MAIORES EMPREGADORAS DO BRASIL

LISTA com as 10 maiores empregadoras do Brasil, compilada com base na “Maiores e Melhores 2013” da revista Exame:

 

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Empresa

Vendas
líquidas
(US$ mil)

Lucro

(US$ mil)

Setor

Empregados   

1

Odebrecht

4.696.447

279.615

Construção

127.056

2

E.C.T.

7.052.055

450.096

Serviços

117.900

3

Petrobrás

109.713.317

7.930.628

Energia

61.878

4

Pão de Açúcar

9.617.171

393.908

Varejo

60.923

5

Nova Casa Bahia

8.015.157

NI

Varejo

55.794

6

BRF

7.193.845

10.439

Consumo

54.079

7

Vale

28.989.381

1.984.724

Mineração

52.379

8

Cencosud

2.989.720

-34.852

Varejo

34.712

9

Magazine Luiza

3.391.875

-17.649

Varejo

25.183

10

Volkswagen

13.440.970

NI

Automobilístico

22.350

3 constatações:

1 – As 10 maiores empregadoras, juntas, respondem por aproximadamente 612 mil empregos diretos gerados no país.

2 – As 10 maiores empregadoras tiveram vendas líquidas (receita líquida) em conjunto de US$ 195 bilhões.

3 – As 10 maiores empregadoras, considerando-se o controle societário, estão representadas por 7 empresas brasileiras (sendo 5 com controle privado e 2 com controle estatal), 1 francesa, uma chilena e uma alemã.

3 insights:

1 – A Odebrecht, empresa privada com vendas líquidas equivalentes a menos de 5% das vendas líquidas auferidas pela Petrobrás (uma empresa de controle estatal monopolista), gera para o país o dobro de empregos que a referida monopolista – tida como “patrimônio nacional”…

2 – Dentre as 10 maiores empresas do Brasil, não há um único representante do setor financeiro, notadamente o bancário (onde o Brasil se destaca com grandes “corporações”, tanto com controle acionário privado quanto estatal), isso porque o levantamento da Exame simplesmente exclui o setor bancário desse levantamento: os sindicatos perderam o “bonde da história”, ou foi a história que mudou o trajeto do “bonde”?

3 – Na coluna ‘Lucro’, o valor auferido pela Volkswagen é reportado como “NI”, ou seja, “Não Informado”; como é que uma empresa que emprega 22.350 empregados não disponibiliza uma informação tão fundamental para a avaliação de sua condição de sustentabilidade? Que fique bem claro, não se trata de uma deficiência ou manipulação da empresa, mas simplesmente daquilo que dependia da iniciativa das instituições brasileiras: exigir essa informação. Como a legislação estabelecida (por políticos, sempre é bom ressaltar…) não exigia essa informação, a empresa, com toda razão (“por que divulgar uma informação estratégica ao mercado, que possa eventualmente ser utilizada por concorrentes, interessados, ou afins…”), simplesmente não a divulgou. Culpar a empresa, só porque ela é alemã…? Que tal assumir a incompetência dos legisladores brasileiros em garantir minimamente a “defesa dos interesses nacionais”?

1 conclusão:

– Emprego não depende do que é dito, depende do que é realizado…

***

“Os homens impulsionam os negócios – e os negócios arrastam o homem.” (Duque de Lévis)

 

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