PROFISSIONAL OU SER HUMANO?

Como um profissional deve agir nos momentos críticos de sua carreira, quando tem de tomar uma decisão: com a razão ou com a emoção?

Eis aí a dúvida que mais aflige a cabeça de quem, minimamente, possui a consciência sobre a importância das pessoas a seu redor.

Para os que se autodefinem como sendo eminentemente racionais, essa questão pode parecer simplesmente obsoleta – afinal, como profissional, deve-se agir sempre conforme a razão.

Mas para aqueles se assumem como emocionais não há como alguém se considerar como profissional sem possuir um mínimo entendimento de como a natureza do ser humano funciona – afinal, muito do que se faz na vida tem como base apenas a emoção.

Então, como agir? Como profissional ou como ser humano?

Peguemos então a situação de um gestor; um gestor em uma posição qualquer, independentemente de sua área de atuação.

Que não necessariamente esteja preocupado com a questão de como agir – se como profissional ou como ser humano.

Como ser humano, é muito importante que um gestor profissional acredite que merece o crédito por tudo o que ele pensa que realizou sozinho.

Pois esse pensamento cria uma energia interna positiva, de “combustão psicologicamente explosiva”, fortalecendo-o internamente para enfrentar com maior segurança os novos desafios que, com certeza, se apresentarão cada vez maiores à medida que as metas anteriores forem sendo atingidas.

Porém, como profissional, é importante que esse gestor procure ter a consciência de que acreditar que realizou tudo sozinho é, no mínimo, uma ilusão.

Pois esse tipo de conduta, na rotina do dia a dia do trabalho e, principalmente, na convivência com os profissionais pares nas empresas, cria uma energia externa negativa, de “combustão socialmente explosiva”, gerando dentre aquelas pessoas que o cercam e que contribuem de maneira direta para a realização de suas metas (subordinados ou não) um ambiente de:

– Incerteza;

– Insegurança;

– Insatisfação;

– Fofocas;

– Intrigas…

Enfim, um sentimento de desconforto, em que os colaboradores começam a se considerar injustiçados.

O sentimento mais perigoso que pode existir para um gestor, quando disseminado dentre seus colaboradores…

Pois se trata de um sentimento originado da (e esse é o pensamento dos colaboradores!) falta de reconhecimento – e que poderá levar, muito provavelmente, à infidelidade por parte deles no desempenho de suas atividades no dia a dia.

A postura profissional de um gestor enquanto no desempenho de suas atividades pode muito bem ser ilustrado por uma das maiores lições que alguém pode tirar da ciência contábil, que é o de “partidas dobradas”!

Ou seja, alguém acreditar que realizou tudo sozinho não passa de uma absoluta… Insanidade!

O verdadeiro profissional sempre procurará manifestar seu reconhecimento sobre a participação efetiva daqueles que contribuíram para seu sucesso pessoal.

Na realidade, não importa se como profissional ou como ser humano, o que importa é o que se faz.

Quem fizer diferente estará, no médio/longo prazo, dando simplesmente um tiro no pé.

Por mais macho, ou fêmea, que esse alguém seja!

Pois nem um nem outro faz cria sozinho.

Independentemente se como profissional ou como ser humano, o importante é que você faça aos outros o que acharia ser honesto fazerem com você.

Pois é justamente aí que você vai demonstrar o sentido de sua vida profissional:

– A carreira;

– Um emprego que lhe garanta alguma estabilidade financeira para poder pagar as contas;

– Ou um trabalho qualquer que lhe preencha o tempo vago enquanto não souber direito o que quer da vida…

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“Não quero puxa-sacos perto de mim. Quero gente que me diga a verdade – mesmo que isso lhes custe o emprego.” (Samuel Goldwyn)