DIA DOS NAMORADOS

Namorados não se encontram com a razão – se encontram com a emoção.

Não há nada mais simples nas relações humanas do que definir o porquê de algumas serem tão profícuas e cativantes.

Enquanto outras tantas, simplesmente, não saem do lugar!

Em ambas as situações, tudo não passa de uma questão de… Empatia.

É a empatia que faz com que uma pessoa procure sentir o que outra pessoa esteja sentindo em uma determinada situação,  para tentar compreender seus sentimentos e suas emoções.

A empatia, quando alcançada em sua plenitude, faz com que uma pessoa se sensibilize com a dor, o sofrimento, a alegria, a satisfação – enfim, as emoções do outro, gerando uma espécie de cumplicidade, pelo fato de, ao se colocar em seu lugar, gerar uma necessidade psicológica de compartilhar com a outra pessoa essas emoções.

Mas, se é tão simples assim estabelecer-se o entendimento das relações humanas com base na empatia, por que então é tão difícil assegurar-se que ela ocorra automaticamente entre as pessoas?

Porque não há nada mais complexo nas relações humanas do que estabelecer em que condições a empatia ocorre; ou quando há apenas simpatia…

E quando sua variante oposta se manifesta – a antipatia.

O mesmo procedimento de conduta numa primeira pessoa pode gerar sentimentos diametralmente opostos em outras duas, desde uma simpatia velada na segunda como até uma antipatia explícita na terceira.

Por quê?

Não existe especificamente um porquê…

Namorados são assim…

Aliás, namorados não são assim!

Namorados são “mais ou menos assim”…

Pois “namorados apaixonados” quando têm reciprocidade, pensam que alcançaram a suprema realização…

E quando esses namorados não visualizam reciprocidade, imaginam-se abandonados…

Sem alternativas…

Sem se darem conta de que são muitos os fatores que influenciam a percepção humana.

Olhar…

Trejeitos…

Sotaque…

Tom de voz…

Roupas…

Vocabulário…

Sorriso…

Na realidade, há um sem número de fatores que influenciam nesse processo, os quais nem sempre são tão explícitos quanto se pode imaginar.

E esse processo se dá nas relações humanas de todas as naturezas: familiares, sociais, profissionais, amorosas…

O que fazer então, já que a “fila anda e a vida segue” e não dá para “parar o mundo” enquanto não se identificam todos esses fatores?

A fórmula é:

– Jamais baixar a autoestima, em qualquer circunstância.

Pois sempre haverá alguém desprezando uma pessoa pelo que ela é.

E outro admirando-a – pelo mesmo motivo!

A tal ponto de se tornarem namorados – eternamente…

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“Há diversos motivos para não se amar uma pessoa e só um para amá-la.” (Carlos Drumond de Andrade)

 

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