FALÊNCIA

Falência: esqueça-se da tradição – concentre-se na missão.

LISTA da “Exame.com” de empresas que tiveram decretada em 2012 sua falência:

1. Kodak

2. Banco Cruzeiro do Sul

3. Malév

4. Stephenson Clarke

5. Petroplus

6. Hostess Brands

7. Pluna

8. Elpida Memory

9. Manganese Bronze

10. Doux

11. Spainar

12. Grupo Sulina

Que fique bem claro o conceito básico do capitalismo:

– A falência de uma empresa faz parte do jogo.

E o mundo dos negócios nada mais é do que um jogo.

A falência para uma empresa está como a como a morte para um ser humano.

Isso significa que, sob o ponto de vista eminentemente prático, ninguém em sã consciência espera que uma empresa seja eterna.

Em algum momento de sua existência, inevitavelmente, qualquer que seja seu ramo ou porte, uma empresa irá à falência.

Por quê? Porque empresas são como pessoas.

E ainda não existem pessoas imortais…

Só que as empresas não são concebidas como as pessoas.

As pessoas, infelizmente são acometidas eventualmente de uma doença ou mal qualquer, muitas vezes sem qualquer possibilidade de antecipação.

Independentemente dos avanços da medicina.

A estrutura organizacional do corpo humano não é planejada.

Quando nascemos, recebemos um corpo com o qual teremos de conviver pelo restante de nossa vida.

Já, no caso das empresas, não é bem assim.

Toda estrutura de uma empresa pode ser moldada com base em um projeto de atuação – que considere todos os seus aspectos inerentes a suas operações, independentemente de seu organograma:

– Do porteiro ao presidente.

Pessoas podem nascer por conta de um simples acidente de percurso, sem qualquer tipo de planejamento…

Mas empresas nunca nascem sem qualquer tipo de planejamento, pois toda empresa nasce com um objetivo social definido na cabeça de quem a concebeu – e que representará ao longo de sua existência, sempre, sua missão.

Que só depende da capacidade de gestão de seus administradores.

E é isso o que mais me chamou a atenção nessa lista.

Os casos de empresas tradicionais.

Muito tradicionais – algumas centenárias.

Ou, como no caso da Stephenson Clarke, tricentenária…

Qual teria sido então o principal equívoco nessas empresas?

Pelo menos do ponto de vista gerencial?

Não terem se adaptado aos novos tempos?

Às novas tecnologias?

Ao novos costumes?

Quem sabe?

Talvez, no fundo do fundo mesmo, os problemas que surgem na maioria das empresas têm as mesmas origens que as dificuldades que surgem na vida da maioria das pessoas:

– Confundir “tradição” com “imortalidade” – o caminho inevitável para a falência…

***

“A tradição é a personalidade dos tolos.” (Albert Einstein)

 

CLIENTE

Empresa de logística do segmento de transportes e entregas no Brasil, está proibida de fazer negócios com clientes de sua ex-parceira, a empresa americana de entregas postais UPS no Brasil.

A Portlink, de Santa Catarina, era parceira da UPS no Brasil até abril deste ano.

Mas interrompeu a parceria e assinou contrato com a principal concorrente da UPS, a FedEx, também americana.

Em decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo, o entendimento foi que, como a Portlink passou a atuar conjuntamente com uma nova parceria, concorrente da UPS, contatar e negociar com clientes da antiga parceira poderia caracterizar o uso de informação privilegiada de sua ex-parceira.

Como a Portlink era uma das parceiras da UPS no Brasil, ela possuía muitas informações sobre o modus operandi desses clientes que ela atendeu, enquanto parceira da UPS.

Só que, com a vinda da FedEx, principal concorrente da UPS nos Estados Unidos, ao Brasil, o contrato foi rompido.

De forma simplificada, o que ocorreu foi que:

– A UPS não gostaria que seus “segredos comerciais” fossem utilizados por uma ex-parceira contra ela própria; e,

– Preventivamente, entrou com uma ação na Justiça visando a impedir que a Portlink fizesse negócios com seus clientes por cinco anos.

Juridicamente, a questão ainda não tem conclusão definitiva.

Já que, ao longo do processo, caberão recursos…

Para ambas as partes, como é de praxe…

À medida que manifestações do judiciário forem sendo apresentadas ao longo de suas diversas instâncias.

Independentemente disso….

Fica a questão primordial a ser considerada pelas empresas em situações similares:

– Manter uma ex-parceria, usufruindo as vantagens do conhecimento do “modus operandi”? ou,

– Reavaliar novas alternativas de parcerias comerciais, teórica e potencialmente mais lucrativas, utilizando-se de informações privilegiadas, ainda que juridicamente arriscadas?

A resposta, num caso específico como o citado, pode até parecer óbvia, quiçá “simplória”…

E não seria nenhum contrassenso enquadrá-la em ambas as categorias.

Mas (na vida, sempre há um “mas” – com a decisão, um novo paradigma empresarial pode estar sendo levado a termo.

Muito mais profundo e complexo do que pode aparentar ser.

Afinal, formalmente, a Justiça estabelece com essa decisão uma limitação para um recurso muito disseminado pelo mercado em geral:

– A utilização de informações disponibilizadas por terceiros no exercício de uma atividade operacional própria.

A Portlink estava exercendo sua atividade operacional quando recorreu ao “banco de dados” que acumulou durante o período em que foi parceira da UPS.

UPS que foi, efetivamente, sua “provedora” nesse “banco de dados”.

Por outro lado, qualquer “mailing list” nada mais é do que um “banco de dados”.

Provido por “alguém”, ao longo da atividade operacional de “outrem”…

Valeria também o mesmo raciocínio para qualquer um?

Dependendo do quê?

Com a palavra, o CLIENTE

***

“Leis são como teias de aranha: retém os pequenos insetos; os grandes as rompem.” (Anacarsis)

 

MARCAS QUE PODEM DESAPARECER EM 2013

Marcas sempre podem desaparecer, a qualquer tempo:

– Isso sempre vai depender de seu marketing…

Qualquer pessoa normal possui diversas marcas em seu corpo – como resultado de tudo o que vivenciou.

E, na média, muito mais que 10 marcas…

Afinal, o que são marcas?

Marcas representam o que de mais marcante foi criado pela sociedade ao longo da existência humana.

Marcas representam um conceito:

– De idéias;

– De princípios;

– De experiências;

– De objetivos;

– De resultados…

Todos somos uma marca, construída ao longo de nossa carreira – consciente ou inconscientemente.

Porém, não confunda marca com rótulo.

Pois todos nós sempre fomos “marcados” por rótulos:

– Lento…

– Superficial…

– Gordo…

– Astronauta…

– Cego…

– Surdo…

– Mudo…

– Passivo…

– Racista…

– Sexista…

– Homofóbico…

– Careca…

– Filósofo…

Marcas representam a idéia de tudo o que cerca o entorno de uma pessoa, de uma empresa, ou de qualquer sociedade.

Rótulos representam uma percepção espontânea por parte de quem as elabora, e que necessariamente não possuem algum tipo de profundidade analítica.

E é por isso as marcas são tão minuciosamente estudadas, desde seu layout, até sua extinção – diferentemene dos rótulos.

Marcas são antes de tudo a pré-definição sobre o que se pode esperar de quem as ostenta.

Mas não só de pessoas…

Mas principalmente de empresas…

Profundamente estudas por profissionais altamente especializados…

Alguns meio loucos…

Mas altamente especializados!

Que se dedicam arduamente a concebê-las…

Pois empresas são como pessoas:

– Nascem;

– Crescem;

– Reproduzem; e,

– Morrem…

E muitas empresas, infelizmente, ainda não se deram conta disso…

A “Exame.com” publicou uma LISTA de 10 marcas que poderiam desaparecer em 2013 – independentemente de qual fosse essa marca.

Segundo a mesma matéria, isso seria uma decorrência de:

(i) problemas financeiros;

(ii) crises de imagem perante o público consumidor;

(iii) decisões gerenciais relacionadas a aquisições de outras empresas ou negócios

O desaparecimento de qualquer uma dessas marcas, bem como de quaisquer outras não citadas na matéria, seria sempre a clássica e inevitável “sentença de morte” a que todas as empresas estarão sujeitas quando atingirem seu limite de insustentabilidade:

– Prejuízos recorrentes ou em perspectiva…

1. Hotmail

2. US Airways

3. Avon

4. Herbalife

5. Research in Motion – Blackberry

6. Lotus

7. Hostess

8. JCPenney

9. Martha Stewart

10. Metro PCS

Todos nós possuímos marcas como decorrência de nossas experiências na vida – em nosso corpo, em nossa mente, em nosso espírito.

Algumas apenas superficiais, que nada mais representam do que rótulos.

Outras muito profundas – e essas sim representam marcas.

Ficar remoendo sobre como gostaríamos de ser reconhecidos pelos outros (marca) sem nos darmos conta do que fazemos (rótulo) é como alguém se dedicar corriqueiramente a tentar vender sorvetes para esquimós, só porque esse alguém gosta de fazer sorvetes.

Afinal, você vai se dedicar a construir uma marca (sua marca!), ou vai perder tempo com rótulos?

***

“Para ter sucesso, nós devemos fabricar o que vendemos e não vender o que fabricamos.” (Roberto Goizueta)

 

REPETITION

Repetir sim, mas…

Até quando?

“Repetition” (Repetição), música da banda “Information Society”, foi provavelmente concebida como uma ode ao amor verdadeiro.

Uma situação em que alguém se dá conta de que deveria “retornar ao lugar de onde nunca se deveria ter saído”.

Qual seria a motivação?

Provavelmente um enfoque romântico sobre uma relação amorosa que nunca deveria ter terminado!

Numa narrativa levada ao extremo da sensibilidade.

Mas o videoclipe da música demonstra que, intencionalmente ou não, a conteúdo da mensagem ia “mais longe”. 

Atente para o cenário no entorno do grupo durante a canção: 

– Cadeira de balanço…

– Televisão de tubo…

– Rádio de seletor…

– Móveis antigos…

– Um prédio que lembra ruínas de filmes de catástrofe…

Uma repetição de imagens de coisas que já teriam sido importantes um dia – mas cujos objetos já estariam exauridos em sua capacidade de produção, de inovação.

E depois disso tudo, o que é que vem?

Outra repetição.

Muitas vezes, ao longo de sua vida, muitas pessoas criam como padrão de comportamento a repetição de atitudes e procedimentos – que, segundo sua ótica, deram certo no passado:

– “Para que mexer em time que está ganhando?”, alegam para si próprias, em seu subconsciente.

Só que o subconsciente nem sempre se dá conta daquilo que acontece no mundo real.

E é justamente aí que mora o perigo.

Na convivência com a família, com os amigos, no trabalho, na carreira…

Repetindo ações passadas na esperança de que o futuro seja melhor que o presente.

Peraí: será que é só isso que alguém pode fazer no presente?

Qualquer pessoa que continuar a fazer do mesmo jeito o que sempre fez vai continuar a obter os mesmos resultados que sempre obteve!

E as expectativas de qualquer pessoa sempre serão a de levá-la a um plano superior em relação ao que ela se encontra.

Já que, de uma maneira ou de outra, o que podia até ser útil numa determinada época, acaba por se tornar obsoleto com o passar do tempo – e chegar ao ponto de não servir mais!

Tipo “televisão de tubo”…

Ou “rádio com seletor”!

Toda pessoa deveria tomar extremo cuidado com o repetir!

Pois a certa altura de sua vida o repetir irrefletidamente pode transformar todo o em torno de si em um autêntico…

Ferro-velho.

***

 

PETROBRÁS? 60 ANOS!

Petrobrás, 60 anos!

E quando completar 70…

“Cê” tenta de novo… 

Tenta de novo…

Tenta de novo…

E de tanto que “cê” tenta…

Um dia “cê” acerta… 

Como pode uma empresa monopolista num dos maiores países do mundo, atuante no setor de atividade econômica mais rentável do planeta Terra (afinal, vá lá que em Plutão possa haver algo mais rentável…), exibir números tão…

Tão…

Tão… 

Pífios!

Por quê?

Considere refletir sobre os dados abaixo:

Petrobrás:

– Receita: US$ 110 bilhões 

– Lucro líquido: US$ 8 bilhões 

– Margem líquida: 7%

Royal Dutch Shell:

– Receita: US$ 482 bilhões

– Lucro Líquido: US$ 27 bilhões

– Margem líquida: 6%

Exxon Mobil:

– Receita: US$ 450 bilhões

– Lucro líquido: US$ 45 bilhões

– Margem líquida: 10%

Como pode a Petrobrás, uma empresa monopolista, “orgulho da nação (…?)”, ter uma margem líquida tão similar à da Royal Dutch Shell, empresa privada que não usufrui de privilégios como os que a estatal brasileira tem?

E se levarmos em conta a Exxon Mobil, aí então a comparação descamba para o “embaraço nacional”…

O fato é que embaraçados estão todos os consumidores e, principalmente, acionistas da empresa tão propalada pela mídia convencional como sendo “orgulho nacional”.

Enquanto o Brasil permaneceu mergulhado no próprio “umbigo”, onde o monopólio da Petrobrás foi, e continua sendo, ditatorialmente imposto, era fácil desviar os olhos sobre sua eficiência – na realidade, a falta dela…

Mas agora que os dados contábeis das empresas ao redor do planeta (e do Brasil, em particular…) se tornaram públicos e mundiais, fica mais fácil ainda estabelecer análises objetivas quanto ao efetivo desempenho delas.

Democracia é importante?

Não só importante quanto imprescindível…

Por que se manter uma empresa monopolista num país que se predispõe, filosoficamente, a combater todas as formas de preconceito?

Econômicos…

Raciais…

Sexuais…

Enfim, qual seria o real significado do já histórico e propalado slogan ufanista que representou uma das fontes de inspiralção para a criação da Petrobrás:

– O petróleo é nosso!

O petróleo é nosso? Nosso “quem”:

– Eu?

– Tu?

– Ele…?

Quem seria parte integrante desse “nosso”?

E quem, em sã consciência, poderia ter orgulho numa condição como essa?

Orgulho em ser ineficiente?

A Petrobrás simplesmente representa o maior exemplo daquilo que não deveria ser levado como parâmetro de gestão empresarial.

Petrobrás, 60 anos! 

E quando completar 70…

Cê tenta de novo…

Cê tenta de novo…

Cê tenta de novo…

E um dia afinal, de tanto que cê tenta…

Cê acerta…

***

“Nunca confunda movimento com ação.” (Ernest Hemingway)