PERFEIÇÃO

Quem dentre todos os seres humanos existentes sobre a face da Terra não gostaria de sabê-la?

O problema é que infelizmente a perfeição não pode ser simplesmente traduzida através de uma fórmula.

Pois cada um de nós representa um resultado único no processo de evolução e depuração da natureza – decorrente principalmente de nossos próprios hábitos e experiências de vida.

Ou, mais precisamente, daquilo que repetidamente fazemos.

Pois o que repetidamente fazemos determina naturalmente uma evolução de nossa habilidade em fazê-lo.

Quanto mais dirigimos um carro, melhores motoristas nos tornamos.

Quanto mais praticamos um esporte específico, melhores jogadores do que já pudemos ter sido nesse esporte nos tornamos.

Quanto mais executamos uma determinada tarefa específica no trabalho, melhores expoentes nesse procedimento nos tornamos – e melhores do que já teríamos sido em situações anteriores.

Essa evolução em nosso fazer é a mais pura indicação de nosso aprimoramento pessoal, onde nos tornandos paulatinamente melhores no presente do que já fomos no passado.

Mas, ao sermos melhores, isso não significará que teremos atingido a perfeição, qualquer que seja a atividade.

E para muitas pessoas, essa constatação pode implicar em um trauma: físico, social, mental, espiritual, profissional…

O que não chega a ser um alento, muito menos um consolo – ou o que quer que seja!

Buscar a perfeição significa, no mínimo, um caminho sem volta para o fracasso!

Pois muitas pessoas sucumbem em seu projeto de vida, deixando de usufruir as benesses do estágio que já teriam alcançado, pelo simples fato de se sentirem impossibilitados de atingir esse grau de realização plena – a perfeição.

As pessoas não deveriam nutrir ilusões quanto a alcançar a perfeição.

Afinal, ninguém nunca vai atingi-la…

Porque a perfeição é como um camaleão – quando alguém acha que sabe como ela é, ela já mudou de tom.

A maioria das pessoas já poderia ser muito melhor do que é como ser humano se não quisesse ser perfeito em alguma atividade específica.

Às vezes, uma pequena imprecisão economiza uma tonelada de explicações!

E quando se trata de perfeição, é melhor um diamante com falha, do que uma pedra perfeita…

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“É melhor ‘aproximadamente’ agora do que ‘exatamente’ nunca.” (Nizan Guanaes)

 

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