INEFICIÊNCIA

Ineficiência: ao mestre, sem carinho.

De onde vem a ineficiência?

Vem de tudo o que é feito sem carinho.

Ou, em outras palavras:

– Sem esmero;

– Sem cuidado;

– Sem interesse…

O tal do “fazer por fazer”.

Por exemplo, quando uma pessoa executa uma tarefa, se ela realizá-la sem se colocar na condição de quem será o usuário final, inevitavelmente ela estará realizando essa atividade sem o pressuposto básico da realização:

– Motivação. 

E, via de regra, essa pessoa executará essa tarefa sem os cuidados necessários para alcançar um resultado compatível com as expectativas, os sentimentos e, principalmente, as emoções de quem o receberá!

Para essa pessoa, não há qualquer sentimento de comprometimento com aquilo quer será fornecido a quem ela não faz a menor idéia de quem seja.

O usuário final, para ela, não significa nem um estranho…

Significa apenas…

Ninguém. 

A ineficiência não representa uma condição autônoma da natureza humana.

Ou, mais objetivamente, algo que surge do nada!

Representa, e isto sim, uma condição de indiferença por parte de quem tem a responsabilidade de realizar uma tarefa.

Que muitas vezes está relacionada à insensibilidade quanto à importância de sua atividade.

Ineficiência não está relacionada ao acaso!

Pelo contrário.

Ineficiência tem tudo a ver com liderança.

Ainda que inconsciente.

Pois, em última análise…

Se leva muito tempo para aprender a cometer os mesmos erros.

Na maioria das vezes…

Décadas!

O sistema de gestão tão alardeado pelo apregoado mundo moderno impôs uma perspectiva de avaliação supostamente objetiva quanto ao desempenho das pessoas em suas atividades profissionais.

Pena que, do mesmo ponto de vista objetivo, deixou de considerar o principal aspecto motivador das pessoas:

– A emoção

Pois são as emoções as principais responsáveis pela geração de energia na capacidade das pessoas em realizar!

De onde vem a ineficiência?

Da incapacidade das pessoas sentirem o que elas estão fazendo é importante, independentemente dos recursos de que disponham.

Muitas vezes nem todos os recursos estarão disponíveis para a execução de uma tarefa, por mais importante que a tarefa seja.

No mundo real, alguns recursos vão sobrar…

Mas na maioria das vezes eles vão faltar.

E onde entra a liderança quando se fala de busca por eficiência?

Entra justamente no momento de fazer seus subordinados se considerarem o principal cliente da empresa!

Procurar mostrar que não há simplesmente um estranho como usuário final de suas tarefas – e com quem nunca terá contato.

À liderança cabe fazer seus liderados liberarem toda sua capacidade de realização, como se estivessem produzindo algo para si mesmas – e esse será o fator primordial para que essas pessoas se sintam motivadas a liberarem suas emoções, e darem o melhor de si…

Independentemente do ambiente que as cerca.

Pois uma pessoa quando motivada emocionalmente, cumpre sua tarefa com prazer.

E é capaz de produzir coisas…

Maravilhosas!

Emblemáticas!

Surpreendentes! 

Por exemplo…

Filhos…

Ineficiência: um jogo sem vitoriosos – só perdedores…

***

“A vida não consiste em se ter boas cartas na mão e sim em jogar bem as cartas que se tem. (Josh Billings)

 

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