CONTROLE INTERNO EMPRESARIAL

Quando pensar em controle interno empresarial, procure refletir sobre os que as pessoas dizem que são capazes de fazer – e o que elas efetivamente fazem.

O mais perto da perfeição que um profissional chega é quando ele elabora seu “curriculum vitae”:

– Em 99% dos casos, eles são 100%…

Controle interno empresarial é um exercício de procura pela segurança nos negócios.

E sabe por quê tantos profissionais elaboram seu “curriculum vitae” de maneira tão, digamos, pretensiosa?

Porque, invariavelmente, eles sabem que a maioria das empresas não terá condições objetivas de avaliá-los adequadamente em seu desempenho, pelo menos no curto ou médio prazos – principalmente no caso das pequenas e médias empresas.

Afinal, o que não é medido, não é gerenciado – e, conseqüentemente, não tem como ser cobrado.

E a maioria das empresas (notadamente as pequenas e médias) não possui uma estrutura de controle interno suficientemente estruturada que viabilize o acompanhamento do cumprimento e da observância de padrões de procedimentos.

Aliás, muitas empresas nem ao menos possuem “padrões de procedimentos” para suas atividades operacionais básicas do dia a dia, um equívoco absolutamente comprometedor do ponto de vista gerencial.

Quanto mais um sistema de controle interno.

E por que isso?

Porque subliminarmente, na cabeça de quem usualmente decide, a conclusão é tomada com base no seguinte raciocínio:

– Sistema de controle interno empresarial não possui status de produção.

Isso porque um sistema de controle interno não é capaz de ser perceptível à maioria dos empresários como sendo gerador de receitas – pelo menos sob o ponto de vista imediatista, onde controle interno empresarial aparentemente só vem para gerar despesas.

Quando se tratam de empresas pequenas ou médias comumente isso se deve ao fato de seu principal administrador (independentemente do ramo de atividade) ser o principal acionista, ou simplesmente o “dono”, que raciocina da seguinte maneira:

– Se eu cheguei até aqui sem precisar de quaisquer sistemas de controle interno empresarial, por que vou precisar deles daqui para frente?

Essa é uma questão crítica na maioria das empresas, principalmente naquelas tidas como pequenas ou médias, e uma situação absolutamente crucial para o desenvolvimento de suas operações e, principalmente, sua continuidade.

É fundamental que esses empresários que num primeiro momento demonstraram serem possuidores de habilidades importantes no contexto das atividades de seu negócio, demonstrem também a mesma habilidade em perceber a evolução dos tempos e de seu próprio negócio .

Pois só assim estarão abertos à reavaliação de suas operações.

Não há ramo de negócio, nos dias atuais, que não requeira algum tipo de reinvenção – ou pelo uma inovação, se não de produto, pelo menos de idéias.

Algo mais ou menos parecido com o que acontece com qualquer ser humano que, a certa altura, se vê na necessidade de ter de fazer um exame de saúde que até então não fazia – colesterol, glicemia, triglicérides…

“Pra quê fazer tantos exames? Nunca tive nenhum problema de saúde”, diriam muitos deles.

E com alguns deles posteriormente, e infelizmente, vindo a sofrer com uma doença que poderia ter sido evitada.

Em resumo, uma empresa é muito parecida com o ser humano.

Pois investir no aprimoramento do processo de controle interno empresarial é como escovar os dentes.

Ninguém precisa escovar todos seus dentes, todos os dias!

Somente aqueles que quiser manter…

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“As únicas coisas que evoluem sozinhas em uma organização são a desordem, os conflitos e o baixo desempenho.” (Peter Drucker)