiador…

Enfim…

Como saber conviver com os próprios erros?

Entendendo que a lição que qualquer que seja o erro ele sempre terá como principais ensinamentos:

1. Não perca tempo procurando onde errou – procure saber por que errou;

2. Não se incomode quando alguém disser que você cometeu um erro antigo – muito provavelmente, esse alguém cometerá erros que ninguém nunca cometeu;

3. Não são nossos erros que nos arruínam – mas sim o modo como os assumimos depois de cometê-los;

4. Não há vida plena sem erros – mas procure errar enquanto tem tempo de viver para compensar essa plenitude;

5. Não há limites de tempo na vida para errar – erros ocorrem na infância, na adolescência, na juventude, na maturidade, na velhice…

Portanto, procure ter sempre em mente:

– Há coisas na vida que se faz não porque se sabe, se gosta ou se quer fazer; faz-se simplesmente porque tem de se fazer…

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“Admita seus erros – antes que alguém os exagere.” (Andrew Mason)

 

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