MENTIRA

Mentira:

– Um exercício de imaginação em que numa afirmação a realidade é ignorada.

Só que uma afirmação só será considerada como mentira quando se tratar de um exercício de imaginação que não se possa comprovar.

Mentirosos amadores dão detalhes – os profissionais, jamais!

Detalhes como:

– O que;

– Quem;

– Quando;

– Onde;

– Como;

– Quanto;

– Por quê…

Quando alguém diz alguma coisa sem oferecer a quem está ouvindo as informações básicas necessárias para que seja possível avaliar o que está sendo falado o que ele faz é simplesmente provovar no ouvinte a necessidade de recorrer à sua imaginação!

E esse é um dos principais motivos porque há tantas pessoas que mentem tanto: porque na maioria das vezes quem as escuta nem sempre se dá conta de como é importante tentar projetar em sua mente as situações relatadas quando as outras pessoas falam!

Porque a maioria das pessoas não está nem aí quando se trata de procurar entender, compreender, interpretar e principalmente se colocar na posição de quem fala, para decifrar o conteúdo do que lhes é dito e se perguntar: faz sentido?

E daí, como ficamos?

Ficamos assim:

– Sempre serei solidário com quer que seja que se apresente como proprietário – e que se disponha a vender o viaduto do chá ao primeiro que lhe aparecer pela frente, alegando não ter alternativas outras para poder pagar o enterro de sua avó…

Mas nem sempre serei solidário com o eventual comprador – a menos que ele tenha se disposto a demonstrar que realmente excercita sua imaginação e perguntar ao vendedor sobre sua avó:

– O que a matou: a dengue hepática ou a esfinge de Tebas?

– Quem a matou: o filho do irmão ou o sobrinho?

– Quando morreu: sábado de Páscoa ou domingo de aleluia?

– Onde morreu: no Rio de Janeiro ou no rio Tietê?

– Como morreu: aos poucos ou de uma vez?

– Quanto custa o enterro: um viaduto do chá ou do café?

– Por que morreu: propedêutica lógica ou semântica?

E se ainda assim, mesmo considerando as respostas dadas como desconexas, o eventual comprador se sentir tentado a acreditar nelas, e daí?

Quem se importa?

A maioria dos seres humanos pode sobreviver dias a fio, mesmo num ambiente inóspito e de total isolamento, se tiver pelo menos pão e água.

Mas ninguém conseguirá viver a plenitude de sua existência se não tiver pelo menos alguma mentira com que possa sonhar em torná-la realidade:

– Amor;

– Autocontrole;

– Saúde;

– Família;

– Amizade;

– Emprego;

– Trabalho;

– Riqueza;

– Conhecimento;

– Espírito…

E, em última análise, é esse o resultado esperado em qualquer exercício de imaginação: contestar as mentiras da realidade até que elas se tornem as verdades dos sonhos.

Afinal, não o fosse assim…

Qual seria a graça da vida?

***

“Uma verdade sem graça pode ser eclipsada por uma excitante mentira”. (Aldous Huxley)

 

IRONIA

Ironia faz parte de uma das mais áridas áreas de estudo da comunicação humana.

Que é aquela em que se trata da lingüística – ou, de maneira simplória, aquela que estuda o que as palavras quando faladas tiveram por objetivo transmitir ao ouvinte dentro do contexto em que foram ditas.

Essa aridez decorre do simples fato de ser invariavelmente quase impossível reconstituir todos os elementos históricos representativos do cenário em que ocorreram.

Não se trata só de uma reconstituição física, e portanto concreta – pois estão aí as telenovelas para demonstrar que essa é uma das facetas mais simples.

Trata-se isso sim (e é essa a maior dificuldade) de uma reconstituição do ambiente psicológico, e portanto abstrato, de um determinado contexto.

Pois tudo o que é abstrato não é corpóreo, não é palpável, não é visível aos olhos.

E, conseqüentemente, torna-se subjetivo.

E ao se tornar subjetivo, abre a possibilidade para as mais diversas interpretações de quem ouve…

Num diálogo qualquer, do ponto de vista científico, como afinal determinar quais são as emoções das pessoas envolvidas?

Seus sentimentos?

Suas angústias?

E como, efetivamente, isso influencia no sentido daquilo que ambas falam?

Não há nada mais subjetivo do que uma ironia.

Uma ironia representa o suprassumo do embate intelectual:

– Entre quem fala e quem ouve.

E por isso nem sempre é produtiva.

Uma ironia, para ser bem feita, deve sempre levar em consideração o ponto de vista da pessoa que a ouve – e que nem sempre está prestando atenção em detalhes.

Pois ironia é isso:

– Atenção nos detalhes.

E os detalhes representam por si só a maior e melhor fonte de uma “boa” ironia:

1 – Quando seu chefe diz: “Você, tão eficiente, não terminou aquele relatório ainda até agora?” – ele pode estar querendo dizer: “Meu, cê tá ferrado se eu tiver de trabalhar no fim de semana para cobrir tua ineficiência!”

2 – Quando sua namorada diz: “Nossa, meu querido! Não me lembro de quando eu te achava muito elegante ter visto você vestindo essa sua camisa!” – ela pode estar querendo dizer: “Pombas, Mané, vai sair comigo como se fosse pedreiro indo trabalhar em alguma obra?”

3 – Quando sua esposa diz: “Ai querido, nem você vai acreditar o quanto economizei hoje durante minhas compras no shopping!” – ela pode estar querendo dizer: “Meu, paga essa conta senão você vai se arrepender pelo resto de tua vida a próxima vez que eu for fazer compras no shopping!”

4 – Quando seu filho pergunta: “Papai querido, por acaso eu sou adotado?” – ele pode estar querendo dizer: “Meu, que droga de presentes são esses que você vive me dando? Vê se te enxerga, cara!”

5 – Quando sua empregada pergunta: “Seu Manoel, sinto-me bem trabalhando aqui, mesmo que exaustivamente dia após dia, mas trabalho não é tudo na vida de uma pessoa, por isso gostaria que o senhor me dispensasse de trabalhar no próximo sábado, porque minha sobrinha vai casar, tudo bem?” – ela pode estar querendo dizer: “Seu Mané, tenho uma baladona no sábado e nem que a vaca tussa eu deixo de ir – se não gostou, trate de ir aprendendo como se lava louças e se esfrega o chão, pois o “bolsa-família” já me garantiu… De montão!”

Afinal, no dia a dia da vida, em que se basear para interagir socialmente:

– No que é falado; ou,

– No que é dito?

Na dúvida, não hesite.

Pois não há nada pior na vida de alguém do que fazer uma ironia e constatar que as pessoas que a ouviram não entenderam que o que foi dito é justamente o que não foi falado…

***

“Idiota mesmo é o sujeito que, ouvindo uma história com duplo sentido, não entende nenhum dos dois.” (Millôr Fernandes)

 

FINANÇAS

Finanças?

A gestão de ativos financeiros, considerando o funcionamento das instituições, dos mercados, e dos sistemas financeiros, quer seja em nível nacional ou internacional.

O que isso significa na prática?

Já que é impossível para qualquer pessoa, qualquer que seja, possuir o pleno entendimento de todos os fatores que envolvem esse universo de informações.

A essência da prática da administração das finanças:

– Assumir o risco… Que se entende!

Você entende as 10 regras básicas dos riscos nas finanças?

1 – Juro é o preço que se paga pela impaciência.

2 – A única diferença entre dinheiro e adubo é o cheiro: portanto, quando se fala de finanças pessoais (seja um aplicador ou agricultor), pouco importa sobre qual deles esteja se falando – o importante é colocá-lo onde se possa obter frutos.

3 – Em termos de finanças pessoais, uma modalidade de aplicação financeira só pode ser considerada como interessante se for como o vento – e o vento só entra em algum lugar porque tem saída.

4 – Aplicações financeiras não têm sentimentos – portanto, jamais se prenda a qualquer uma delas pelo fato de achar que alguma delas lhe deve alguma coisa.

5 – Quando se procura por dinheiro, um banco é o melhor lugar para achá-lo – desde que se prove ao gerente que não se precisa dele.

6 – Mesmo sabendo que banco não empresta a quem precisa de dinheiro, e ainda assim alguém se decidir por um empréstimo ou financiamento, deverá procurar fazê-lo à moda de nossos avós, ou seja, pensando em pagá-lo – não há nada mais prejudicial no mundo das finanças do que, também como diziam nossos avós, um nome sujo na praça.

7 – Procure estabelecer um orçamento para suas aplicações – desde que esse orçamento não seja para determinar um dinheiro que já se gastou.

8 – Abril costuma ser um mês sujeito a variações significativas no humor dos mercados financeiros; julho costuma ser um mês incerto em termos de perspectivas na área das finanças; janeiro é um período de extrema volatilidade; outros meses, como fevereiro, março e maio não garantem segurança absoluta; junho, dezembro e setembro também representam períodos incertos no que se refere às finanças pessoais; novembro, outubro e agosto são meses que não possuem, historicamente, garantia de retorno garantido.

9 – O mercado financeiro é como o clima; nem sempre a gente concorda como ele se comporta mas, ao fim e ao cabo, de que adianta não concordar?

10 – Finalmente, tenha em mente: muitas vezes, no que se refere a finanças pessoais, a melhor aplicação será aquela que não se fez.

Afinal, a administração das finanças se resume em saber quando comprar e saber quando vender – não necessariamente nessa ordem!

Pelo menos se você quiser uma segurança mínima sobre como garantir alguma RENDA

***

“No mercado de ações, cada vez que alguém compra, outro vende – e ambos pensam que são espertos.” (William Feather)

 

PALAVRAS

Palavras?

Você sempre será responsável pelo que cativa.

Palavras podem criar realidade – mas a realidade nem sempre pode ser traduzida por palavras.

Dicionário?

Esqueça!

O conceito a qual me refiro remete ao óbvio.

Tudo num dicionário será sempre simplesmente literal.

E quando se é literal, não há sentimento.

Qualquer letra fria sempre será letra morta…

Sinceramente, quem não gostaria de ter tido acesso a algum manual que o orientasse de maneira prática sobre como usar o mais importante e perigoso recurso do ser humano enquanto em sociedade:

– As palavras.

Sim, as palavras.

E que isso tivesse ocorrido por volta dos 15 anos de idade…

Aliás, nem sempre há a necessidade de sejam palavras – na maioria das vezes, basta apenas uma palavra.

Na realidade, não há muito mistério sobre as regras sociais que envolvem o uso das palavras.

Elas são simples.

Muito simples.

Mas são cruéis – muito cruéis.

E são cruéis porque as palavras representam tanto o remédio, quanto o veneno.

Pois as palavras nunca serão uma representação concreta da realidade.

Serão sempre apenas mais uma fonte para sua interpretação – e muito provavelmente a mais abstrata (ou seja, subjetiva) para avaliação de terceiros sobre a pessoa que fala.

Pois o que uma pessoa fala estará sempre condicionado à interpretação de quem a ouve.

E será uma das principais fontes de avaliação sobre o que os outros pensam sobre ela – ainda que essa pessoa nunca tenha pensado nisso.

Tenha muito cuidado com as palavras.

Pois você será sempre responsável, independentemente de seu sentimento, pelo que você cativa:

1. Fale de acordo com o que pensa, e aja de acordo com o que fala; usualmente, as pessoas dão muito valor ao que é dito e, ao que é feito, só se estiver em linha com o que é dito; se alguém ao convidar para um jantar falou, por exemplo, que serviria almôndegas e, de última hora, optou por servir caviar para impressionar, todos que lá estiverem se lembrarão disso, nem que seja por chacota.

2. Encontrar defeito é fácil, mas fazer melhor pode ser muito difícil; portanto, ao criticar negativamente algum feito, assegure-se antes de falar que possa realizar, ou pelo menos sugerir, algo melhor do que o que foi criticado.

3. É muito fácil falar – mas nem tão fácil conviver no dia a dia com as consequências do que se falou; portanto, tenha sempre em mente que, se um dia você disse que gostava de jiló, muito provavelmente, um dia você vai ter de comer jiló.

4. No mundo ideal, buscamos “condutas”; no mundo real, encontramos “discursos”; procure entender que ninguém busca o que já encontra a esmo, ou seja, o mundo real – de maneira geral, as pessoas procuram “condutas”, pois já estão “cheias” de discursos.

5. Finalmente, entre ficar calado e falar a esmo, é melhor parecer um tolo por um momento ao ficar calado, do que “abrir” a boca – e confirmar as suspeitas dos outros pelo resto de sua vida.

Palavras nem sempre serão capazes de traduzir para outro cérebro tão complexo quanto o nosso o que já é por natureza complexo em nosso coração…

***

“O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.” (Barão de Itararé)

 

INTELIGÊNCIA

Inteligência:

– Quantas pessoas você conseguiu enganar hoje?

Infelizmente, estamos passando por um processo de desconstrução moral ímpar na história deste país.

Onde tudo o que foi construído com muito esforço, dedicação e sacrifício pelo povo ao longo das últimas décadas vai, paulatina e intencionalmente, sendo reduzido a pó.

Por conta da incapacidade técnica daqueles que deveriam justamente desempenhar o papel de guardiões da ordem institucional da pátria.

Como é que um país pode ser considerado minimamente sério, quando suas principais lideranças assumem posturas de completo desequilíbrio mental?

Alguém acha que isso passa incólume ao redor do planeta?

Quanta ingenuidade!

Isso sim seria abusar da inteligência dos outros:

– Alemães;

– Italianos;

– Japoneses;

– Franceses;

– Canadenses;

– Estadunidenses (vulgo “americanos”)…

E por que isso está ocorrendo? Por conta do menosprezo que o poder constituído faz de nossa capacidade de discernimento, de nossa capacidade de reflexão, de nossa capacidade de interpretarmos o que ocorre ao nosso redor!

Segundo esse poder constituído, somos todos inaptos! Somos todos palermas! Na realidade, segundo eles, somos todos… “Inútil”!

Por sermos, segundo a crença deles, incapazes de avaliarmos o que quer que seja: não só o certo ou o errado, mas qualquer coisa que ocorra ao nosso redor!

Inteligência não tem necessariamente a ver com honestidade.

E é justamente esse o ponto em questão!

O maior problema da inteligência é quando ela é utilizada por pessoas que não possuem qualquer conceito de moral, de ética e principalmente de princípios:

– Posturas bizarras…

– Comportamentos pueris…

– Raciocínios desconexos…

Fazer uso do exercício de um cargo público apenas para tentar impor idéias e auferir benefícios em prol de si mesmo, ou de quem lhe interessa, não é socialismo – muito menos neoliberalismo!

É ignorância selvagem! Justamente aquela que as esquerdas mais radicais sempre consideraram como o mais torpe no capitalismo!

Inteligência na cabeça de desonestos dá nisso: menosprezo pela inteligência dos outros!

Mas a vontade de crescer pode tirar qualquer pessoa de seu estado de ignorância.

A inteligência pode até ser apenas um farol que nos guia.

Mas é o farol que nos permite avançar em direção ao porto em que queremos chegar.

E que nos fará aportar com segurança!

Para continuarmos nossa busca ao próximo porto, e ao próximo, e ao próximo…

Até que um dia, somente com base em nossa inteligência, a gente não precise mais de qualquer porto!

Por conta de finalmente não precisarmos de algo que não seja tão “inútil”!

A principal qualidade de um barco consiste em navegar!

Não em atracar…

***

“A inteligência é quase inútil para quem não tem outras qualidades”. (Alexis Carrel)

 

PROBLEMAS NO TRABALHO: O QUE FAZER

Problemas no trabalho todo mundo tem – a questão é saber o que fazer quando eles insistem em nos confrontar…

Jorge estava furioso; tinha acabado de sair da sala do Victor, onde ouvira tudo o que não queria – e mais alguma coisa…

E foi direto falar com o Orlando:

– Oi, Orlando!

– Oi, Jorge…

– Pô, cara, cê acredita que o Victor acabou de me dar um esporro?

– É?

– Não, cara, é sério! Que baita falta de sensibilidade!

– Por quê?

– Só porque não pude ir à reunião do comitê de avaliação…

– É; também senti sua falta na reunião…

– É, mas não foi sem motivo! Tive meus problemas!

– É?

– E muitos problemas; cê sabe de minha postura profissional!

– …

– De meu senso de responsabilidade!

– …

– De minha dedicação à empresa!

– …

– Eu tive meus problemas – e expliquei para ele, mas mesmo assim, ele não deu a menor bola…

– …

– Fez que nem era com ele…

– …

– Claro… Ele só quer resultado!

– …

– Não tava nem aí com meus problemas…

– Ahnnn, Jorge, afinal: o que aconteceu?

– Minha unha encravada, cara… Cê acredita? Inflamou!

– …

– Como é que eu poderia chegar aqui no horário?

– …

– É incrível como certas pessoas não possuem um mínimo de sensibilidade para avaliar os problemas que fazem as pessoas agirem como agem!

– …

– …

– …

– Orlando… Tudo bem?

– …

– Orlando?

– …

– Orlando!

– Oi…

– Tá tudo bem contigo?

– É…

– É?

– É…

– O que foi, cara? O que está acontecendo? Fala comigo, se abre! A gente é amigo! Amigo é para essas horas: as horas de dificuldade!

– …

– Fala!!!

– Sabe o que é: é que ontem tive de internar minha mãe numa clínica psiquiátrica…

– Sério? Por quê?

– Ela sofreu um choque nervoso depois que meu pai teve de ser operado às pressas para implantar duas pontes de safena…

– …

– Mas aí eu tive de levar o Orlandinho pro hospital, porque ele teve uma crise de asma…

– Seu filho…

– É… Mas a Sandrinha, minha filha, também passou mal… E ela acabou indo junto… E os dois acabaram ficando internados…

– Ahnnn… Mas, e sua esposa…?

– Anteontem tivemos uma discussão pesada – ela já vinha reclamando muito de minha ausência, de minha dedicação integral à empresa…

– E?

– Bem… Ela saiu de casa e foi para a casa da mãe…

– …

– …

– Cara, cê tá vivendo todo esse drama pessoal, e eu aqui com churumelas… Que mico! E eu aqui me queixando…

– …

– Cara, desculpe! Me desculpe pela minha inconveniência!

– Ah, Jorge, para com isso!

– Para com isso? Meu, cê deve estar um caco!

– Não: nem de longe…

– Não? Puxa: pensei que tivesse pisado na bola!

– Ah, isso sim, você pisou na bola, e muito!

– Pisei?

– Claro! Eu tinha chegado para trabalhar normalmente, cheio de energia e entusiasmo, como faço todos os dias…

–  ?

– Pô! Precisava me lembrar de minha unha encravada?

– …

***

“O pior dos problemas da gente é que ninguém tem nada a ver com isso.” (Mario Quintana)

 

SUTILEZA

Sutileza?

Atitude de se dizer algo de maneira leve na forma, mas pesada na essência.

Sutileza tem a ver com a atitude adotada em se dizer algo, não com a essência do que se diz – pois, em essência, uma pessoa pode ser extremamente dura quanto ao que diz…

E absolutamente suave na maneira como fala.

Pelas empresas por onde passamos ao longo de nossa vida profissional, nos defrontamos com os mais variados tipos de pessoas:

– Pessoas que reclamavam de tudo;

– Pessoas que não reclamavam de nada;

– Pessoas que ouviam quem quer que fosse;

– Pessoas que não ouviam ninguém;

– Pessoas humildes;

– Pessoas arrogantes;

– Pessoas discretas;

– Pessoas escadalosas;

– Enfim, pessoas…

E, ao fim e ao cabo, quais foram as situações que mais marcaram nossa experiência?

– Há pessoas que são leves em sua conduta, mas pesadas em seus argumentos – humildes;

– Há pessoas que são pesadas em sua conduta, mas leves em seus argumentos – arrogantes…

E o que isso tem a ver com sutileza? Tem a ver que não há como ser sutil sem se respeitar a premissa básica do exercício da sutileza:

– Ser “marcante”, sem ser “errante”.

O exercício da sutileza não atira para todos os lados, a qualquer tempo, pois quando se atira para todos os lados, corre-se o risco de se atingir quem menos se espera – incluindo as pessoas que amamos…

Eis aí a importância da sutileza:

– A bala certa, na hora certa – mas sempre para quem vestir a carapuça.

Ser sutil é isso: registrar de maneira tácita sua participação dentro de um processo, de um contexto, sem que essa manifestação possa ser considerada pelo ouvinte como ofensiva.

Sutileza tem a ver com realização – não com marketing…

Tal qual aquele padre, ao receber o casal de noivos que queriam reservar a data para a cerimônia de casamento…

– E então: Jorge e Maria querem se casar?

– Não, padre… Viemos até aqui para comprar nossas fantasias para o próximo desfile de carnaval…

– …

– Desculpe, padre… Brincadeirinha…

– Então: Jorge e Maria querem se casar?

– Não, padre… Viemos até aqui para uma sessão de descarrego…

– …

– Ahnnn… Desculpe, padre… Brincadeirinha…

– …

– Padre, sinceramente… Desculpe-me pelas minhas brincadeirinhas… Gostaria que não as considerasse como ofensas!

– …

– Por favor, não se sinta magoado por minhas brincadeiras…

– Jorge, pode ficar tranqüilo. Em hipótese nenhuma eu me sentiria ofendido com quaisquer comentários de nossos fiéis – e muito menos magoado com você.

– …

– E tanto não me sinto magoado que me disponho a realizar a cerimônia de seu casamento gratuitamente.

– Sério?

– Claro! Para celebrar o casamento de seus pais também, no mesmo dia.

– ?

– Desde que sua mãe descubra quem é seu pai…

– …

O que significa sutileza:

– Palavras leves; argumentos pesados…

***

“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a ouve.” (Michel de Montaigne)

 

COMPORTAMENTO PROFISSIONAL

Comportamento profissional?

Nada é tão grande que possa nos fazer agir pequeno…

***

Toda empresa, e isso não é privilégio exclusivo de nenhuma em particular, possui funcionários com características negativas em seu comportamento profissional:

1. Alguns são acomodados;

2. Outros não têm a noção exata da responsabilidade do seu trabalho;

3. Há os que são inflexíveis com os clientes;

4. Há também os que são indisciplinados em relação aos seus objetivos e os da empresa;

5. Muitos são simplesmente desorganizados nas suas atividades do dia a dia e no controle do tempo;

6. Sem falar naqueles que têm um processo de pensamento (raciocínio lógico) que atrapalha o seu comportamento;

7. E há sempre aqueles que intencionalmente procuram afetar a produtividade e a competitividade da empresa, motivados por um sentimento de injustiça combinado com vingança;

8. Alguns são bons em mandar, mas ruins em obedecer, esquecendo-se que na vida todo mundo sempre manda em alguém – e também inevitavelmente obedece a alguém. E são justamente essas pessoas que não conseguem mandar adequadamente em si mesmas, pois exigem muitos mais dos outros do que de si mesmas;

9. Há aqueles que deixam tudo para depois – o famoso “empurra com a barriga”, em que as coisas importantes sempre ficam para mais tarde, sabe DEUS quando será isso;

10. Não há como não citar aqueles que nunca colocam sua atenção plena em nada do que fazem – do cuidado com o corpo e com as roupas à organização da agenda e das gavetas, e no trato com as pessoas, quem quer que sejam elas; invariavelmente, são profissionais que ainda não entenderam que tudo o que tem de ser feito, merece ser bem feito;

11. Há os que a simples sensação de não saber e de não conseguir fazer alguma tarefa os torna totalmente possuídos por um sentimento de paralisia total – sem se preocuparem em buscar uma solução que diminua a diferença entre sua dificuldade e sua habilidade de fazer, tornando tudo cada vez mais impossível;

12. Finalmente, a pior das atitudes no comportamento de um profissional: sua falta de proatividade em assumir sua responsabilidade – afinal, até se pode perdoar os defeitos que podem ser corrigidos por conta de algum treinamento, como aquele em que uma recepcionista não se apresenta de uma maneira simpática; ineficiência é compreensível e até esperada quando um profissional ocupa um cargo ou função que requer um processo de evolução natural, que pode requerer um período de adaptação ou educação adicional – mas, irresponsabilidade não, isso jamais! Um comportamento profissional que depende de treinamento pode até ser considerado como uma falha perdoável, mas a incapacidade de assumir sua responsabilidade será sempre considerada uma questão de caráter;

Ninguém usualmente em sua rotina diária está preocupado com o que faz ou deixa de fazer em termos de comportamento – até por que comportamento representa o supra-sumo da manifestação do subconsciente.

O que uma pessoa faz, ela faz porque… Faz!

Só que a grande maioria das empresas acredita que só se muda o comportamento desse tipo de funcionário quando se muda o seu pensamento.

Como uma empresa não é uma instituição dedicada ao exercício da atividade psicanalítica, o recurso a que ela invariavelmente recorre é…

(Tchan… Tchan… Tchan… Tchan… Tchan!!!)

– Demissão…

Portanto, quando se fala da necessidade de um comportamento profissional dentro de uma empresa, não se trata apenas de se dispor a estabelecer regras de etiqueta entediantes, enfadonhas e muitas vezes culturalmente inexpressivas…

Mas sim de propiciar o conhecimento de um código de etiqueta empresarial subliminarmente estabelecido.

E sobre o qual a maioria dos profissionais nem sempre se dá conta.

Afinal, 9 entre 10 demissões no mundo corporativo ocorrem por conta de questões relacionadas ao comportamento dos profissionais – ou seja, em torno de apenas 10% das demissões nas empresas se dá por conta de questões técnicas.

E ao fim e ao cabo, qual o principal objetivo de qualquer profissional, dentro de uma empresa?

– Manter seu emprego!

(Pelo menos até encontrar outro melhor!)

Adotar um comportamento profissional nada mais significa do que seguir um código de etiqueta, no caso empresarial – o que implica em necessariamente saber como conviver com metas, avaliações, reuniões, picuinhas, fofocas, devaneios e, ao fim e ao cabo, coisas muito chatas…

***

“Mostre-me um homem que não pode ser chateado para fazer pequenas coisas e eu lhe mostrarei um homem em que não se pode confiar para fazer coisas grandes.” (Lawrence D. Bell)

 

GRAMPO

Por conta da evolução da tecnologia, basicamente, há dois tipos de grampos nas empresas:

– Os que usamos para prender papéis – mecânicos;

– Os que são usados para nos desprender de nosso papel – digitais…

As novas gerações não fazem a mínima idéia do que significa grampo – pelo menos em seu duplo sentido.

Grampo, em sua origem, significa um utensílio prático para juntar, anexar, ou simplesmente prender algum artefato a outro, tipo papel.

Mas também significa um artifício de acompanhamento, vigilância, diria até espionagem, das atividades de alguém:

– Um sistema de escuta clandestino, onde o telefone do vigiado era acompanhado, gravado, e considerado como prova numa qualquer eventual acusação.

Independentemente de qualquer autorização judicial.

Numa época em que só existia telefone fixo.

O termo, nesse último sentido, foi consolidado durante um período fúnebre da história do Brasil, quando se procurava saber o que alguém dizia a outrem, com o objetivo de se antecipar qualquer tipo de atividade que contrariasse as premissas da norma vigente.

E quais seriam essas premissas?

A submissão a suas idéias.

E quais seriam suas idéias?

Isso pouco ou nada importa.

Afinal, trata-se de uma época em que vigia uma ditadura:

– Opressora;

– Intolerante;

– Abusiva;

– Inconseqüente;

– Estatizante…

Calma!

Este texto não tem nada a ver com a realidade de países governados pelas esquerda burra.

Qualquer semelhança terá sido mera coincidência com a falta de:

– Saúde;

– Educação;

– Habitação;

– Transporte;

– Liberdade;

– Igualdade;

– Fraternidade;

– Privacidade…

E o que isso tudo tem a ver com uma empresa?

Que fique bem claro:

– Não existe e nunca existiu privacidade em qualquer empresa.

Como também nunca existiu em qualquer país.

Ainda mais quando esse país não sabe para onde vai.

E por conta disso muito menos existe empresa no mundo atual minimamente atualizada que não monitore as atividades de seus funcionários ou colaboradores.

Nem que seja pelo simples fato de reconhecer que tem de fazer isso – nem que seja por conta de sua própria sobrevivência…

***

“A humanidade está adquirindo a tecnologia certa pelas razões erradas.” (Richard Fuller)

 

PAIXÃO

De onde vem o grande amor de sua vida?

Claro:

– Da paixão…

Mas o comportamento da paixão tende a ser usualmente estranho:

– Pois ninguém sabe direito de onde exatamente ela vem.

E ela aparece quando menos se espera.

Paixão tem sim um pouco de razão…

Mas tem muito mais a ver com motivação.

Paixão nem sempre se encontra quando se procura…

E muitas vezes aparece quando não se está preparado para ela.

Afinal, o que significa paixão?

Um sentimento de desejo…

Desejo de obter o que se tornou imprescindível na vida.

E o que pode se tornar imprescindível na vida de uma pessoa?

Qualquer coisa que desperte nela seus sentimentos…

Pode ser qualquer coisa:

– Uma casa;

– Um emprego;

– Um carro;

– Uma profissão;

– Uma chácara;

– Um diploma;

– Um sítio;

– Uma carreira;

– Uma fazenda;

– Um amor…

Paixão nos leva da depressão ao delírio – não necessariamente nessa ordem…

Pois quem a sente não possui qualquer possibilidade de controle sobre seus efeitos.

Paixão é uma droga…

A droga mais antiga do mundo.

Por paixão, qualquer pessoa pode se atrever a fazer coisas que jamais faria na vida…

Se não estivesse apaixonado.

E estar apaixonado é tudo o que todos procuram na vida.

Só a paixão é capaz de levar alguém a atingir o verdadeiro sentido da vida.

Que é o de buscar a felicidade.

É a felicidade que se busca.

E o que significa felicidade?

Algo que justifique a vida – ou pelo menos um instante…

Numa viela…

Numa rua…

Numa praça…

Num palácio…

Numa mansão…

Numa casa de sapé…

Paixão é a única coisa que justifica a vida – ao dar uma razão para viver…

A qualquer pessoa:

– Santos Dumont;

– Thomas Edison;

– Alan Turing;

– Charles Darwin;

– Benjamin Franklin;

– James Cook;

– Neil Armstrong;

– Alexander Fleming;

– Albert Einstein;

– Jesus Cristo…

Mas não importa qual seja a paixão na vida de uma pessoa.

O que importa é que de sua obra, ao menos duas pessoas sobre a face da Terra tenham a perspectiva de alcançarem a plenitude de sua existência – a verdadeira essência do amor.

Que é, em última análise, nossa única razão de viver.

Afinal, a razão maior da vida de qualquer pessoa sempre será procurar ser feliz…

***

 

RACISMO

Uma manifestação idiota feita por um imbecil.

E quem seriam esses imbecis?

Os supostos representantes do políticamente correto:

– Brancos;

– Amarelos;

– Vermelhos;

– Pardos;

– Pretos…

Houve uma época em que em algumas cidades dos Estados Unidos era proibido um preto se sentar em um ônibus até que não houvesse nenhum branco em pé.

Perceba:

– Havia uma lei promulgada oficialmente considerando que um preto era inferior a um branco, a ponto de obrigá-lo a se submenter a uma posição explícita de inferioridade.

Independentemente de quaisquer avaliações de mérito.

Apenas e tão somente pela condição de sua cor.

Ou seja:

– Racismo – puro!

Em sua mais absoluta essência.

Pois não é justo considerar alguém inferior a outrem sem considerar o mérito desses alguéns.

Agora, quando alguém diz:

– A coisa está preta..

– Me deu branco…

– E aí, neguinho…

– Fala, alemão…

– Quero ver preto no branco…

Em qual dessas manifestações existe uma situação explícita de racismo?

Só na cabeça dos oportunistas, pessoas invariavelmente hipócritas, por não possuírem qualquer tipo de capacidade.

A política no Brasil conseguiu distorcer o real significado do que seja racismo.

Pois racismo não significa preferência:

– Gostar de branco não significa racismo contra preto;

– Gostar de preto não signifca racismo contra branco;

– Gostar de amarelo não significa. racismo contra branco, preto, vermelho, cinza ou verde…

Significa apenas uma preferência, que não deve ser levada em conta quando se discute o real sentido da vida:

– Mérito.

Se eu fosse levar em consideração a balbúrdia conceitual que se tornou a sociedade moderna, só teria uma única opção.

Assumir a maior manifestação de racismo que já senti em minha vida:

– Você é um bom careca…

Afinal, gostaria de saber:

– Existe um mau careca?

Até onde me conste, uma condição de aparência física por mais que seja evidente não determina sua índole.

E daí, qual o problema?

Cá entre nós, isso nunca foi problema.

O problema foi quem falou isso.

Não uma vez, mas repetidas e reiteradas vezes.

Ao longo de diversos dias, initerruptamente.

Assediando-me um dia após o outro:

– Semanas…

– Meses…

– Anos…

Sem qualquer cerimônia.

Sabe quem falou isso?

Alguém que deveria ter tido em mente que, antes de falar, ele deveria saber como eu poderia me sentir:

– Um preto…

***

“Não encontro defeitos. Encontro soluções. Qualquer um sabe se queixar.” (Henry Ford)

 

SAC

SAC: Serviço de Atendimento ao Consumidor.

Um serviço tão importante para as empresas que seus próprios presidentes deveriam executá-lo…

Depois de sua longa espera, finalmente um ser humano atende a ligação:

– Obrigado por seu contato com nosso SAC – sua ligação é muito importante para nós. Josefa Manoela, bom dia, com quem falo?

Bom dia. Meu nome é Andrea di Lucca de Carvalho.

– Pois não, senhora. Em que nosso SAC pode ajudá-la?

Senhor!

– Senhora, como já lhe informei no início de seu contato, meu nome é Josefa Manoela, e portanto sou mulher; mas não há necessidade de um tratamento informal, pode me chamar de você, nosso SAC está à sua disposição.

Pois é isso: não sou senhora!

– Nosso SAC está sempre atento às demandas de nossos clientes. A senhora prefere um tratamento mais informal. Pois não, dona Andréia, em que podemos ajudá-la?

Dona? Que dona?

– Nosso SAC está à sua disposição. Em que podemos ajudá-la, Andréia?

Não é Andréia: é Andrea.

– ?

A-N-D-R-E-A…

– Andrea? Entendi. Pois não, em que nosso SAC pode ajudar a senhora?

Senhora? Já falei que não sou senhora!

– ?

Eu sou homem!

– ?

Eu sou macho!

– …

Preste atenção: “Andrea” é um nome de origem italiana, e seria o equivalente a “André” em português.

– Ah é?

É…

– Bem que eu achei que o senhor tinha uma voz um pouco grossa demais para uma “Andréia”… Mas o senhor sabe como é, com essa liberação geral dos costumes, essa abertura toda, a gente nunca pode deduzir nada à primeira vista… Outro dia, por exemplo, teve um cliente que ligou para cá e, quando eu atendi, ele se identificou como “Vanessa Kiemole”… A voz até que era fina, tipo voz de mulher mesmo, mas…

Ok, ok, tudo bem… Você poderia agora registrar o motivo de minha ligação?

– Claro, senhor… Andrea. Em que nosso SAC pode ajudá-lo?

Estou ligando porque…

– Senhor Andrea, desculpe, mas acho que houve um problema em nosso sistema – o senhor poderia repetir seu nome completo, para que eu possa registrar sua ligação em nosso SAC?

Hummm… Ok… Andrea di Lucca de Carvalho.

– Obrigado. Sua ligação é muito importante para nós. Então, senhor Andrea Biluca, em que nosso SAC pode ajudá-lo?

Não é “Biluca”! É “di Lucca”!!

– Diluca?

É assim, ó: D-I, espaço, L-U-C-C-A!!!

– Ah, entendi: di Lucca!

Isso!

– Andrea di Lucca!

Perfeito… Maravilhoso… Sensacional!

– Obrigada, senhor. Aguarde na linha enquanto atualizo o sistema de nosso SAC com a correção dos dados de seu nome.

– …

!

– …

!!

– …

!!!

– Obrigada por aguardar na linha. Os dados de seu contato já foram atualizados em nosso sistema. Sua ligação é muito importante para nós. Então, senhor Andrea di Lucca di Cavalo, qual o motivo de sua ligação para nosso SAC?

Cavalo?

– Cavá-lo… Cavar o quê?

POXA! É DE CARVALHO!

– …

Alô… Alô?

– Desculpe, senhor, mas a política do SAC de  nossa empresa não aceita esse tipo de procedimento indelicado, grosseiro e mal-educado e, por isso, sou obrigada a encerrar seu contato. Boa noite.

?

– Obrigado por seu contato – sua ligação é muito importante para nós.

!

– … 

?

***

“O mundo está se tornado um asilo de lunáticos – dirigido por lunáticos.” (David Lloyd George)

 

INFÂNCIA

Até onde vai nossa infância?

Nossa infância vai até onde a gente deixar que ela vá…

Há uma geração em curso que, pela primeira vez na história da humanidade, está experimentando a possibilidade de poder conviver num ambiente com opções a escolher.

Algo absolutamente inimaginável para gerações passadas.

Quais gerações passadas?

Praticamente todas!

Infância para quem tem mais de 80 anos?

Simplesmente não existiu…

Para quem tem entre 60 e 79?

Foi muito difícil…

Infância para quem tem entre 40 e 59?

Varia de pessoa para pessoa, pois cada caso é um caso – os anos 60 e 70 foram anos de transição da cultura familiar…

Infância para quem tem entre 20 e 39?

Quem é que disse que, para muitos deles, a infância terminou…?!?

Nunca houve, na história da humanidade, a possibilidade de as crianças se manifestarem de maneira tão veemente quanto a seus direitos, seus anseios, seus dilemas.

Situação invejável essa, não? Principalmente para quem tem mais de 50 anos – o que tem de avô remoendo:

– “Ah, como gostaria de ser neto do meu neto…”

Mas não tem jeito. Não adianta. O tempo passou, passou, passou.

Quem é avô, é avô; quem é pai, é pai; e quem é filho, tá surfando na onda! Neto então, nem se fala.

Mas tem muito filho que não se conforma – notadamente aqueles que nasceram no final dos anos 70 e começo dos anos 80…

– “O quê? Eu não vou aproveitar dessa onda?”

E vai daí que, por conta da liberalização dos costumes – coisa que quem tem menos de 20 anos não faz a menor idéia do que significa…

Enfim, o que temos hoje? Uma possibilidade de recomeço; de recomposição da autoestima…

Sem que essas pessoas se dêem conta de que a fila anda.

Coisas do tipo:

– Sou jovem, tenho 35 (!) anos, e ainda não me casei… Continuo a viver com meus pais ou procuro um apartamento para morar sozinho?

– Sou jovem, 25 (!!) anos, e ainda não me formei na faculdade… Aceito viver com minha namorada na casa dos pais dela?

– Sou jovem, 15 (!!!) anos, e ainda não tenho namorada… Como torno meu status mais atrativo no Facebook?– Sou jovem, 5 (!!!!) anos, e ainda não ganhei um celular de meus pais… Devo entrar com um processo contra eles por maus tratos, ou requerer uma indenização pelos traumas psicológicos irreparáveis que esta situação criará para minha maturidade?

Na realidade, não haverá problema em se viver a infância mesmo depois de adulto – desde que isso não ocupe o restante do tempo de sua vida…

***

“Nunca é tarde para se ter uma infância feliz.” (Tom Robbins)

 

SIGLA

Sigla não significa abreviatura.

Muito menos acrônimo.

Aliás, o que significa acrônimo?

O que significa abreviatura?

Nenhuma delas são siglas!

São palavras que como todas as outras do idioma não possuem um significado geral e específico, diferentemente do que acontece com as siglas.

Pois siglas possuem essas características:

– Um entendimento genérico de um sentido específico.

As pessoas não se preocupam mais em procurar entender o conceito genérico das palavras, pois seu tempo se tornou tão escasso para viver que elas não se importam mais com o que quer que se seja que lhes atrase o seguir em frente.

Quem ainda está vivo, tem pressa.

De maneira que quem quer que seja que as ouça ou leia possa ter a inequívoca condição de entendimento de seu significado, independentemente do contexto – ou seja, do que ela real e efetivamente quer dizer.

Sigla tem a ver com tudo o que norteia a vida moderna:

– Agilidade;

– Praticidade;

– Funcionalidade;

– Produtividade;

– Resultado…

O que significa sigla:

– Um artifício de comunicação do ser humano em que um conceito, uma idéia ou dissertação sobre um assunto, ou o que quer que seja, é transmitido por inicias das palavras às quais deveriam, em última análise, serem entendidas de per si.

Quando alguém lhe perguntar na empresa em que você trabalha:

– O RH já implantou as alterações propostas pelo PCP com base na última atualização da ISO ou ainda está esperando a reavaliação da CVM dos efeitos da SOX no Brasil?

Entendeu?

Não?

Que tal então uma tradução livre:

– A ética da dialética nos impõe, muito mais que o direito de nos manifestarmos, o dever de não nos omitirmos..

Afinal, isso significa exatamente o quê?

Que se você não entendeu o que representa uma sigla, você ainda não entendeu como funciona o processo de comunicação do ser humano…

***

“Do sublime ao ridículo, há apenas um passo.” (Thomas Paine)

 

ATITUDE

Atitude não tem um poste, mas a teve quem o colocou onde ele está.

Por acaso, um poste tem atitude?

Não perca seu tempo perguntando o que o poste está fazendo justamente lá: se ele está onde está, é porque alguém o colocou lá…

Um poste é o símbolo da eficiência operacional, independentemente de sua capacidade de reflexão.

– Ele não contesta;

– Não contraria;

– Não contrapõe;

– Não desanima…

Sempre “em frente” – e para o “alto”.

Sua única e evidente deficiência seria, por assim dizer, mostrar-se um tanto quanto que passivo – o que nada mais significa do que ser sem atitude – aliás, absolutamente nenhuma…

E por isso mesmo você poderia se perguntar:

– Como é que algo assim tão passivo, tão sem atitude, consegue alcançar tamanha relevância e, por que não dizer, estabilidade?

Bem…

Durante a rotina do dia a dia de nossa vida será que alguém se pergunta:

– Como seria minha vida sem “postes”?

Provavelmente, ninguém!

E também provavelmente pode ter sido esse o principal problema das pessoas em geral quanto ao entendimento da expressão “funcionalidade”.

Afinal, se não houvesse “postes”, como teríamos energia elétrica?

Já imaginou como seria nossa vida sem energia elétrica?

Não teríamos, à nossa disposição:

– Televisão;

– Banho quente;

– Torradeira;

– DVD;

– Liquidificador;

– Home theater;

– Computador;

– Internet…

Os postes representam itens essenciais dentro do contexto de nossa rotina de vida.

Por viabilizarem o fornecimento de energia elétrica, tão cara na manutenção de nossos afazeres, necessidades  e, por que não dizer, prazeres diários!

E eles se dispõem a desempenhar esse papel de maneira  invariavelmente tão disciplinada que muito provavelmente nenhum outro elemento da natureza não o desempenharia…

Mas os postes se dispõem a desempenhar esse papel – com maestria, dedicação e, principalmente, com obediência!

E com resultados – práticos!

E por isso são tão valorizados!

E é por isso que eles são tão importantes!

Tão importantes que, se ao passar por um poste, ele me disser:

– Bom dia!

Eu não vou ser mal educado.

Vou simplesmente responder-lhe:

– Bom dia!

O que não quer dizer que no dia seguinte vou tomar a iniciativa de cumprimentá-lo primeiro…

***

“O mais importante na vida não é a situação em que estamos, mas a direção para a qual nos movemos.” (Oliver Wendell Holmes)

 

NADA

Nada:

– …

– …

– …

– …

– …

– …

– …

– …

– …

– …

***

“Se você não gosta de nada do que está sentindo, procure a partir de hoje prestar mais atenção no que está pensando.”

 

MISÉRIA

Miséria:

– Estado de penúria: carência absoluta de meios suficientes para prover alguém de quaisquer bens e serviços mínimos necessários para sua subsistência..

Miséria não tem só a ver com a falta de condições básicas para sobrevivência.

Tem a ver com a falta da própria expectativa de sobrevivência:

– Pobre come – miserável às vezes…

– Pobre bebe – miserável às vezes…

– Pobre dorme – miserável às vezes…

– Pobre sonha – miserável às vezes…

– Pobre vive – miserável… Às vezes…

Miséria tem a ver com o nada – no prato, no copo, na cama, na cama.

E a simples possibilidade de ser capaz de usufruir de uma condição mínima de poder ser capaz de se defender na árdua tarefa diária de se manter vivo já representaria uma dádiva em termos de existência humana.

Ou seja, a possibilidade de ser pobre já seria um autêntico luxo para qualquer um que se encontre na condição inglória de ser simplesmente…

Miserável…

***

“O povo gosta de luxo; quem gosta de miséria é intelectual.” (Joãozinho Trinta)

 

POBREZA

Pobreza:

– Estado de quem não é rico: condição de carência de recursos suficientes para prover alguém de bens e serviços além do mínimo necessário para sua subsistência.

Pobreza não tem a ver com a falta de condições básicas para sobrevivência.

Tem a ver com falta de opções:

– Pobre come – sem que possa escolher sua comida mais predileta…

– Pobre bebe – sem que possa escolher sua bebida mais inspiradora…

– Pobre dorme – sem que possa escolher sua casa mais aconchegante…

– Pobre sonha – sem que possa escolher sua cama mais favorita…

– Pobre vive – sem que possa escolher como gostaria de viver…

Pobreza tem a ver com a capacidade mínima de subsistência, mas sem a possibilidade de poder exercer preferências por A, B ou C.

Pobreza não é infortúnio,  é chatice.

Pois a simples possibilidade de ser capaz de usufruir da condição básica do exercício de estar vivo já representaria uma dádiva em termos de existência humana.

Só que isso não é o suficiente.

Sabe por quê?

Porque na realidade não basta:

– Comer!

– Beber!

– Dormir!

– Viver…

O que as pessoas realmente gostariam é um poder maior.

Justamente aquele que transcende as necessidades básicas de nossa vida:

– Poder fazer o que quiser, como quiser, sem depender de nada ou ninguém…

***

“Pobre é a pessoa cujos prazeres dependem da permissão de outra.” (Madonna)

DEUS

Crer em DEUS condiciona automaticamente o pensamento de uma pessoa a aceitar que existe uma entidade superior a ela.

E justamente por conta dessa superioridade, a respeitá-la. 

Que é o que se faz com todo superior. 

Quer seja com os pais, com os professores, com os vizinhos, com os chefes e com todos outros mais com os quais nos relacionamos no dia a dia da vida.

Ou seja: 

– Na família;

– Na escola; 

– Na sociedade; 

– No trabalho;

– Na vida… 

Crer em DEUS não significa abdicar da própria capacidade de realização.

Pelo contrário, significa isto sim entender que sua capacidade de realização pode não ser suficiente para enfrentar e suplantar os desafios de sobrevivência. 

Significa aceitar humildemente a incapacidade de assumir como tendo sob controle tudo o que possa ocorrer ao seu redor. 

Significa assmir a necessidade de aceitar a contribuição que os outros podem agregar a nossa vida. 

Porque o simples fato de se crer em DEUS traz uma energia adicional absolutamente inequívoca ao pensamento – que é a base primordial para todas e quaisquer iniciativas de qualquer pessoa. 

Ao se crer em DEUS, automaticamente, isso implica em: 

1. Considerar todos como seus semelhantes – seus irmãos… 

2. Ouvir – sem restrições… 

3. Falar – sem divagações… 

4. Olhar – sem preconceitos… 

5. Sentir – sem devaneios… 

Uma articulação mental focada na crença da existência de uma entidade superior faz com que a pessoa desenvolva internamente a capacidade de conviver com tudo o que não lhe seja à primeira vista favorável.

Pois é esta a primeira e única mensagem subliminar contida na crença de uma entidade superior:

– Você não é; você está.

E é por isso que todos aqueles que se assumem como estando submetidos aos desígnios de uma força superior acabam por conquistar muito mais do que quaisquer outros que se considerem auto-suficientes: 

– Leonardo da Vinci;

– Abraham Lincoln;

– Charles Darwin;

– Mahatma Gandhi;

– Madre Tereza de Calcutá…

Não existe qualquer pessoa sobre a face da Terra com registro de sucesso na história que não tenha assumido uma postura de submissão aos desígnios divinos – consciente ou inconscientemente.

À crença em uma entidade superior.

Nem os ateus – aliás, principalmente eles!

Que usualmente chamam de natureza o que outros chamam de DEUS.

Crer em DEUS não garante saúde, muito menos sucesso na vida – mas pode fazê-la ser muito mais fácil de ser vivida…

***

“Você pode fazer muito pouco com a fé. Mas você não pode fazer nada sem ela.” (Samuel Butler)

 

LEGISLAÇÃO

Legislação: a esperança de alcançar o céu na terra.

Pobre é o povo que deposita sua esperança em solucionar por meio de legislação problemas que dependem de sua própria educação…

A regra para a perfeita convivência humana em sociedade, a partir da legislação criada por DEUS (pelo menos segundo os preceitos da civilização Judaico-Cristã-Ocidental), poderia ser resumida em um único artigo:

– Ama DEUS sobre todas as coisas, e ao próximo como a ti mesmo,

Se a humanidade observasse em seu convívio com seus semelhantes esse único mandamento, precisaríamos mais de tanta legislação?

Afinal, se alguém amar ao próximo como a si mesmo, jamais se disporá a:

1. Desrespeitá-lo…

2. Enganá-lo…

3. Traí-lo…

4. Roubá-lo…

5. Matá-lo…

Por quê?

Porque ele veria em seu semelhante ele mesmo.

Ou, em outras palavras, ele não faria com outro aquilo que ele não quisesse que outro fizesse com ele…

“Ah, mas os mandamentos são dez!” dirão alguns…

Sim, são dez!

Se em pleno século 21 ainda há a necessidade de se expor idéias de maneira suave, paulatina e, para ser mais objetivo, “didática”, imagine no tempo de Moisés, quando 99,9% da população do planeta Terra não sabia nem sequer escrever (quanto mais ler) – imagine então ser capaz de apresentar conceitos abstratos sobre normas de convivência social sem um mínimo de senso professoral?

Ou seja, na realidade, há um único mandamento – os demais são exemplos do que deveria ser feito para cumprimento do único mandamento.

Já, na convivência com toda essa legislação atual criada pelos seres humanos, dada a profusão em que ela se multiplica a esmo (tentando controlar tudo e todos, aqui, lá, acolá, e agora, e ontem e amanhã), qual é o resultado consagrado pelos usos e costumes da sociedade moderna para tentar minimamente se defender (e, em alguns casos, safar-se) dessas suas múltiplas aplicabilidades?

1. Se a legislação estiver contra você, conteste os fatos;

2. Se os fatos estiverem contra você, procure na legislação algo que justifique seus atos; e,

3. Se os fatos e a legislação não facilitarem sua defesa… Troque de advogado!

No fundo, no fundo…

Bem do fundo…

Mas lá no fundo mesmo…

Existe um único preceito que pode delinear de maneira civilizada a conduta de uma pessoa:

– Educação!

Pois só ela pode alcançar o tal lá no fundo mesmo – e fornecer a inspiração necessária para uma efetiva mudança de atitude.

Que, em outras palavras, nada mais é do que despertar:

– Sua consciência…

***

“Uma das maiores ilusões existentes é a esperança de que os males do mundo sejam sanados pela legislação.” (Thomas B. Reed)

 

MENTIRAS DO MUNDO CORPORATIVO

As mentiras do mundo corporativo podem ser sintetizadas recorrendo-se a uma frase da letra de uma música.

Justamente uma música que simplesmente não tem nada a ver com as mentiras do mundo corporativo, pois não me parece que tenha sido essa a intenção de seus autores e intérpretes.

Pois a música em questão tem como essência um ambiente de poesia, de sedução e, até certo ponto, de melodrama… Ops!

Pensando bem, embora não tenha sido intenção dos autores da música, ela tem tudo a ver com…

As mentiras do mundo corporativo!


As 10 mentiras do mundo corporativo (e seu real significado):

1 – “Há espaço para todos em nossa empresa!” (=) desde que você não se importe qual seja seu cargo ou função…

2 – “Em nossa missão não é só o resultado o que mais nos interessa!” (=) desde que ele tenha sido lucro…

3 – “Não nos importa o comportamento dos profissionais fora do trabalho!” (=) desde que de acordo com o manual de política profissional…

4 – “Cumprimento de Budget é só um dos parâmetros!” (=) a ser prioritariamente observado na hora de se determinar o processo de demissão da empresa…

5 – “O ativo mais valioso de nossa empresa são nossos profissionais!” (=) e sempre lembraremos deles quando precisarmos cortar custos…

6 – “Qualquer funcionário ou colaborador pode vir a se tornar sócio desta empresa!” (=) desde que se disponha a pagar o preço…

7 – “Seu superior estará sempre disposto a ajuda-lo!” (=) desde que você seja capaz de planejar qualquer emergência com uma semana de antecedência…

8 – “Queremos pessoas dinâmicas, com espírito de realização!” (=) que nem sempre atuarão como Batman – aliás, na maioria das vezes atuarão como Robin…

9 – “Temos toda uma estrutura voltada para o desenvolvimento de nosso quadro profissional!” (=) com condições de identificar quem é que passa os domingos se esbaldando, em vez de tomar a iniciativa se se aprimorar e estudar por conta própria…

10 – “Somos uma empresa sem preconceitos!” (=) o que significa você assumir o controle de sua vida: pratique exercícios diariamente; alimente-se adequadamente; faça cursos de aprimoramento profissional regularmente; faça Pós-Graduação; não espere a empresa lhe dizer o que você deve fazer; mantenha uma vida social sadia; se beber, não dirija; se for dirigir, não beba; não fume; e, principalmente, enalteça diariamente a honra de trabalhar em nossa empresa – uma empresa assumidamente isenta de manifestação de quaisquer pré-conceitos…

As mentiras do mundo corporativo não são gratuitas – nem sempre alguém que recorra a uma mentira o faz por alguma motivação de sadismo, masoquismo ou qualquer outro sentimento psicótico; faz simplesmente porquê:

– No mundo corporativo uma mentira comumente surge da necessidade imediata dos gestores terem de dar alguma resposta no presente a perguntas de seus subordinados que só o futuro poderia ser capaz responder.

Mas como quem faz uma pergunta sempre está interessado numa resposta que lhe satisfaça naquele momento, o que sobra?

E antes que eu me esqueça, segue-se uma frase emblemática da letra da música em questão:

Quem vive mente, mesmo sem querer…

***

“É difícil acreditar que um homem esteja dizendo a verdade, quando nós mentiríamos se estivéssemos em seu lugar.” (H. L. Mencken)

 

GOSTAVA TANTO DE VOCÊ

Uma das frases mais dolorosas que alguém pode se arrepender de não ter dito quando deveria.

Pois ao se dizer “gostava tanto de você” fica implícita a idéia de algo que existia no passado – e que não existe mais no presente.

As pessoas têm muito receio em dizer aquilo que realmente pensam – e com certa razão.

Ainda mais nos dias de hoje, em que todos abrem a boca para falar coisas tão profundas como quando também abrem a boca para…

Bocejar!

E não há nada mais lisonjeiro para alguém do que ter o nítido sentimento do quão interessante é ao ver alguém à sua frente:

– Em silêncio;

– Sem dizer nada;

– Uma única palavra;

– Sem se preocupar em justificar a vida, mas sim simplesmente curtir aquele instante… 

E é daí que a vida vem.

Mas a vida passa.

E passa tão rápido que muitas vezes nem nos damos conta do quão importantes são as pessoas em nossa vida.

E por não darmos conta, deixamos de falar muitas coisas…

Por conta de dúvidas…

De inseguranças…

De picuinhas…

Picuinhas?

Sim, picuinhas…

Picuinhas são aquelas situações do cotidiano que muitos dão um valor que elas não têm.

Picuinhas são problemas que só existem na cabeça de quem as considera…

Problemas…

E quando os problemas reais efetivamente se apresentam na vida, muitas dessas pessoas que ficam perdendo seu tempo com picuinhas, acabam por entender que perderam a grande oportunidade de dizer:

– Gostava tanto de você…

“Gostava tanto de você” foi escrita por Edson Trindade – e magistralmente interpretada por Tim Maia.

Independentemente das intenções do autor, sua letra ganhou vida própria:

– Seria uma ode ao amor perdido?

A palavra amor anda meio desprestigiada nos dia atuais…

Tão desprestigiada que quase que se pode afirmar que virou sinônimo de sexo!

“Gostava tanto de você” não tem nada a ver com um relacionamento amoroso (sexual?) mal resolvido.

Tem a ver com a reflexão que uma pessoa faz quando se dá conta de que perdeu alguém muito importante em sua vida.

E que, por um motivo ou outro, nem sempre deixou claro o quão importante esse alguém era…

Como se abrir de maneira clara e honesta, com quem nem sempre compartilha das mesmas idéias?

Dos mesmos pensamentos?

Dos mesmos conceitos?

Tudo isso é válido.

Isto é, explica o porque de nem sempre as pessoas se abrirem, e dizerem o que realmente pensam.

Só não justifica o pesar inglório de ter de carregar a sina de não se ter dito o que gostaria de dizer:

– Gosto muito de você!

Só não espere você próprio morrer para achar que ainda será possível dizer isso…

***

 

RIQUEZA

Riqueza:

– Abundância de bens materiais, tais como dinheiro, móveis, imóveis, automóveis, e tudo quanto mais que possa ser considerado como fator de bem estar em sua vida.

Simples, né?

Tão simples quanto considerar que quem não tem cão caça com gato.

Pois aquele que gosta de caçar pode até não gostar dos cães, mas amar os gatos.

O que não significa que os gatos sejam bons parceiros em uma caça.

E daí?

A riqueza não tem necessariamente a ver com um exercício de lógica.

Riqueza tem a ver, por exemplo, com a possibilidade de se imaginar na condição de um cão.

Ainda que em essência essa pessoa seja um gato…

***

“O mundo é pequeno (desde que você viaje na primeira classe).” (Ciro Pellicano)

 

MODERAÇÃO

Moderação:

– Na dúvida quanto a dose ideal de um remédio, prescreva seu uso com moderação.

Afinal, reflita:

– Existe mulher meio grávida?

Claro que não existe mulher meio grávida.

Assim como não existe uma prescrição de medicamento em receita que tenha tacitamente como descrição:

–  Use com moderação!

Moderação foi a palavra chave encontrada pela política e pela sociedade para tentar passar ao povo em geral que ela sabia o que estava fazendo – mesmo quando não fizesse a menor ideia.

Por exemplo, o principal foco de combate da medicina moderna é o tabaco, certo?

Bem:

– Oscar Niemeyer fumou a vida inteira – morreu com mais de 100 anos!

E quanto ao álcool?

– Se beber não dirija;

– Se for dirigir, não beba;

– Beba com moderação…

O que significa beber com moderação?

Para quem está acostumado a beber uma garrafa de whisky, beber meia garrafa seria beber com moderação?

E quem nunca bebeu qualquer bebida alcoólica, beber meia lata de cerveja, seria beber com moderação?

Na realidade, moderação representa um termo consagrado pela parcela imprecisa da sociedade, em especial aquela ligada à política, com o objetivo de despistar seu desconhecimento sobre a natureza dos problemas que afligem as pessoas, principalmente aqueles relacionados ao dia a dia da vida.

Pois o que significa moderação é a incógnita de uma equação em que não há “X”, não há “Y”.

Em que não há pessoas que realmente tenham certeza sobre a maneira como a vida, e muito menos a ciência, funciona.

Há apenas pessoas que procuram se dar bem, independentemente do que quer que seja.

Pessoas que assumem a vida como uma simplória tradução do conceito de cromossomos:

– Alugns estão; outros serão…

Como somos.

***

“A ciência diz ao homem apenas o que é possível, não o que é certo.” (Milton S. Eisenhower)

 

CONSELHO

Dar conselho não é fácil…

Muitas vezes uma atitude como essa, mesmo sendo motivada pela melhor das intenções, pode não ser bem recebida por quem a ouve.

Então, o que fazer?

Quando tomar a iniciativa de dar conselhos a uma pessoa?

1. Quando ela não sabe o que deve ser feito;

2. Quando ela sabe o que deveria ser feito, mas não gostaria de fazê-lo…

E em que situações esse alguém gostaria de conselho?

1. Quando não sabe o que deve ser feito e pede ajuda, aberto a novas idéias;

2. Quando sabe o que deveria ser feito, não gostaria de fazê-lo mas pede ajuda disposto a ouvir como resposta o que já sabe…

Fora de qualquer uma dessas situações, dar conselhos pode se tornar um problema para quem se dispõe a exercer a atividade de conselheiro honorário – principalmente se cultuá-la “a esmo”, distribuindo observações e sugestões de maneira disseminada e generalizada.

A lista de palavras utilizadas para se rotular pessoas que se dispõem a assumir “gratuitamente” a função de conselheiro honorário pode ser bastante vasta (algumas até com uma conotação relativamente pejorativa):

– Sabe-tudo;

– Metido;

– Filósofo;

– Poeta;

– Chato;

– Enxerido;

– Intrometido;

– Viajante;

– Gerentão;

– Papagaio…

E por aí vai.

Em pleno Século XXI, numa era em que a liberalização dos costumes de maneira geral trouxe como elemento psicológico a crença de que cada um é “dono de seu nariz” e capaz de fazer suas próprias escolhas, o recurso a um conselho passou a ser uma iniciativa absolutamente pessoal.

E, conseqüentemente, só manifestado quando solicitado.

Mas, acredite, ainda tem muita gente que não se deu conta disso…

A essas pessoas, o conselho máximo de um grande conselheiro honorário:

– Só dê conselhos quando for solicitado.

Ele espera que todos façam bom uso desse seu conselho – pelo menos, melhor uso do que esse conselheiro, já que ele não o usa mesmo…

Por último, um aviso àqueles que ouvem um conselho (e que seriam os potenciais beneficiários dele) mas que muitas vezes se fecham a ele mesmo antes de entender seu significado prático:

– Tome muito cuidado ao desprezar um conselho, ainda que não solicitado, pois conselhos são como placas de sinalização numa rodovia – pode-se descobrir tarde demais o que aquela placa queria dizer realmente quando se referia a uma “curva perigosa”…

***

“Eu sempre aconselho as pessoas a nunca darem conselhos.” (Pelham Grenville Wodehouse)

 

FRUSTRAÇÃO

Frustração não é escada – é degrau.

Um sentimento que inevitavelmente ocorrerá na vida da maioria das pessoas que se predispõem a correr algum tipo de risco ao longo de sua vida esse é, sem dúvida, o da frustração.

Frustração é o estado mental em alguém gerado pelo resultado de um fracasso – ou, em outras palavras, uma expectativa almejada, mas não alcançada.

E a maioria das pessoas o experimentará ao longo da vida, por conta de suas expectativas, por exemplo:

– Familiares;

– Emocionais;

– Escolares;

– Financeiras;

– Profissionais…

Frustração só existe quando uma expectativa pessoal não é alcançada.

Por exemplo, imagine um garoto aos 18 estabelecendo a seguinte expectativa profissional:

– Minha expectativa profissional é a de ter um rendimento mensal de R$ 25.000,00; com telefone celular, aluguel e carro pagos pela empresa – aos 25 anos!

Qual o potencial de frustração dessa pessoa?

Para uma pessoa vivendo nos Estados Unidos, provavelmente alguma coisa em torno de 80%…

No Brasil? Alguma coisa em torno de, aproximadamente:

– 98,76%…

Na realidade, os números acima não representam absolutamente nada do ponto de vista teórico, já que não possuem qualquer rigor científico – apenas minha percepção.

Mas representam tudo sob um ponto de vista eminentemente didático, fruto de nossa experiência de vida.

E da experiência de cada um daqueles todos que me contemplaram com o privilégio de compartilhar com eles suas experiências.

Não há nada de errado em alguém estabelecer para si expectativas ousadas.

Mas todo cuidado deve ser observado.

Pois, muitas vezes, o que pode parecer ousado em teoria, nada mais é do que insano na prática.

Qual o problema de se estabelecer metas insanas?

Não alcançá-las.

E o que isso representará para a vida de alguém?

Isso dependerá do valor que lhe for atribuído…

E o valor que deve ser dado a um sucesso é o mesmo que deve ser dado a um fracasso.

Apenas uma avaliação momentânea de uma etapa, dentro de um processo de longo prazo.

Longo prazo esse entendido como projeto de vida.

Não existe, e nunca existiu, um único ser sobre a face da Terra que não tenha alcançado o sucesso a longo prazo em suas expectativas que não tenha considerado todos os fracassos momentâneos como sendo apenas etapas de um projeto maior.

Frustração tem de ser consumida e digerida – jamais remoída.

Por que é tão importante saber conviver com a frustração?

Porque saber conviver com a frustração é a única alternativa que qualquer pessoa tem na vida para ser capaz de encontrar a felicidade…

***

“Se sua vida é isenta de fracassos, é porque você não está assumindo os riscos necessários.” (H. Jackson Brown)

 

EU TAMBÉM VOU RECLAMAR

Já que todo mundo pode reclamar de tudo hoje em dia, sem que tenha de assumir sua incapacidade de gerenciar os rumos de sua própria vida, decidi assumir minha rendição ao status quo:

– Eu também vou reclamar!

Era isso o que ele dizia a si mesmo – por conta de todos os infortúnios que cercavam sua vida!

Ele não sabia direito do quê ele ia reclamar…

Mas a decisão já estava tomada!

Independentemente de toda sua incapacidade em interpretar e decifrar a maneira como andava sua vida…

Ou, simplesmente, os conceitos que envolvem o processo de comunicação da vida moderna!

E justamente por isso ele também ia reclamar!

Sem qualquer preocupação em se preparar para o “embate”…

E durante a consulta médica ele foi direto… Ao ponto?

– Doutor, já não tenho forças para expressar por palavras o que sinto!

– Asmático…

– O senhor acha que estou doente?

– Sintomático…

– Em qual órgão?

– Hepático…

– E é grave?

– Assintomático…

– O senhor quer dizer que não há risco de vida em meu estado atual?

– Estático…

– E isso significa o quê?

– Errático…

– Eu…?!? Por quê?

– Lunático…

– Qual o raciocínio que o doutor adotou para chegar a essa conclusão?

– Matemático…

– E o doutor acha que vou considerá-lo como?

– Enfático…

– Por conta do que em meu estado atual?

– Problemático…

– Onde? Por quê? O que é que há em meu comportamento de tão errado…?!?

– Emblemático…

– Por conta do quê…?!?

– Enigmático…

– E como eu deveria ser?

– Prático…

– Mas se é justamente por isso que eu vim aqui – para obter ajuda para meus problemas!

– Apático…

– Escuta aqui: você acha que eu sou o quê?

– Acrobático…

– Mas que m… Será que você poderia me dar ao menos uma única resposta objetiva? Quero dizer, como é que você definiria meu estado do ponto de vista médico… Ou social… Ou psicológico… Sei lá, alguma coisa que eu pudesse aproveitar e praticar na rotina de meu dia a dia…?

– Ático…

 ***

 

TRILHA, TRAJETO E CAMINHO

Qual a diferença entre trilha, trajeto e caminho?

Tudo é muito parecido, sem nunca ter sido.

– Ei!

– …

– Não seria melhor a gente deixar algum rastro em nossa trilha?

– Trilha…

– É…  Alguma coisa que faça com a que a gente possa identificar o trajeto de volta!

– Trajeto

– A gente está se enfronhando mata adentro sem qualquer referência do caminho!

– Caminho…

– É… Caminho – para voltar!

– …

– A gente vai voltar, certo?

– …

– Sem nenhuma indicação, como vamos saber como voltar?

– …

– Cara, a gente já está andando há mais de 8 horas!

– …

– Não estou certo disso, mas acho que já devemos ter andado mais de 10 quilômetros!

– …

– Talvez mais de 20!

– …

– E se alguém me dissesse que foi mais de 30 quilômetros, eu não duvidaria!

– …

– E então: será que não é bom a gente se precaver?

– Precaver…

– É, se precaver; vai que dá de a gente se perder!

– Perder…

– PÔ, CARA! SERÁ QUE DÁ PARA VOCÊ RESPONDER DIREITO? DE MANEIRA CLARA! OBJETIVA! SEM FICAR REPETINDO ALGUMA PALAVRA QUE EU JÁ TENHA DITO?!?

– …

– Tá bom cara, foi mal!

– …

– Desculpe-me por ter gritado com você!

– …

– Sabe o que é?

– …

– Meu, quando topei este passeio foi porque você disse que poderia ser uma experiência inesquecível!

– …

– Uma grande fonte de inspiração pessoal!

– …

– Você me convenceu de eu seguir um caminho pelo meio da mata representaria uma grande fonte de inspiração mental!

– …

– Só que, nesse caminho, não faço mais idéia de qual foi o trajeto – e muito menos da trilha que seguimos!

– …

– A única experiência inesquecível que tive até aqui foi ver você parar a cada meia hora de caminhada para fumar um cigarro!

– …

– E a cada dois cigarros, tomar uma cerveja!

– …

– E aí… Não vai falar nada?

– Já se passou uma hora desde a última cerveja…?!?

– …

– Me passa aí outra lata…

– Pô cara, afinal, Qualé?

– …

– Eu te disse que eu estava passando por um momento crucial em minha vida, que eu teria de tomar uma decisão atrás da outra – todas muito importantes, que vão influenciar todo o resto de minha vida!

– …

– Pedir demissão do emprego e montar um negócio próprio!

– …

– Casar com a Michele, um ótimo partido, ou desistir dela e procurar reatar com a Mariana – meu amor verdadeiro!

– …

– Enfim, contei tudo isso a você na esperança de ter algum tipo de referência que me ajudasse a refletir sobre o melhor caminho que eu deveria seguir em minha carreira – em minha vida!

– …

– E sabe por que fiz isso? Porque sempre tive confiança em você!

– …

– Não só porque você sempre foi meu melhor amigo!

– …

– A pessoa que mais me acolheu e entendeu todas as minhas dúvidas!

– …

– Mas principalmente em sua capacidade de liderança!

– …

– E até agora, o que eu vi?

– …

– Um cara que faz que vai seguir uma trilha… Um trajeto… E nem se dá mais conta de qual foi o caminho que fez!

– …

– E que fez a gente se perder!

– …

– E aí…?

– …

– O que é que a gente faz agora?

– …

– Fala!

– A gente está perdido…

– Como?

– Há mais de 8 horas…

– Há mais de 8 horas?

– É…

– Como assim? Por que você não me falou isso antes?!?

– Cara, você me pediu para ajudá-lo..

– ?

– E tudo o que eu puder fazer para ajudá-lo eu vou fazer…

– ?

– Você merece todo meu apreço e minha consideração…

– ?

– E é exatamente isso que estou fazendo…

– ?

– Estamos ABSOLUTAMENTE perdidos, sem qualquer referência sobre onde estamos…

– ?

– Pois então…

– ?

– É bom você começar a pensar em como resolver seus problemas – e dar um jeito em sua vida…

– ?

– Se tivéssemos marcado a trilha pela qual passamos, só nos faria assumir o comodismo de retornar ao mesmo ponto de partida…

– ?

– Se procurássemos lembrar o trajeto que fizemos, isso só nos faria perder tempo, focalizando o que já passou…

– ?

– E então, o que resta…

– ?

– É simplesmente buscar um novo caminho…

– ?

– Ou você busca um novo caminho, ou vai ter de procurar se conformar, e se sentar ao meu lado – para passar o resto de sua vida à base de cigarros e cervejas…

– Cigarros e cervejas?

– …

– Você sabe muito bem que eu não fumo nem bebo!

– Foi tudo o que eu trouxe na mochila…

– ?

– E foi o que me fez chegar até aqui…

– ?

– Você vai simples e resignadamente procurar se acomodar da melhor maneira possível para se sentar e se conformar em fumar alguns cigarros e tomar algumas cervejas…

– ?

– Ou vai tentar encontrar um novo caminho para o futuro?

– …

***

“Se buscas a verdade, poderá encontrar conforto ao final; se buscas conforto, não encontrarás nem verdade nem conforto.” (Clive Staples Lewis)

 

VINGANÇA

Vingança:

– Ato lesivo praticado em nome próprio ou alheio por alguém que foi real ou presumidamente ofendido ou lesado, em represália contra aquele que é ou seria o causador dessa ofensa ou dano.

Em resumo:

– Uma busca por castigo, pena, punição.

Vingança, antes de tudo, é um sentimento.

Um sentimento profundo de busca por reparação, desforra ou apenas vindita.

E justamente por ser um sentimento não tem necessariamente a ver com inteligência.

Sentimento é ser:

– Fazemos coisas em nosso dia a dia que nem sempre transmitem o entendimento aos outros sobre o que somos.

Inteligência é estar.

– Fazemos coisas em nosso dia a dia que nem sempre transmitem o entendimento aos outros sobre onde queremos chegar.

Qual a melhor estratégia?

Não fazer nada que esteja em descordo com nossos próprios sentimentos e nossa própria inteligência.

Pois desprezá-los significa desprezar a nós mesmos.

Vingança representa um dos sentimentos mais importantes na construção da sociedade.

Mas desde que seja usado com inteligência.

Pois vingança é como o álcool:

– Quando não experimentado, não revela o sentimento; quando tomado em doses excessivas, destroi a inteligência.

Por isso tenha sempre em mente que a vingança não é nem positiva nem negativa, desde que quem a cultue saiba onde quer chegar.

Pois todo ser humano possui alma – a essência de sua plenitude.

Qual é a melhor vingança?

– Viver bem é a melhor vingança..

***

“Se fôssemos confiar apenas no bom senso, o mundo ainda seria plano.” (Claire de Lamirande)

 

LATIM

Latim:

– Língua indo-europeia (do ramo ocidental dessa família), falada pelos habitantes do Lácio e pelos antigos romanos, documentada desde o século VII a.C.

Ou seja, a língua mãe da civilização ocidental.

E como todo mundo sabe, com mãe não se brinca, não se tripudia, não se zomba.

Mãe sempre procura fazer o melhor para seus filhos.

Mesmo quando não faz a menor ideia do que está fazendo.

E foi justamente assim que o Latim se tornou a essência de toda capacidade de comunicação da civilização ocidental.

A ponto de hoje influenciar até a comunicação não só de idiomas fora do ramo linguístico do Latim (claro que me refiro a países de origem anglo-saxônicas – em especial o inglês) como também idiomas do oriente.

Claro que isso não se deu de maneira sutil.

Foi o resultado inevitável da força do império romano.

À custa de muito sangue, suor e lágrimas.

Mas que acabou por determinar a maneira como o mundo segue hoje.

Mas se há algo que uma mãe sempre tem em mente, qualquer que seja sua cor, raça, religião ou condição social é procurar manter a unidade da família.

Não importa o quanto ela tenha possa ter se excedido em suas atribuições maternas.

Educar os filhos custa muito menos dinheiro do que solidão de princípios.

E não há nada mais gratificante para uma mãe do que sentir seus filhos sendo capazes de se relacionar, se comunicar e se entender.

Nem sempre concordando entre si.

Mas sempre procurando se entender…

***

“Boa comunicação é tão estimulante quanto café preto e tão difícil quanto dormir depois.” (Anne Morrow Lindbergh)