CLASSE MÉDIA: UM GRITO DA MINORIA

A classe média e seu grito:

– Afinal… Cadê a Direita no Brasil?

(Aquilo que poderíamos definir como algo parecido com o “PARTIDO REPUBLICANO” dos Estados Unidos.)

Defender a livre iniciativa, o trabalho, o esforço, enfim, ser a favor da meritocracia (a ascensão pelo mérito!) virou palavrão neste país!

Onde é que vamos parar?!?

Atualmente, todo político se apresenta como de esquerda!

(Menos… Menos…)

Na sociedade atual, do politicamente correto (no mundo em geral, mas no Brasil em particular), estão se esvaindo as condições para a manifestação de opiniões divergentes daquelas que representem contestação aos dogmas generalizadamente disseminados – quer seja pelo poder público, pela mídia ou pela imprensa, de maneira geral insípidos, inodoros e incolores, ou seja, condimentos absolutamente dispensáveis na concepção de qualquer prato minimamente tragável, uma vez que não acrescentam, via de regra, qualquer valor.

E, nessa toada, quem vai representar as pessoas esclarecidas e articuladas, com capacidade crítica e poder de reflexão, mas que estão sendo totalmente tolhidas, reprimidas, sufocadas… (leia-se: classe média) – se justamente são elas que possuem a capacidade de se contrapor ao status quo, ao apontarem o erro do rumo da boiada, que numa disparada sem fim, como é de praxe, dirige-se sempre em frente, com convicção:

– Rumo ao precipício…

Os defensores das minorias trabalharam tanto pela possibilidade de manifestação dessas minorias que acabaram por incorrer, tal qual em qualquer sistema hegemônico (pois acabou se transformando nisso), no mesmo escalabro que eles tanto contestaram (durante as ditaduras ao redor do mundo, passadas e atuais), a ponto de impor o constrangimento a um pai de família que sempre se esforçou em prover à própria família (sem esperar por quaisquer iniciativas do Estado) o devido sustento e condição de vida.

O sufoco da classe média no Brasil é sim econômico – por ser obrigada a pagar impostos escorchantes para manter a máquina pública, supostamente responsável por prover os serviços básicos, e ao mesmo tempo também ter de pagar seus médicos, professores, policiais…

Pois essa mesma classe média, além dos impostos, ainda tem de pagar por planos de saúde, escolas particulares, segurança privada…

Mas não só econômico.

Pois traz também lampejos de um sufoco filosófico.

Qual seja, em última análise: democracia não representa a possibilidade de voz das minorias? Pois é…

E quem é da classe média, com diploma universitário, apto e competente a desempenhar a contento as atividades para as quais se preparou ao longo de sua vida inteira, com suor e afinco, buscando o reconhecimento pelo seu mérito, dando duro o dia inteiro para pagar todas as contas em dia, sem qualquer subvenção do Estado, ou de qualquer outro ente público sujeito a interesses meramente eleitoreiros?

Afinal, a esta altura, a classe média é a minoria – a suprema minoria no Brasil!

E é isso o que a classe média está gritando:

Quem vai defendê-la perante o arbítrio do poder público legalmente constituído?

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“É de justiça, e não de caridade, que o mundo precisa.” (Mary Woolstonecraft)