O QUE UMA EMPRESA DEVE FAZER PARA TER LUCRO

Uma empresa deve sempre procurar fazer, o que quer que seja, para garantir sua capacidade de… Fazer!

Porque a sobrevivência de qualquer atividade empresarial está diretamente relacionada à sua capacidade de fazer.

Sem ela, uma empresa terá sua continuidade comprometida.

Qualquer que seja seu ramo de atividade – inevitavelmente.

Obviamente, este conceito não se aplica às estatais: a maioria delas não atua como empresa, considerando-se o real sentido do que significa empreendedorismo, já que sempre possuem quem lhes pague as contas, independentemente de sua capacidade de fazer: o povo.

E é por isso que todos empreendedores se perguntam:

– O que uma empresa deve fazer para obter lucro?

A priori, parece ser uma questão de solução bastante simples.

Afinal, o que é lucro?

Lucro nada mais é do que o resultado de uma simples equação.

Uma equação matemática:

– Lucro (=) Receitas (-) Despesas

Receitas implicam no aumento de patrimônio.

Despesas implicam na diminuição de patrimônio.

Logo, quando uma empresa tem lucro, significa que ela aumentou seu patrimônio.

Já, quando uma empresa não consegue obter lucro, significa que ela não aumentou seu patrimônio – e talvez até o tenha diminuído (prejuízo).

Popularmente, ter uma receita significa “ganhar”.

Já, ter uma despesa significa “gastar”.

Então, o que uma empresa deve fazer para obter lucro?

Simples:

– Ganhar mais do que gasta.

Ou seja, se uma empresa ganha $ 100, basta a ela gastar $ 90, e…

Terá assegurado um lucro de $ 10!

E se uma empresa gastar $ 200, basta a ela ganhar $ 210, e…

Também terá assegurado seu lucro de $ 10!

Aparentemente, parece simples!

Infelizmente, nem tanto! Por quê?

Porque o que uma empresa ganha (tem como receita) tem a ver com o que ela vende.

E o que uma empresa gasta (tem como despesa) tem a ver com o que ela compra.

Compra e venda são os dois lados de uma mesma moeda – moeda essa chamada “transação comercial”.

E a última palavra em qualquer transação comercial nunca é dada por quem está vendendo.

Mas sim, por quem está comprando. Por quê?

Porque, em qualquer transação, a última palavra será sempre de quem tem mais opções.

Imagine que alguém se decida por vender seu carro.

E coloque um anúncio para vendê-lo.

Um potencial comprador se apresenta, interessado na aquisição.

Fazendo um sem número de perguntas sobre o estado do carro:

– Mecânica;

– Funilaria;

– Pintura;

– Estofamento;

– Documentação…

Quem está interessado na venda, está vendendo aquele carro.

Quem está interessado na compra, está vendo aquele carro…

Que pode ser o primeiro…

O segundo…

O décimo…

O centésimo…

O milésimo…

De uma lista!

Que sempre possuirá uma série de opções.

Lista em que, segundo sua “cabeça” do comprador, não terá necessaria e unicamente o preço como fator primordial para definição de sua decisão.

Do comprador sairá a definição para a realização do negócio.

Nunca,  em nenhuma hipótese, do vendedor.

E é assim que funcionam as empresas, quaisquer que sejam; elas só podem controlar seus gastos, suas despesas – ou, em outras palavras, o que elas vão pagar – nunca o que elas gostariam de receber!

Pois o que elas vendem depende justamente da disposição de seu potencial comprador em efetivamente… Comprar!

Nenhuma empresa pode controlar o que vai ganhar – só o que vai gastar.

E é por isso que com empresas tidas como referência em suas respectivas áreas de atuação é tão difícil negociar.

Pois elas sabem que por maior que sejam não vão poder gastar sem ganhar…

E por isso controlam tanto seus gastos com:

– Matérias-primas;

– Salários;

– Móveis;

– Instalações;

– Equipamentos;

– Água;

– Energia;

– Limpeza;

– Vigilância;

– Marketing;

– Salários…

E nenhuma empresa demite profissionais porque simplesmente gosta de demitir.

Em resumo, o que uma empresa deve fazer para obter lucro?

– Gerar riqueza para seus clientes.

O que significa produzir algo que eles comprem de sua empresa por $ 100, e possam vender por no mínimo $ 110 para os clientes deles – direta ou indiretamente.

Simples, não?

Como diria o saudoso Mané Garrincha, pode até ser:

– Só falta combinar com os russos…

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“Negócios são uma combinação de guerra e esporte.” (André Maurois)