DOENÇAS: QUAL DENTRE ELAS A QUE MAIS MATA?

Doenças: quem é que aguenta mais alguma?

Não está fácil para ninguém, com tantas doenças em pleno século 21, agüentar a enorme barra que se tornou o simples fato de estar… Vivo!

Estar vivo se tornou o principal entrave para uma “vida plena”.

Qualquer pessoa que tente se manter minimamente informada é invariavelmente “bombardeada”… Inapelavelmente!

Pois o simples fato de alguém estar “vivo” já expõe essa pessoa a um sem número de riscos de morte:

– Doenças coronárias;

– Doenças congênitas;

– Doenças hereditárias;

– Doenças adquiridas;

– Doenças crônicas…

Uma simples dor de cabeça pode representar tantos fatores de risco de vida que não há quem não se sinta ameaçado:

– Pelo consumo de ovo;

– Pelo consumo de café;

– Pelo consumo de açúcar;

– Pelo consumo de sal;

– Pelo consumo de chocolate…

Haja doenças – e haja “espírito para negócios”!

Pois o fato é que muito do que se fala, se escreve e se transmite tem a ver com uma necessidade corporativa básica:

– Sustentabilidade de negócios.

A área de saúde no mundo, e no Brasil em particular, atingiu uma relevância política tamanha que fez com que ofuscasse a capacidade das pessoas de avaliarem sua própria condição psicológica.

Tudo o que se publica ou transmite (jornais, revistas, televisões, rádios, internet…) tem por único objetivo a seguinte idéia:

– Nossa! Você está podre!

Conseqüentemente, precisa de tratamento médico.

Será?

Meu avô paterno faleceu com mais de oitenta anos.

E fumou por mais de cinqüenta!

Minha avó paterna faleceu com mais de setenta e cinco anos.

E tinha diabetes!

No caso dela, numa época em que não havia os recursos hoje disponíveis a qualquer paciente do SUS.

Minha avó materna faleceu com setenta e cinco anos – não tinha diabetes, pressão alta, colesterol, triglicérides.

Meu avô materno faleceu por volta dos cinqüenta e seis anos – desdentado, diabético e, principalmente (o que foi sem qualquer dúvida o motivo de sua “bandeira branca”), sem perspectiva de ser capaz de alterar o rumo que a vida parecia lhe ter imposto…

Todos faleceram segundo causas de ordem “natural”.

Mas viveram intensa e consistentemente.

Fazendo aquilo que mais lhes trazia prazer.

Sem stress.

Aliás, pouco se fala no stress – pelo menos o quanto se deveria.

Até porque não há nada mais estressante na vida de uma pessoa do que ter de conviver com o fato de que somos mortais.

E é essa a principal crítica que faço à mídia.

Há uma legião de “supostamente engajados” tentando impregnar o âmago das pessoas de um sentimento de imortalidade que nem nos tempos dos deuses gregos existia.

Por favor, sejamos honestos!

Todo ser humano é mortal – e vai continuar sendo até o dia de sua… Morte.

Que poderá ocorrer a qualquer tempo, independentemente de doenças!

Mas pelo simples infortúnio de eventualmente estar no lugar errado – ou na hora errada!

Situações do tipo:

– Acidentes – de carro, de avião, de trabalho…

– Violência – assaltos, furtos, roubos…

– Saúde – falta de médicos, indisponibilidade de paramédicos…

– Desastres naturais – enchentes, incêndios, terremotos, maremotos…

Enfim, há um sem número de motivos para morrer.

Mas não há doença mais mortífera na história do ser humano do que aquela que o impede de ter um tratamento de saúde digno enquanto ainda vivo.

Doenças fazem parte do processo natural de envelhecimento do ser humano e justamente por conta disso todos estaremos sempre sujeitos a quaisquer uma delas, independentemente da medicina.

Pelo menos enquanto continuarmos vivos.

O problema é que, para as inúmeras doenças a que invevitavelmente estamos todos expostos, nem sempre possuímos dinheiro para custear decentemente um tratamento que requeira:

SAÚDE

***

“Uma cama de hospital é como um táxi estacionado – com o taxímetro rodando.” (Grouxo Marx)

 

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