GENIALIDADE

Genialidade?

A maioria das pessoas pensa que a genialidade nasce do nada, sem se darem conta de como é duro para quem a tem ter de lidar com todos os idiotas do mundo.

Por alguma razão insólita (sempre considerei a palavra “insólita” um tanto quanto que insólita!), a sociedade contemporânea passou a induzir as pessoas a não parar para pensar.

Como resultado de um lampejo de introvisão absolutamente metafórico de minha parte (bonita essa frase, não?), acredito que provavelmente o não “parar para pensar” se deva a reminiscências de nossa ancestralidade primitiva – herança genética de nossa origem primata: tipo quando o ser humano era mais parecido com macaco do que com ser humano.

Em que numa luta, aquele que parasse diante de seu oponente para raciocinar, analisando justamente a postura do oponente (em vez de partir diretamente para cima dele) estaria transmitindo aos olhos de quem os estivesse assistindo uma postura de fraqueza!

Por achar que quem parasse estaria tentando evitar o confronto – quando, na realidade, poderia ele estar simplesmente avaliando os processos que envolviam seu adversário, para melhor defender-se e mais eficientemente atacá-lo.

Considerando-se que eventualmente (dia sim, dia não também) conceitos primitivos ainda “persistam” no contexto da sociedade “moderna”, qualquer pessoa que tenha a genialidade de procurar antecipadamente avaliar o processo em que se envolverá, poderá ser simplesmente considerada como fraca.

Pois, também na sociedade, dita moderna a genialidade virou fraqueza.

Parar para pensar?

Nem pensar!

A sociedade dita como moderna detonou o exercício do raciocínio…

E qual o resultado:

– O mundo está repleto de um bando de papagaios (o que não tem a ver com pipas!), em que sempre tem alguém que repete o que algum outro já disse.

Já que ninguém para para pensar!

Um sistema de aplicações contínuas de procedimentos de um mesmo processo (aham, uhum… ahah… Cadê o manual?).

E as pessoas, de maneira geral, vão ficando cada vez mais robotizadas, e consequentemente menos criativas, menos capazes de exercerem a reflexão.

Ou seja, acabam se tornando simplesmente:

– Robocops!

Seguindo um programa mental que foi, intencional e inadvertidamente, implantado em seus “chips” cerebrais.

Vai daí que, qual seria a resposta para a pergunta de um milhão de dólares (ou dois… ou três… ainda estou pensando em qual seria o melhor valor):

– Que tipo de profissional as empresas procuram?

Como despertar a própria genialidade num ambiente social em que o gênio, antes de qualquer coisa, é considerado um cara fora de sintonia?

Qual é o ponto? Quem é que disse que as empresas procuram por profissionais que façam o que qualquer profissional pode fazer?

Se você só se preocupar como os outros vêem em você, nunca vai mostrar o que eles não enxergam…

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