AUTOCONTROLE

Autocontrole?

A capacidade de controlar a si mesmo; de auto domínio; de manter o equilíbrio, independentemente do que ocorre a seu redor.

E o que isso importa em nosso dia a dia?

No ônibus da vida, ou se é motorista ou se é passageiro…

Pois é justamente o autocontrole que define nosso posicionamento nesse trajeto, ao propiciar o condicionamento mental necessário para que se tenha:

– Disciplina;

– Complacência;

– Paciência;

– Dedicação;

– Esforço

Afinal, o que significa autocontrole? 

Autocontrole significa um condicionamento mental permanente de reflexão – sobre tudo o que ocorre ao redor.

Reflexão significa projetar mentalmente uma imagem. 

E, com base nessa imagem, estabelecer a conduta ideal a ser adotada nas circunstâncias. 

Em situações do tipo: 

– Não brigar com o professor por causa da nota – se ele é tão exigente, que tal surpreendê-lo ao estudar mais para a próxima prova?

– Não brigar com o chefe por conta do relatório – se ele é tão meticuloso, que tal apresentar dúvidas no relatório para as quais nem ele tinha pensado?

– Não brigar com o vizinho por causa do barulho – se ele é tão extrovertido, que tal convidá-lo para tomar uma cerveja às 2 horas da manhã? 

– Não brigar com o pedestre por conta do trânsito – se ele está tão desatento, que tal tocar levemente na buzina e acenar como quem conhece sua mãe? 

– Não brigar com o computador por causa da conexão na internet – se ele está tão lento, que tal considerar a troca de sua operadora de banda larga? 

Estes são só exemplos de muitas das situações em que o autocontrole de uma pessoa é posto à prova.

E muitos outros ainda poderiam ser acrescidos – pois, no mundo atual, o que não faltam são motivos para se perder o autocontrole.

Mas por que as pessoas perdem o autocontrole?

Porque elas inconscientemetne abandonam a frieza e o calculismo:

– Frieza no sentido de avaliar quando é necessário sua razão se sobrepor a seu sentimento;

– Calculismo no sentido de avaliar quando é necessário seu sentimento se sobrepor a sua razão.

Na prática, o autocontrole de uma pessoa depende simplesmente do equilíbrio entre quão fria e quão calculista essa pessoa consegue ser no dia a dia de suas interações com as outras pessoas.

Ainda assim, nada disso seria suficiente para definir o real significado de autocontrole, que ao fim e ao cabo representa só uma ferramenta – tipo uma chave. 

Mas que só serve para abrir uma única porta:

– Aquela em que não se depende da opinião de ninguém para se ter o controle efetivo sobre sua própria vida.

Autocontrole significa avaliar suas próprias atitudes permanentemente, de maneira a projetar que o resultado de quaisquer uma delas não dê motivos para que as pessoas digam que você não tem autocontrole – mesmo quando elas lhe dão razões de sobra para perdê-lo…

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“Contaram-me que os peixes não se importam de serem pescados pois têm o sangue frio e não sentem dor – mas não foi um peixe que me contou isso.” (Heywood Brown)

 

AGORA EU SEI

Agora eu sei:

– O importante não é o que já se foi, mas sim o que ainda está por vir – pois sempre alguma coisa vem depois…

E mesmo que o que tenha sido ruim possa até ser pior…

O que quer que venha a ser pode ser melhor!

Mas para que assim o seja, é imprescindível refletir sobre as lições da própria experiência.

A verdadeira mãe da evolução pessoal…

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LIXO

Lixo?

Algo a ser descartado – mas sempre com respeito.

Lixo significa (em tese) tudo aquilo que não tem mais serventia.

Ou, em outras palavras, não serve para mais nada!

Para mais ninguém – ou “quase” ninguém, pois há quem considere haver mesmo no “lixo” algo de serventia, de importância, que possa contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, por possuir ainda alguma possibilidade de reaproveitamento!

Por que isso só então, justamente na hora do descarte, já que há até pouco tempo, lixo era simplesmente…

Lixo!

Porque o mundo mudou!

E muito mais do que por conta de uma suposta e simplópria consciência ecológica, estamos aprendendo que para tudo na vida existe sempre uma alternativa!

Por mais que algo parece inútil, por estar defasado, sem serventia aparente – o que implicou numa reavaliação do conceito de lixo!!!

E, como resultado dessa reavaliação filosófica, o que era lixo virou simplesmente algo a ser descartado – ainda que possa reciclável.

Pois a sociedade moderna estabeleceu novos parâmetros para a utilização dos recursos naturais, antes que eles se exaurem.

E então, o que é lixo?

No fundo, não há mais lixo.

Pelo menos segundo o novo conceito de reaproveitamento dos recursos naturais!

Tudo o que o vem da natureza é importante.

E se vem da natureza tem de ser preservado.

Pois é imprescindível para assegurar a continuidade da raça humana.

E a raça humana?

Como é que fica nessa história?

Essa talvez não seja tão importante, a ponto de determiná-la como fundamental para a continuidade do planeta.

Pois, segundo os “ECAlogistas”, não possui mais qualquer propriedade de reaproveitamento.

Afinal, o que significa lixo?

Toda conduta pessoal que despreza tudo o que de melhor e mais produtivo pode haver em outra pessoa:

– A experiência;

– A fidelidade;

– A dedicação;

– A confiabilidade;

– O exemplo…

Lixo é tudo o que faz um ser humano descartar seu semelhante sem se lembrar que ele próprio também é um ser humano e, como tal, gostaria também de ser respeitado, ainda que descartado – mas não como lixo não reciclável!

O maior problema do ser humano é não se lembrar que ele próprio também faz parte da cadeia alimentar!

E como parte dela, tudo o que ele pode esperar é respeito por seus pares quando morrer.

Pois não há maior manifestação de lixo da sociedade do quando ela ela age sem respeito…

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“Eu sou o que me cerca. Se eu não preservar o que me cerca, eu não me preservo.” (Jose Ortega y Gasset)

 

DIA DOS NAMORADOS

Namorados não se encontram com a razão – se encontram com a emoção.

Não há nada mais simples nas relações humanas do que definir o porquê de algumas serem tão profícuas e cativantes.

Enquanto outras tantas, simplesmente, não saem do lugar!

Em ambas as situações, tudo não passa de uma questão de… Empatia.

É a empatia que faz com que uma pessoa procure sentir o que outra pessoa esteja sentindo em uma determinada situação,  para tentar compreender seus sentimentos e suas emoções.

A empatia, quando alcançada em sua plenitude, faz com que uma pessoa se sensibilize com a dor, o sofrimento, a alegria, a satisfação – enfim, as emoções do outro, gerando uma espécie de cumplicidade, pelo fato de, ao se colocar em seu lugar, gerar uma necessidade psicológica de compartilhar com a outra pessoa essas emoções.

Mas, se é tão simples assim estabelecer-se o entendimento das relações humanas com base na empatia, por que então é tão difícil assegurar-se que ela ocorra automaticamente entre as pessoas?

Porque não há nada mais complexo nas relações humanas do que estabelecer em que condições a empatia ocorre; ou quando há apenas simpatia…

E quando sua variante oposta se manifesta – a antipatia.

O mesmo procedimento de conduta numa primeira pessoa pode gerar sentimentos diametralmente opostos em outras duas, desde uma simpatia velada na segunda como até uma antipatia explícita na terceira.

Por quê?

Não existe especificamente um porquê…

Namorados são assim…

Aliás, namorados não são assim!

Namorados são “mais ou menos assim”…

Pois “namorados apaixonados” quando têm reciprocidade, pensam que alcançaram a suprema realização…

E quando esses namorados não visualizam reciprocidade, imaginam-se abandonados…

Sem alternativas…

Sem se darem conta de que são muitos os fatores que influenciam a percepção humana.

Olhar…

Trejeitos…

Sotaque…

Tom de voz…

Roupas…

Vocabulário…

Sorriso…

Na realidade, há um sem número de fatores que influenciam nesse processo, os quais nem sempre são tão explícitos quanto se pode imaginar.

E esse processo se dá nas relações humanas de todas as naturezas: familiares, sociais, profissionais, amorosas…

O que fazer então, já que a “fila anda e a vida segue” e não dá para “parar o mundo” enquanto não se identificam todos esses fatores?

A fórmula é:

– Jamais baixar a autoestima, em qualquer circunstância.

Pois sempre haverá alguém desprezando uma pessoa pelo que ela é.

E outro admirando-a – pelo mesmo motivo!

A tal ponto de se tornarem namorados – eternamente…

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“Há diversos motivos para não se amar uma pessoa e só um para amá-la.” (Carlos Drumond de Andrade)

 

POLÍTICA NAS EMPRESAS

Fazer política nas empresas atrapalha a carreira de um profissional?

Do ponto de vista eminentemente técnico atrapalha bastante, sim.

Já do ponto de vista da evolução na carreira, nem sempre.

Uma conduta política não só se torna necessária como é fundamenta.

O exercício diário de um comportamento baseado em conceitos da política é, nos dias de hoje, imprescindível nas empresas.

Muito antes de surgirem empresas, existiram os romanos, os gregos…

E os filósofos!

Que foram justamente aqueles que criaram a política.

Política representa o maior legado cultural deixado pelos gregos antigos, e isso porque tanto do ponto de vista teórico quanto principalmente prático o objetivo da política foi substituir a guerra.

Isso mesmo:

– Guerra.

Aquele “evento” que aparece cotidianamente nos dias de hoje em manchetes e matérias dos jornais, revistas, filmes, televisão, internet…

Em que duas partes se desafiam e se enfrentam, até que uma delas morra – quando não, muitas vezes, as duas.

E o que são guerras?

Nada mais do que conflitos mal resolvidos entre pessoas, dos mais diversos tipos, das mais variadas naturezas, pelos mais estranhos motivos: etnia, raça, nacionalidade, religião, economia, opinião, classe, orgulho, inveja, teimosia…

A invenção da política foi o recurso encontrado pelos filósofos para tentar substituir as guerras por uma alternativa civilizada na solução de seus conflitos – com o objetivo de tentar evitar que pessoas morressem por conta de conflitos que poderiam ser resolvidos simplesmente com o exercício do diálogo.

A inteligência e sensibilidade dessas pessoas os levou a identificar, já naquelas priscas eras, que de nada adiantaria vencer uma guerra se o vencedor também morresse.

Transpondo de maneira simplificada esse conceito para o mundo corporativo moderno, afinal…

O que significaria morrer numa empresa?

Significaria simplesmente:

– Ser demitido…

Por conta de conflitos diários e inevitáveis, inerentes ao exercício de cargos, funções e tarefas de cada um de seus integrantes.

E isso ocorre rotineiramente, em quaisquer níveis de atuação hierárquica ou especialização.

Em quaisquer empresas.

E quanto maiores essas empresas forem, maiores serão os conflitos nela existentes:

– Entre o presidente e a diretoria;

– Entre a diretoria e a gerência;

– Entre a gerência e a supervisão;

– Entre a supervisão e a execução;

– Entre a execução e o prometido;

– Entre o prometido e o entregue;

– Entre o entregue e o cliente;

– Entre o cliente e a empresa;

– Entre a empresa e o profissional;

– Entre um profissional e outro profissional…

|Afinal, qual profissional?

Talvez aquele sentado na cadeira ao lado…

Política é necessária nas empresas porque ela representa uma ferramenta imprescindível para a solução de conflitos que, inevitavelmente, sempre surgirão entre seus pares durante sua convivência profissional – não importa quem quer que sejam seus pares.

Sabe por quê?

Porque o único lugar em que nunca existirá conflitos entre os pares que compartilham um mesmo espaço é o cemitério…

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“Na política sempre deveremos optar entre dois males.” (Christopher Morley)