GRAMPO

Por conta da evolução da tecnologia, basicamente, há dois tipos de grampos nas empresas:

– Os que usamos para prender papéis – mecânicos;

– Os que são usados para nos desprender de nosso papel – digitais…

As novas gerações não fazem a mínima idéia do que significa grampo – pelo menos em seu duplo sentido.

Grampo, em sua origem, significa um utensílio prático para juntar, anexar, ou simplesmente prender algum artefato a outro, tipo papel.

Mas também significa um artifício de acompanhamento, vigilância, diria até espionagem, das atividades de alguém:

– Um sistema de escuta clandestino, onde o telefone do vigiado era acompanhado, gravado, e considerado como prova numa qualquer eventual acusação.

Independentemente de qualquer autorização judicial.

Numa época em que só existia telefone fixo.

O termo, nesse último sentido, foi consolidado durante um período fúnebre da história do Brasil, quando se procurava saber o que alguém dizia a outrem, com o objetivo de se antecipar qualquer tipo de atividade que contrariasse as premissas da norma vigente.

E quais seriam essas premissas?

A submissão a suas idéias.

E quais seriam suas idéias?

Isso pouco ou nada importa.

Afinal, trata-se de uma época em que vigia uma ditadura:

– Opressora;

– Intolerante;

– Abusiva;

– Inconseqüente;

– Estatizante…

Calma!

Este texto não tem nada a ver com a realidade de países governados pelas esquerda burra.

Qualquer semelhança terá sido mera coincidência com a falta de:

– Saúde;

– Educação;

– Habitação;

– Transporte;

– Liberdade;

– Igualdade;

– Fraternidade;

– Privacidade…

E o que isso tudo tem a ver com uma empresa?

Que fique bem claro:

– Não existe e nunca existiu privacidade em qualquer empresa.

Como também nunca existiu em qualquer país.

Ainda mais quando esse país não sabe para onde vai.

E por conta disso muito menos existe empresa no mundo atual minimamente atualizada que não monitore as atividades de seus funcionários ou colaboradores.

Nem que seja pelo simples fato de reconhecer que tem de fazer isso – nem que seja por conta de sua própria sobrevivência…

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“A humanidade está adquirindo a tecnologia certa pelas razões erradas.” (Richard Fuller)

 

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