A ARTE DA GESTÃO: ATOS X PENSAMENTOS

O que é mais importante na arte da gestão: nossos atos ou nossos pensamentos?

Fique esperto: os pequenos atos que executamos no dia a dia podem ser muito mais importantes na definição do destino de nossas vidas do que originariamente tenhamos planejado em nossos pensamentos…


O conselho de administração de uma grande empresa entendeu que estava na hora de mudar o estilo de gestão vigente, insatisfeita que estava com os resultados até então.

O diretor-presidente em exercício tinha como perfil ser uma pessoa comedida, sem quaisquer atos de arroubo.

Alguém que administrava a empresa sempre considerando os custos e benefícios de qualquer decisão:

– Sem atos de ousadia…

– Sem atos de impacto…

– Sem atos de ambição…

Simplesmente… Administrava.

E por conta de tudo isso, o conselho de administração resolveu demitir o até então diretor-presidente, e contratar um novo.

Que chegou determinado a agitar as bases!

E implantar um novo estilo de pensamento, para tornar a empresa mais rentável e produtiva.

No primeiro dia, entusiasmado com o novo desafio em sua carreira, e acompanhado dos principais assessores, fez uma inspeção pessoal a todas as dependências da fábrica.

No armazém todos estavam trabalhando; mas…

Um rapaz… Um jovem… Quase um garoto…

Chamou-lhe a atenção – por estar encostado na parede com as mãos no bolso.

Vendo uma boa oportunidade de demonstrar a nova filosofia de trabalho que ele pretendia implantar na empresa, o novo diretor-presidente perguntou ao rapaz:

Quanto é que você ganha por mês, “rrrappazzz”?

– Eu? R$ 1.000,00; por quê? – respondeu o rapaz.

O novo diretor-presidente tirou R$ 1.000,00 do bolso e os deu ao rapaz, dizendo:

– Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça e não volte aqui nunca mais!

O rapaz, surpreso com a atitude de quem lhe falava, guardou o dinheiro e, mais que depressa, saiu correndo…

O diretor-presidente então, enchendo o peito, pergunta ao grupo de operários que presenciou a cena:

A partir de hoje, esse será o pensamento a ser cultuado por todos em nossa empresa!

– 

– Não quero ninguém encostado na parede, esperando que alguém lhe diga o que tem de fazer; todos terão de ter iniciativa para buscar o pleno cumprimento de suas responsabilidades… Se alguém não souber o que tem de fazer, isso será única e exclusivamente uma manifestação tácita de sua falta de compromentimento com nossos princípios e, conseqüentemente, com nossa missão!

– Por exemplo, algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui em nossa empresa?

– Sim, senhor (responderam em coro os atônitos operários): era um motoboy que veio entregar uma pizza – e estava aguardando o pagamento…

– 

***

“A alta gestão executiva exige quatro tipos diferentes de pessoas: pessoas de idéias, pessoas de ação, pessoas de gente e pessoas de frente.” (Peter Drucker)

 

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